Letramento e Alfabetização

SESSÃO - Letramento e Alfabetização 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: ESTUDO FONÉTICO-ACÚSTICO DE CONSOANTES LATERAIS DO PB: CONTRIBUIÇÕES PARA SE PENSAR FATOS DE AQUISIÇÃO DE ESCRITA
AUTOR(ES): ADELAIDE HERCÍLIA PESCATORI SILVA
RESUMO:
Dúvidas sobre a maneira de grafar palavras como sandália ou folha, por exemplo, são usuais para crianças em fase de alfabetização, mas ocorrem também para usuários da língua já alfabetizados. Nossa hipótese é de que essas dúvidas ocorrem porque na fala teríamos um único som, que na escrita pode ser representado tanto pelo dígrafo lh como pela sequência “li + vogal”, embora ainda se insista em afirmar a oposição de dois segmentos, a lateral palatal e a lateral alveolar, na grande maioria dos estudos fonológicos para o português brasileiro.
Para testar essa hipótese, conduziu-se um experimento de produção de fala, que teve como sujeitos crianças, já numa fase mais avançada de aquisição de escrita, adolescentes e adultos, divididos em grupos de dez indivíduos cada. Todos os três grupos foram submetidos à mesma metodologia de coleta: os sujeitos eram solicitados a ler um pequeno texto contendo palavras com lh e com “li + vogal”. Essa tarefa de leitura foi gravada em cabine com tratamento acústico ou em sala silenciosa. Em seguida à coleta dos dados, procedeu-se à sua análise acústica.
Apresentam-se neste trabalho os resultados da análise acústica, não só com o intuito de testar nossa hipótese de trabalho mas, sobretudo, com o objetivo de mostrar que a análise acústica de dados de produção de fala pode ser uma ferramenta útil para se pensar e, eventualmente, se responder questões sobre a aquisição da escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE ACÚSTICA, CONSOANTES LATERAIS, AQUISIÇÃO DE ESCRITA

TÍTULO: AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO COM CRIANÇAS DO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM OLHAR A PARTIR DA FORMAÇÃO INICIAL
AUTOR(ES): ADRIANA BRAGAGNOLO
RESUMO:
O texto objetiva apresentar elementos que se evidenciam num processo de investigação pautado na formação inicial de acadêmicas do Curso de Pedagogia. O campo de pesquisa se delimitou em turmas de 1º ano do Ensino Fundamental, as quais tiveram como docentes, estagiárias do curso mencionado e a orientação pelos professores supervisores. Esses, durante a supervisão de estágio e orientação de propostas foram instigados a pesquisar sobre a concepção de infância e alfabetização que se desenhava. Tal processo investigativo justifica-se pelo fato de que, no contexto da maioria das escolas dos municípios de abrangência da Universidade de Passo Fundo, as primeiras experiências com o EF de 9 anos foram vivenciadas e acompanhadas, também pela academia. Foi utilizado como principal instrumento, a pesquisa documental dos registros realizados durante os estágios, especialmente dos últimos dois anos. Diante da análise, revelaram-se como categorias centrais, as mudanças no conceito de infância, a clareza X os equívocos no conceito de alfabetização, os obstáculos na experiência pedagógica com as crianças de seis anos, as intervenções pedagógicas e a formação da identidade docente com enfase na alfabetização. Frente a isso, exige-se um olhar atento aos desafios que se colocam na formação inicial, os quais inquietam o campo acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO INICIAL, INFANCIA

TÍTULO: QUESTÕES DE APRENDIZAGEM NA LEITURA:DESAFIOS E POSSIBILIDADES NO COTIDIANO ESCOLAR
AUTOR(ES): ADRIANA DA SILVA LISBOA TOMAZ
RESUMO:

A escola brasileira se vê diante do desafio e do dilema do letramento e da alfabetização. Como tornar a leitura mais próxima e interessante para os alunos? Como as estratégias didáticas têm dado conta das aprendizagens? São essas e outras tantas perguntas que convocam os profissionais da educação a refletirem sobre práticas cotidianas que contribuam de maneira eficaz para a aprendizagem da leitura e escrita em nossas escolas. Deve-se partir da premissa que a oportunidade de leitura é para todos. Ensinar a ler exige comprometimento, tomada de consciência, saber escutar, reconhecer que a educação é ideológica e outras especificidades como relata Paulo Freire. Um destaque é o trabalho desenvolvido no Colégio de Aplicação da UERJ/RJ como uma estratégia didática denominada “Roda de Notícias”, que possibilita um resgate das lacunas no processo de alfabetização, pois favorece a oralidade, a leitura e a escrita, já que o trabalho vem sempre acompanhado de um registro. Ela ainda torna a leitura mais prazerosa uma vez que o aluno busca notícias do seu interesse e opina sobre o que leu, e faz com que o professor se posicione de forma crítica e reflexiva, pensando no cotidiano escolar como um espaço privilegiado de construção do conhecimento. A relevância do tema proposto reside na necessidade de se pensar a escola, a prática docente, a alfabetização e a relação professor – aluno como indivíduo que constrói o seu conhecimento. Partindo para uma aplicabilidade no cotidiano escolar, faz-se necessário descrever, ouvir e teorizar pensando em resgatar e garantir aos alunos o direito de lerem e escreverem. O referencial teórico escolhido para fundamentar esta prática está circunscrito no âmbito da relação da Psicologia Social e Educação, com os autores: Moscovici, Vygotsky e Warschauer.
PALAVRAS-CHAVE: RODA DE NOTÍCIAS, LEITURA, ESCRITA

 

TÍTULO: CONSIDERAÇÕES SOBRE METAENUNCIAÇÃO E POLIFONIA EM DADOS DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA
AUTOR(ES): ADRIANA DE PAULA
RESUMO:
O acompanhamento longitudinal do percurso de escrita de um sujeito pode ser um caminho fecundo para a compreensão do próprio processo de aquisição da linguagem escrita, permitindo a elaboração de hipóteses sobre o modo como cada sujeito vai traçando seu percurso pelo mundo da escrita. Partindo desse pressuposto, o presente trabalho, fruto das reflexões iniciais do meu projeto de Doutorado, tem como objetivo aprofundar as investigações acerca da relação desenho/escrita em dados de aquisição, tomando como objeto de análise o corpus de M.L., autora de uma vasta produção de desenhos e textos escritos que se encontram arquivados no banco de dados do Projeto “A relevância teórica dos dados singulares no processo de aquisição da linguagem escrita”, desenvolvido desde 1992 no IEL/Unicamp, bem como dados transversais retirados desse mesmo banco de dados, que nos permitam verificar de que modo o desenho e a escrita são explorados ao longo do processo de aquisição de linguagem de um sujeito. A partir da análise dos dados de M.L., será discutido o processo através do qual emergem e vão se constituindo a polifonia e a metaenunciação na produção textual desse sujeito, características observadas nos dados já analisados e que parecem contribuir para a constituição da ironia que caracteriza o estilo desse sujeito (cf. Abaurre 1999, 2001 e 2003). Serão analisados também, a partir dos dados transversais, de que modo outros sujeitos exploraram o desenho em alguns momentos de seu processo de aquisição da escrita, de modo a enfatizar a idéia de que o desenho é uma linguagem capaz de expressar o querer-dizer de um sujeito num momento em que a escrita ainda não está plenamente desenvolvida e que através de uma análise longitudinal é possível reconstituir o percurso individual trilhado por esse sujeito ao longo de seu processo de aquisição da escrita.
PALAVRAS-CHAVE: METAENUNCIAÇÃO, POLIFONIA, AQUISIÇÃO DA ESCRITA

 

TÍTULO: LEITURA DE JORNAL: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL ADRIANA PASTORELLO BUIM ARENA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA – FACED AGÊNCIA: CAPES GRUPOS DE PESQUISA: PROCESSOS DE LEITURA E DE ESCRI
AUTOR(ES): ADRIANA PASTORELLO BUIM ARENA
RESUMO:
O artigo apresenta uma seqüência de dados coletados com um dos sujeitos integrantes de uma pesquisa-ação realizada em nível de doutorado, cujo tema central era a leitura do jornal impresso e digital por crianças brasileiras e portuguesas, matriculadas no ensino fundamental. Trata-se de uma investigação de cunho essencialmente qualitativo e interpretativo. A leitura do jornal impresso e do jornal on-line foi o objeto de análise da tese cujo objetivo era o de compreender e discutir os indícios que se destacam nessas práticas de leitura em contextos educacionais diferentes. Foram selecionadas seis professoras e trinta alunos, entre 9 e 10 anos, de quatro escolas públicas, sendo uma do Brasil e três de Portugal. Metodologicamente, o trabalho de pesquisa foi dividido em duas partes, a primeira realizada no Brasil e a segunda em Portugal. Discutirei aqui apenas dados representativos de uma experiência de ensino com 6 alunos brasileiros de uma escola pública da cidade de Marília. A metodologia escolhida para o desenvolvimento da primeira parte deste estudo visava a encontrar indícios de práticas de leitura do jornal impresso transportadas para situações de leitura do jornal on-line. Neste artigo serão analisados os dados que apresentam o percurso de leitura feito por um dos sujeitos da pesquisa com o jornal impresso. Esse recorte tem como objetivo discutir o fator que determinava a seleção de uma notícia para a leitura. A análise demonstra que o sujeito encontrava informações, palavras-chave que acionavam seu interesse e por esse motivo continuava a ler. As escolhas passavam pelo conhecimento sócio-cultural do sujeito. Seus olhos eram guiados por palavras que faziam sentido para busca. Concluiu-se, com os dados, que o fator decisivo que impulsiona a leitura do jornal impresso é a experiência que o leitor possui sobre os assuntos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA DE JORNAL, PALAVRA-CHAVE, INTERESSE CULTURAL

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: ALFABETIZANDO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A NARRATIVA DE UMA EXPERIÊNCIA NO JARDIM 3
AUTOR(ES): ALESSANDRA CORREIA XAVIER
RESUMO:
O objetivo deste trabalho é narrar uma experiência em alfabetização e letramento, realizada no ano de 2008, com crianças de 5 anos em uma escola particular na Zona Sul do Rio de Janeiro. Tomamos por referencial teórico o Construtivismo piagetiano a partir da Epistemologia Genética (1973); a Psicogênese da Língua Escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1984); a teoria de desenvolvimento proposta por Vygotsky (1962); o conceito de letramento proposto por Magda Soares (1998). Já mencionado anteriormente, o trabalho foi realizado no ano letivo de 2008, em uma creche pequena. A turma foi composta por 6 crianças de idades iniciais de 5 anos e 3 meses e 4 anos e 8 meses. A metodologia desenvolvida foi inspirada nas teorias acima relacionadas, trazendo para a turma a possibilidade de interagir com o objeto de conhecimento da forma mais rica e significativa possível, acreditando que escrever e ler são processos de construção não-escolares, mas efetivamente sociais. Ao final do ano, as crianças, cada uma com suas particularidades, construíram esses conhecimentos de forma contextualizada, significativa e principalmente desafiadora; por sua vez a professora teve a oportunidade de fazer uma reflexão crítica da sua práxis educativa, trazendo para a sala de aula o que Paulo Freire chamou de “natureza da prática docente”: a permanente formação do educador.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: DIALOGANDO COM EDUCADORES E EDUCANDOS SOBRE A PRODUÇÃO TEXTUAL NAS SÉRIES/ANOS INICIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ALESSANDRA MARQUES DA CUNHA, STELLA DE LOURDES GARCIA
RESUMO:
Este trabalho tem como finalidade socializar os resultados de nossas pesquisas, desenvolvidas no Doutorado, e que tem como temática os dizeres de educadores e educandos do Ensino Fundamental de Nove Anos, sobre a prática de produção textual, quais os conhecimentos que constroem a partir de um grupo de estudos e o que relatam sobre suas aprendizagens. Assumimos a concepção sociointeracionista de linguagem, inspirada em Bakhtin e que entende o sujeito constituindo-se como tal à medida que interage com os outros. No interior desta abordagem nos pautamos nas atuais pesquisas representadas pelos trabalhos e investigações do Grupo de Genebra. Estes pesquisadores defendem o pressuposto de que comunicar-se oralmente e por escrito, pode e deve ser ensinado de forma sistemática. A metodologia utilizada foi a colaborativa, em que o conhecimento é enfocado no contexto de sua constituição e contribuição potencial para a evolução social. Evolução social entendida na perspectiva de emancipação simbólica e progressiva, que enfatiza o conhecimento dentro da percepção social e histórico desenvolvimentista pautado no potencial opressivo ou transformador. Os dados foram coletados durante a realização de um Curso de Extensão - PROEX-UFSCar, oferecido aos educadores de uma das escolas que é Comunidades de Aprendizagem de São Carlos – SP. Os encontros realizados junto aos educadores, no curso de extensão, tornaram-se dialógicos, portanto, facilitadores de trocas de experiências, configurando-se em um lócus de reflexão sobre a própria prática pedagógica em torno da temática de produção textual, favorecendo assim, a objetivação das dificuldades e a visualização de alternativas para a sua superação. Foi-nos possível constatar que o trabalho desenvolvido com a produção textual, focado em gêneros e organizados com base em sequências didáticas, respaldam a aprendizagem, tanto oral quanto escrita, dos educandos.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZAGENS, DIÁLOGO, PRODUÇÃO TEXTUAL

 

TÍTULO: LETRAMENTO EM UMA ESCOLA DE HORÁRIO INTEGRAL NO MUNICÍPIO DE NOVA IGUAÇU / RJ
AUTOR(ES): ALESSANDRA VICTOR DO NASCIMENTO ROSA, VALDENEY LIMA DA COSTA
RESUMO:
Este trabalho relata experiência de letramento realizada em uma escola de horário integral da rede de Nova Iguaçu, município situado na Baixada Fluminense/Estado do Rio de Janeiro. Essa proposta de letramento acontece em oficinas desenvolvidas no horário integral, atendendo alunos das primeiras séries do Ensino Fundamental. O estudo tem, como objetivos, analisar e socializar as práticas de leitura e escrita realizadas nessa escola pública. O percurso metodológico utilizado consistiu numa abordagem qualitativa de pesquisa. Em um primeiro momento realizou-se um estudo teórico- bibliográfico sobre letramento, educação e tempo integral. Em outro momento foi realizado uma investigação empírica com observação e aplicação de questionários com os sujeitos envolvidos nas oficinas de letramento. Foram realizadas leituras de Coelho e Cavaliere (2002) e Cavaliere (1996), que discutem a educação em tempo integral. Para a discussão de letramento utilizamos Soares (1998). Realizamos também um diálogo com Freire (1989) e Smolka (1998) sobre concepções de leitura e escrita. Os questionários foram realizados com sete professores regentes da escola investigada. Através da análise dos questionários respondidos, os resultados da investigação apontam uma significativa mudança na concepção de leitura e escrita dos envolvidos nesse processo. Além disso, a observação do cotidiano escolar permitiu inferir que as oficinas proporcionaram um estímulo na construção de práticas de letramento nesses alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: ATIVIDADES DIVERSIFICADAS EM SALA DE AULA: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA O AVANÇO DAS CONCEPÇÕES INFANTIS ACERCA DA LEITURA E DA ESCRITA
AUTOR(ES): ALEXANDRA POZZATTI MARCHESAN, FRANCINE DE BEM ROSSI
RESUMO:
Esta pesquisa caracteriza-se por ser um estudo interinstitucional e integrado de cunho qualitativo, a partir da qual busca-se compreender o processo de construção do conhecimento em classes de alfabetização. Nessa investigação visa-se o trabalho compartilhado entre professoras regentes das escolas públicas e particulares de Santa Maria, alunos das classes envolvidas, bem como acadêmicas dos Cursos de Pedagogia, Educação Especial, Especialização, Mestrado e Doutorado da UFSM e UNIFRA. Considerando-se a importância de constantemente refletir sobre a apropriação da lecto-escrita, o objetivo deste estudo é compreender os impactos do lúdico no processo de alfabetização, bem como a formação inicial e continuada de professores. Para tanto, optou-se pela pesquisa etnográfica, pois o processo interativo entre os participantes é registrado e acompanhado a partir das descrições realizadas. Assim, desenvolveram-se observações participantes para reconhecer a realidade das turmas. Fez-se estudos bibliográficos, tendo como referência base estudos de Ferreiro e Teberosky (1987); Ferreiro (2001, 1990, 1987), Bolzan (2003 a 2007). Logo, confeccionou-se jogos a serem utilizados nessas classes. Após, realizou-se os circuitos nas classes envolvidas a partir da escolha de quatro a cinco jogos e/ou atividades, em seguida dividia-se a turma em grupos. Cada grupo realizava as atividades em seu tempo e, após, repassava até que todos experienciassem todas as atividades, dando caráter dinâmico aos circuitos. Vale ressaltar a importância do registro das atividades realizadas pelos alunos, bem como a interação entre os colegas e os objetos de aprendizagem. A possibilidade de construção do conhecimento de forma compartilhada, através da evolução das hipóteses da lecto-escrita é um dos fatores mais significativos da aprendizagem colaborativa. Desse modo, evidenciou-se que as atividades diversificadas colaboraram para o avanço das concepções infantis, à medida que elas se utilizam do lúdico como um elemento para a aprendizagem significativa, além de proporcionar aos regentes um momento de análise sobre suas práticas.
PALAVRAS-CHAVE: LECTO-ESCRITRA, APRENDIZAGEM, LÚDICO

TÍTULO: UMA EXPERIÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE LEITURA E ESCRITA COM CRIANÇAS DE 1O ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ALYNE FRANCO BRANDÃO
RESUMO:
Apresenta-se uma prática de sala de aula com alunos de 1o ano do ensino fundamental abrangendo propostas de atividades de linguagem oral e escrita realizadas na Escola Instituto Educacional Criança Ativa & Ativa, Itapira, SP, com base em princípios da corrente pedagógica construtivista e da epistemologia piagetiana. As atividades tiveram por objetivo: contribuir com a construção da alfabetização, propiciar uma experiência de vida democrática, tornar as crianças boas leitoras, com capacidade de ler e com enfoque nos interesses ligados à afetividade, à motivação e ao prazer. Foi realizada uma sequência de atividades com a finalidade de se estudar um determinado gênero (poesia), o qual foi escolhido pelas próprias crianças, trabalhando as concepções de leitura, escuta e produção escrita. Realizou-se uma roda de conversa para poder analisar o conhecimento prévio dos alunos, montou-se na biblioteca o “cantinho da poesia”, onde todas as poesias trabalhadas, atividades feitas e livros pesquisados na própria biblioteca foram expostos. Outras atividades foram realizadas, tais como: leitura em voz alta tanto do professor como do aluno, expressão dos sentimentos após a leitura, leituras em grupo, leituras críticas, representações através do desenho sobre o que a criança entendeu da poesia ou estrofe e entre outras. Os trabalhos deveriam provocar discussões, tomada de decisão, questionamentos, levantamento de hipóteses, realização de atividades e avaliação. Dentre os resultados obtidos, pode-se destacar que as crianças se mostraram envolvidas, trazendo sugestões de outras atividades, tendo iniciativa própria para ler qualquer tipo de texto inclusive o gênero escolhido.Por fim, é essencial ressaltar que cabe ao professor ensinar seus alunos a realizarem uma leitura crítica, em que eles sejam capazes de atribuir sentido ao que leem, distinguir contextos, argumentos, pontos de vista, para que se tornem leitores mais competentes, capazes de compreender o mundo ao seu redor e agir de maneira crítica e reflexiva.
PALAVRAS-CHAVE: PRAZER, ALFABETIZAÇÃO, ENSINO FUNDAMENTAL

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: O LETRAMENTO E SUAS FORMAS DE APROPRIAÇÃO: ANÁLISE DE NARRATIVAS DE PROFESSORES
AUTOR(ES): AMÉLIA ESCOTTO DO AMARAL RIBEIRO, ALESSANDRA RIBEIRO BATISTA
RESUMO:
Muito se tem dito e publicado sobre letramento, de tal sorte que o termo já foi incorporado ao discurso pedagógico de professores, independente de terem ou não, participado de programas de formação inicial e continuada no âmbito das secretarias de educação estaduais e/ou municipais, ou lido outros materiais, como livros, revistas e artigos, sobre esse tema. Ao que parece, mesmo diante da aparente profusão de publicações acerca dessa temática, ainda não há consenso em torno do entendimento e formas de apropriação de conceitos e indicações didático-pedagógicas dele decorrentes, sobretudo entre os professores dos anos iniciais da escolarização. Tem-se como hipótese principal que essa aparente falta de entendimento (ou um entendimento equivocado) sobre letramento provoca dicotomização do ato de ler e escrever, sugerindo, conseqüentemente, oposição entre o uso social da linguagem e a decodificação dos códigos de leitura e escrita. Investiga-se, a partir da análise das narrativas de professores, de um lado, o modo como o discurso desses professores se apropria do que se entende por letramento: se como conceito, postura, metodologia, militância ou mito. De outro, buscam-se elementos que permitam identificar sob quais enfoques – político-social, metodológico, lingüístico, entre outros – o letramento é entendido e sob quais “matrizes de entendimento” os professores organizam o conceito de letramento. Os resultados apontam para que o letramento parece ter se instaurado, para muitos, como APENAS uma alternativa na resolução de questões pertinentes à aprendizagem de leitura e escrita que a alfabetização não “resolveu”.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, NARRATIVAS DE PROFESSORES, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA COM TEXTOS VISUAIS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES
AUTOR(ES): ANA ARLINDA DE OLIVEIRA
RESUMO:
Esta comunicação aborda sucessivas experiências vivenciadas em salas de aula de escolas da Educação Básica de Cuiabá-MT, por alunos do curso de Pedagogia da UFMT-IE, relacionadas às práticas alfabetizadoras, tendo como ênfase o trabalho com leitura de Textos Visuais pelas crianças. Os alunos perceberam a importância do trabalho docente, para tornar as crianças em processo de alfabetização mais letradas com relação ao texto visual, pois a leitura desse gênero de texto ainda é pouco frequente na escola. Como a criança, em nossa sociedade, tem contato com as mais variadas formas da linguagem, muito antes de entrar no universo escolar, cabe à escola ampliar suas experiências culturais, promovendo sua alfabetização estética. Os próprios alunos, futuros docentes, afirmam não ter tido em sua escolarização contato com texto visuais diversificados, pois sua aprendizagem foi centrada nas práticas de aquisição do código escrito. Os resultados tem mostrado a importância da imersão nas práticas pedagógicas pelos alunos em fase de formação inicial, pois este é o momento em que a relação teoria-prática necessita ser refletida, para que as mudanças na educação possam acontecer, fazendo surgir práticas alfabetizadoras mais significativas. A prática docente deve constituir-se como resultado de reflexão teórica e de uma vivência pedagógica consistente, capaz de direcionar o aprimoramento como pessoa e como profissional.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, FORMAÇÃO INICIAL

 

TÍTULO: INTERAÇÕES E MEDIAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ESCOLAR NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): ANA CARLA HOLLWEG POWACZUK
RESUMO:
Este trabalho tem como foco as interações e mediações que permeiam a organização do trabalho escolar com relação à leitura e a escrita inicial. Parte-se dos resultados de um estudo qualitativo, de cunho etnográfico, realizado em uma escola do Sistema Público de Educação do município de Santa Maria/RS. Esta investigação teve como objetivos: compreender como se dá a organização do trabalho escolar, envolvendo a leitura e a escrita inicial; reconhecer os pressupostos teórico-práticos que embasam tal organização; refletindo em que medida esta organização restringe ou potencializa o processo de construção da lecto-escrita dos alunos. A partir dos estudos realizados é possível indicar que muitos dos problemas do ensinar e do aprender são decorrentes de proposições didáticas centradas na codificação e decodificação de palavras, desvinculadas dos usos e funções da linguagem escrita, assim como do distanciamento que as práticas escolares assumem em relação ao contexto sociocultural dos alunos. Desta forma pontua-se para a necessidade de redimensionar a organização do trabalho escolar no processo de alfabetização a partir da construção de práticas que tenham como ponto de partida e de chegada os eventos sociais de leitura e de escrita, tendo como elemento balizador as experiências socioculturais dos alunos, uma vez que são justamente estas que as crianças farão uso para atribuir sentido e significado ao que aprendem. Acredita-se que tal intento viabilizaria que as atividades escolares ultrapassassem os muros da escola e adentrassem os diferentes mundos que habitam os bancos escolares.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS SOCIAIS , MEDIAÇÃO

 

TÍTULO: A PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA NAS PRÁTICAS PEDAGÓGCIAS COM SÍNDROME DE DOWN.
AUTOR(ES): ANA CRISTINA DIAS ROCHA LIMA
RESUMO:
O trabalho, que teve a duração de um ano, foi realizado numa instituição que atende somente pessoas com Síndrome de Down, na cidade de Jundiaí. Esteve pautado nas reflexões sobre as práticas sociais em sala de aula, que derivam de projetos da Secretaria Municipal de Educação, que podem, ou não, ser alinhadas aos projetos pedagógicos institucionais de organizações especializadas no trabalho com síndrome de down. O objetivo da pesquisa esteve pautado no trabalho de alfabetizar alunos entre 11 a 23 anos, a partir do uso de práticas sociais de leitura e escrita presentes na vida de cada um deles. Foram utilizados diferentes portadores de textos conforme as necessidades individuais de aprendizagem. A escrita ora era coletiva, ora individual. Às vezes a professora era a escriba, às vezes era o próprio aluno. Foram realizados grupos na sala de aula com os alunos para a realização do trabalho, o que ajudou no registro das observações, dos avanços e das dificuldades de cada um e do grupo. O projeto foi dividido em dois períodos: primeiro e segundo semestres, como uma forma de poder verificar e avaliar o desenvolvimento do trabalho pedagógico aplicado ao grupo e às metas exigidas pela Secretaria de Educação do Município. Verificou-se que é possível trabalhar com o Down, tendo como método a psicogênese da língua escrita.
PALAVRAS-CHAVE: PSICOGÊNESE, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, SÍNDROME DE DOWN

 

TÍTULO: O ESTADO DO CONHECIMENTO SOBRE A AQUISIÇÃO E ENSINO DA ESCRITA NO BRASIL
AUTOR(ES): ANA CRISTINA RODRIGUES SERRANO
RESUMO:
Em minha pesquisa, desenvolverei um estudo sobre o estado do conhecimento a respeito da aquisição e ensino da escrita no Brasil, organizando, classificando e analisando um conjunto de artigos publicados no período compreendido entre 1980 e 2008 em revistas científicas de diferentes localidades do país. Com base no trabalho de autores que desenvolveram estudos semelhantes a este a que me proponho realizar – tais como Soares, Santos e Ferreira – assim como na história do desenvolvimento da escrita e de sua trajetória como objeto de interesse para estudiosos e interessados no assunto, analisarei tais artigos buscando identificar as seguintes categorias: temas e objetivos, metodologia seguida, ideário pedagógico, aportes teóricos e tipos de dados analisados. Buscarei verificar as relações estabelecidas entre esses aspectos, analisando, por exemplo, se determinado tema é apresentado sempre em ligação a um mesmo ideário pedagógico, ou se a articulação entre eles é algo aleatório, ‘mutável’, de acordo com as preferências e atitudes de cada autor. Os resultados obtidos devem permitir um maior conhecimento sobre o assunto em questão, oferecendo aos pesquisadores e estudiosos um material para que, conhecendo aquilo que já fora produzido e pesquisado, tenham condições de identificar as lacunas existentes e trabalhar de modo a contribuir para o desenvolvimento desse tema.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA , AQUISIÇÃO , ESTADO DA ARTE

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: AVALIANDO A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA MATERNA EM CRIANÇAS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA PRÁTICA EM COMUNIDADES DE APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): ANA LUCIA MASSON LOPES, CLAUDIA RAIMUNDO REYES
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo socializar as discussões de uma pesquisa que se desenvolve em três escolas da periferia do município de São Carlos, no estado de São Paulo, que estão inseridas no projeto Comunidades de Aprendizagem. Este projeto, elaborado pelo Centro Especial de Investigação em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (CREA), da Universidade de Barcelona, pautado na ação comunicativa de Habermas e na dialogicidade de Paulo Freire, tem por objetivo a transformação social e cultural da escola e de seu entorno e visa a máxima aprendizagem e a convivência respeitosa entre todos e todas. Nosso objetivo com esse trabalho é apresentar os resultados provenientes de parte da pesquisa, onde foram construídos coletivamente instrumentos avaliativos com professoras e pesquisadoras participantes. Para a elaboração dos mesmos, o grupo discutiu sobre os descritores utilizados na avaliação nacional e conteúdos e habilidades necessários para a formação de leitores e escritores cidadãos na busca da máxima aprendizagem dos estudantes. Os instrumentos avaliativos contemplavam questões relacionadas ao processo de apropriação do sistema da escrita, da leitura e da escrita. Os dados coletados foram tabulados e analisados pelas participantes e pesquisadoras e observados os fatores que provocavam exclusão ou transformação, conforme os princípios da metodologia comunicativa crítica. A análise permitiu observar como ocorreu o processo de apropriação da língua materna, além de colaborar na construção de indicadores quantitativos e qualitativos sobre a aprendizagem das crianças. Os resultados permitiram um replanejamento das ações das professoras, das coordenadoras e das escolas, aumentando as possibilidades de uma aprendizagem mais bem sucedida das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA MATERNA, APROPRIAÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA, PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

 

TÍTULO: PRÁTICAS DE ESCRITA E FORMAÇÃO DOCENTE: DA PRODUÇÃO TEXTUAL COTIDIANA À CONSTRUÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO
AUTOR(ES): ANA PAULA BERFORD LEÃO DOS SANTOS BARROS
RESUMO:
O presente estudo objetivou descrever e analisar as práticas de escrita desenvolvidas na formação inicial, do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco, buscando compreender como este espaço de formação vem favorecendo o desenvolvimento da escrita ao longo da graduação. A amostra foi composta por 14 discentes que estavam cursando a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II - TCCII (manhã, tarde e noite), no segundo semestre do ano de 2007. Os dados foram coletados através de um questionário, aplicado coletivamente, e de uma entrevista semi-estruturada, realizada individualmente. Cada entrevista foi gravada e, posteriormente, transcrita para a análise dos dados. Esses dados foram analisados tendo como referência a análise de conteúdo das respostas. As verbalizações dos participantes sugerem que os mesmos reconhecem o progresso alcançado em suas produções textuais no decorrer da formação inicial, assim como o importante papel que a escrita representa para o exercício da docência. Diante das dificuldades ainda existentes quanto ao uso da escrita, os discentes citam, como as principais responsáveis pela não superação de suas deficiências, a pouca diversidade dos gêneros textuais trabalhados e a conduta dos professores, muitas vezes caracterizada pela pouca valorização à reflexão do aluno, ausência de devolutiva e correções em suas produções textuais. A realização do artigo científico foi considerada uma vivência enriquecedora, pelo fato da assistência exclusiva de um professor (orientador), destinado a orientar o aluno durante o percurso de construção do trabalho de conclusão de curso (TCC), auxiliando-o tanto na busca do material teórico quanto na superação de suas dificuldades em relação à escrita. Os resultados sinalizaram que, embora a formação inicial contribua para o desenvolvimento da escrita de seus alunos, ainda necessita favorecer a inserção dos alunos no universo das práticas letradas de leitura e produção de textos.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE ESCRITA, FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES, ESCRITA ACADÊMICA

TÍTULO: LEITURA, APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA E CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA EM TURMAS DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
AUTOR(ES): ANA PAULA CAMPOS CAVALCANTI SOARES
RESUMO:
Esta pesquisa de mestrado procurou compreender como se relacionam os progressos na aquisição da leitura e da escrita com o desenvolvimento das habilidades de reflexão fonológica em aprendizes que ainda não dominam o Sistema de Escrita Alfabético, da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para a realização desta pesquisa aplicamos dois testes elaborados pelo Centro de Alfabetização Leitura e Escrita (Ceale) utilizados pelo Programa Brasil Alfabetizado para avaliar como se relacionam as aprendizagens da leitura, da escrita e as habilidades de reflexão fonológica. Nossos resultados corroboram com os estudos que afirmam que a relação entre consciência fonológica e a aquisição da escrita é de causalidade recíproca, ou seja, estas se relacionam entre si de maneira interativa. Morais e Lima (1989) e Morais (2004) indicam que o desenvolvimento das habilidades de consciência fonológica constituiria uma condição necessária para a aquisição da escrita alfabética, mas não uma condição suficiente. Participaram desse estudo 107 alunos de turmas da EJA (de diferentes instituições de ensino) que estavam em processo inicial ou final de alfabetização. Realizamos duas testagens com o uso de dois instrumentos. Na aplicação dos testes fizemos registros áudios-visuais para melhor detectarmos as estratégias utilizadas pelos aprendizes no momento da resolução das questões. Para a análise dos dados, elegemos itens dos testes, cujos descritores estavam relacionados à leitura, escrita e habilidades fonológicas, procurando verificar as possíveis correlações entre os resultados. Identificamos que os índices de acertos nas questões de consciência fonológica, escrita e leitura sugerem a relação de causalidade recíproca destas aprendizagens, demonstrado por aprendizes em diferentes etapas do processo de alfabetização ou expostos a diferentes metodologias de ensino.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

 

TÍTULO: DIFERENTES CONCEPÇÕES DE APRENDIZAGEM EM BUSCA DA EXCELÊNCIA
AUTOR(ES): ANA PAULA DE BRITTO GARCIA
RESUMO:
Este trabalho busca apresentar os resultados de uma pesquisa realizada na cidade de Três Lagoas-MS Brasil, em uma sala de segundo ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal. Buscamos investigar os métodos de alfabetização utilizados em sala de aula, bem como o curso de formação continuada que capacita o professor alfabetizador, intitulado PROFA. Analisamos também as diferentes concepções sobre o processo de alfabetização dentro e fora do contexto escolar e se a professora demonstrava ter clareza da importância de inserir os alunos nas práticas sociais de leitura e de escrita. Para o desenvolvimento deste trabalho realizamos, uma pesquisa bibliográfica a fim de aprofundar as questões teóricas referentes ao tema, fizemos também uma pesquisa de campo que nos permitiu um contato direto com o objeto investigado. Para coleta de dados realizamos um questionário com a professora, observações em sala de aula e entrevista com alunos e com a coordenadora do PROFA. Partindo da análise feita averiguamos que a professora busca não só propiciar a aprendizagem das habilidades técnicas de alfabetização, mas trabalha também com o intuito de inserir os alunos nas práticas sociais de leitura e de escrita. Constatamos ainda, que não há no processo de alfabetização um método “adequado” ou “eficiente”, mas que são vários fatores que compõem o processo educativo, dentre eles, professor - aluno - ambiente escolar. Por isso, faz-se necessário haver uma articulação entre os componentes do processo educativo e os fatores que o condicionam, para que assim consigamos trilhar em busca da excelência.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA, MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO SAEB: ESPAÇO PARA A POLISSEMIA?
AUTOR(ES): ANDRESSA PERES TEIXEIRA, DANIELA WERNECK LADEIRA RECHE
RESUMO:
O presente trabalho propõe-se a uma discussão sobre a perspectiva das práticas de letramento, mais especificamente das práticas de leitura e de interpretação, da prova do 5º ano do Ensino Fundamental de Língua Portuguesa do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A avaliação educacional, tal como é realizada hoje, repercute o discurso pedagógico escolar, que, para Eni Orlandi (1987), é considerado um discurso autoritário. Na prova de língua materna, esse discurso é inserido nas questões do teste, que admitem apenas uma reposta correta, um sentido único, aquele aceito pela sociedade hegemônica. Assim como na prática escolar, a prova do Saeb permite apenas o assujeitamento do aluno, a sua submissão a esses sentidos pré-estabelecidos pela escola e pela sociedade. Ainda na análise das perguntas dos itens, percebe-se que o gesto de leitura proposto aos alunos é o que visa apenas à extração do sentido transparente, do sentido óbvio. Essa leitura não procura ser um exercício de compreensão, já que compreender é inferir; é inferir o não-dito ou o por quê do dito. Na perspectiva de letramento da avaliação do Saeb, se coloca a dicotomia “alfabetizado” e “não-alfabetizado” como a prática de letramento maior. Nela se funda a intenção de saber se o aluno conhece ou não os modos de utilização da leitura em sua forma menos elaborada. Nessas discussões, o embasamento teórico utilizado será o da Análise do Discurso de linha francesa, da abordagem sócio-histórica do letramento e dos subsídios teóricos fornecidos por Bakhtin no que tange aos gêneros do discurso.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LEITURA, AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: O LETRAMENTO NA VIDA DE ALFABETIZANDOS JOVENS E ADULTOS
AUTOR(ES): ANDRÉIA APARECIDA DE SOUZA
RESUMO:
Esta pesquisa tem como objetivo apresentar um debate teórico em torno do letramento na vida dos alfabetizandos, por meio de uma pesquisa de iniciação científica, na qual investigou-se a relação desses sujeitos com o universo cultural e social. Os sujeitos pesquisados são alfabetizandos que estão na faixa etária de 17 ao 71 anos e participam do Programa de Pesquisa em Educação de Jovens e Adultos - PROEJA, um dos Programas de Extensão da Universidade Cruzeiro do Sul, que trabalha em parceria com a Alfabetização Solidária – Alfasol. Objetiva-se perceber como o letramento se faz presente na vida dos alfabetizandos do programa e como ocorrem as práticas desse letramento na vida destes sujeitos. Para referenciar este debate, utilizamos os conceito de letramento de Soares (2003) com a finalidade de compreender os usos sociais da leitura e da escrita nos processos de participação social e construção do conhecimento. Assim, realizamos revisão bibliográfica e fichamentos dos livros que tratavam sobre letramento e alfabetização, elaboramos e aplicamos um questionário com quarenta sujeitos. Utilizamos o Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional – INAF (2001), numa segunda etapa da pesquisa, para identificar o nível de alfabetismo dos sujeitos pesquisados. Os resultados do questionário foram confrontados com a história de vida de cinco sujeitos. A pesquisa aponta para alguns aspectos importantes. Destacamos que os alfabetizandos não tinham acesso a espaços culturais, como teatro, museu, biblioteca e o acesso a esses espaços eles atribuem ao trabalho pedagógico desenvolvido pelo programa e que as visitas realizadas a esses espaços contribuíram muito no processo de letramento destes alfabetizandos. Concluímos que o acesso ao espaços culturais tende a ampliar o conhecimento dos sujeitos. Pesquisa financiada pelo CNPq.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO , CULTURA, JOVENS E ADULTOS

TÍTULO: AS PRÁTICAS DE LEITURA NA ESCOLA NA PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL: O PAPEL DO ‘OUTRO’ NAS INTERAÇÕES
AUTOR(ES): ANDRÉIA DA SILVA PEREIRA
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo discutir a leitura, seu ensino e sua aprendizagem a partir da perspectiva da interação entre os sujeitos, compreendendo o ato de ler como invenção, apropriação e criação de significados. Deste objetivo, a base de discussão se dá a partir dos modos como a apropriação da leitura ocorre. Disso, é necessário observar como se dão as práticas de leitura na escola, tendo como objeto de pesquisa a leitura na escola do ponto de vista das suas práticas e de como elas se dão nas relações. Posto isso, esta comunicação, com base na epistemologia materialista histórico-dialética, entende a leitura como trabalho que se dá nas relações sócio-históricas. A dialeticidade presente nessa epistemologia se caracteriza na apropriação, abstração e objetivação, considerada a condição humanizadora do homem, pois toda lei do desenvolvimento humano possui raízes históricas que surgem das interações concretas do ser humano - o que inclui a leitura. As bases teóricas adotadas são de vertente, ainda, da teoria Histórico-Cultural – que é histórico-dialética – e que compreende o homem com seus textos e signos, indo além do homem como fenômeno da natureza/coisa. Ler significa, do ponto de vista desta comunicação, humanizar. Isso justifica a busca da compreensão da leitura na sala de aula e de como estudantes e professores vivenciam suas práticas de leitura e constroem o sentido do texto.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRÁTICAS DE LEITURA, INTERAÇÃO

TÍTULO: IMPLICAÇÕES DA CULTURA GRAFOCÊNTRICA NA APROPRIAÇÃO DA ESCRITA E DA LEITURA EM DOIS DIFERENTES CONTEXTOS
AUTOR(ES): ANGELITA MENDES
RESUMO:
Este trabalho apresenta resultado de pesquisa realizada entre 2005 e 2008, cujo tema da apropriação da escrita e da leitura em diferentes contextos grafocêntricos foi investigado em classes de alfabetização (1ªsérie/2ºano), em duas cidades no estado de Santa Catarina, uma metrópole e uma pequena cidade interiorana. Em cada uma das cidades, foram selecionadas duas escolas, uma pública e uma privada, como campo de estudo. O processo valeu-se de pesquisa qualitativa de base etnográfica, tomando o estudo de caso como condução norteadora do olhar investigativo. Ao longo do estudo, a conjunção de duas importantes agências de letramento (KLEIMAN, 1995), escola e família, ratificou-se como lugar de oferecimento de oportunidades efetivas à criança para que se aproprie da escrita e da leitura. Assim, a pesquisa buscou compreender as implicações que distintos contextos com distintas culturas grafocêntricas trariam ao processo de apropriação da escrita por crianças em fase de alfabetização, encontrando, porém, respostas mais efetivas nas relações entre ambientação familiar e tipologia de escola. Tal constatação permitiu que emergissem características que explicam o comportamento das escolas públicas analisadas: impermeabilidade e invisibilidade, fatores, ao que parece, comprometedores, em maior ou menor grau, das possibilidades de apropriação da escrita e da leitura por parte das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇAO, CULTURA GRAFOCÊNTRICA

TÍTULO: O DIAGNÓSTICO DIFERENCIADO FAVORECE NA INTERVENÇÃO COM ALUNOS CLASSIFICADOS PARA RECUPERAÇÃO E REFORÇO.
AUTOR(ES): ANTONIO DOS REIS LOPES MELLO
RESUMO:
Os alunos com dificuldades no processo de aquisição da leitura e escrita, nas séries iniciais, mantêm rendimentos escolares insuficientes. A assimilação dos conteúdos formais fica prejudicada, quando essas habilidades fundamentais estão mal desenvolvidas ou inadequadas para o nível de escolarização. Mesmo que o aluno tenha boa desenvoltura na oralidade, não consegue obter aproveitamento escolar suficiente. A baixa qualidade da escrita e da leitura limitam a participação do aluno. A situação se agrava, quando ao final do ciclo I, o aluno ainda não está alfabetizado. O projeto de Recuperação e reforço escolar é um dos recursos oferecidos aos alunos da rede pública de ensino, para superarem suas dificuldades ou minimizá-las. Tem ocorrido a prevalência dos mesmos alunos nestes projetos, ano a ano. Por esse motivo, realizou um diagnóstico diferenciado com estes alunos, cujo objetivo foi o de descobrir quais variáveis interferem em suas aprendizagens e possivelmente provocam o baixo rendimento. A sondagem do rendimento dos alunos encaminhados foi realizada pelo professor da classe, através de observações diretas e correções dos registros produzidos. A partir dos resultados o professor classificou os alunos em duas categorias: alunos com defasagens de aprendizagem e alunos com dificuldades de aprendizagem. Embora ambas as categorias fossem constituídas por alunos com proficiência inadequada de leitura e escrita, suas finalidades eram apenas para determinar os tipos de intervenções que os alunos teriam. Trabalhou-se com 80 alunos, do período da manhã e da tarde, sendo que 23 eram das 2ª séries, 29 alunos das 3ª séries e 28 alunos das 4ª séries (11,57% do total dos alunos da escola). Os alunos das 3ª séries e 4ª séries participaram do projeto em anos anteriores. As sondagens realizadas vêm demonstrando menor índice de faltas e melhor rendimento dos alunos no projeto e uma melhora na participação em classe.
PALAVRAS-CHAVE: REFORÇO E RECUPERAÇÃO ESCOLAR, LEITURA E ESCRITA, APRENDIZAGEM ESCOLAR

 

TÍTULO: A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA LINGUAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA
AUTOR(ES): ARORAIMA MARIA BAGGIO PRADO, CARLA COMAN FRANÇA
RESUMO:
O trabalho relata o projeto pedagógico desenvolvido nos grupos de alfabetização e letramento, em uma escola pública municipal da rede de ensino de Blumenau. Prevê ações com estratégias diferenciadas, fazendo com que todos (as) os (as) educandos (as) avancem na elaboração e apropriação do conhecimento, no complexo processo da linguagem da leitura e da escrita. Este trabalho tem por objetivo socializar, discutir e fundamentar uma prática pedagógica inclusiva, desenvolvida na sala de aula concreta. Buscamos enfatizar a importância da contribuição da leitura e da escrita, refinando as práticas e redimensionando o processo ensino-aprendizagem. A nossa capacidade de compreensão do mundo, está ligada diretamente a essa construção de conhecimento. A estrutura pedagógica deve estar sempre atenta às transformações que os atores sociais promovem no ambiente. Esta importância se faz cada vez mais presente na medida em que o ciclo de mudanças é cada vez mais curto, por este motivo a adaptação e a readaptação ocorrem incessantemente. A capacidade de criação e inovação deve ser a marca do educador do novo milênio. O projeto pedagógico referido, contribuiu de maneira significativa na aprendizagem de todos (as) os (as) educandos (as) que compunham os grupos de letramento e alfabetização. Este trablho também tornou-se referência na rede pública de ensino do município de Blumenau.
PALAVRAS-CHAVE: INTERVENÇÃO, LEITURA, LETRAMENTO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 6
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: O SILÊNCIO E A TRANSGRESSÃO:CONTRIBUIÇÕES DAS NARRATIVAS DE UMA MENINA E DE UM MENINO COM TRAJETÓRIAS MARCADAS PELO INSUCESSO NA ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
AUTOR(ES): ÁDRIA MARIA RIBEIRO RODRIGUES
RESUMO:
O presente trabalho se situa na discussão sobre o insucesso escolar na leitura e na escrita e tem como objeto o insucesso na alfabetização e letramento de adolescentes no sexto ano de escolaridade, espaço onde esse fenômeno não deveria mais acontecer. Foram sujeitos da investigação uma menina e um menino do sexto ano do Ensino Fundamental que estavam na condição de insucesso/fracasso escolar e ainda seus pais e os professores que atuaram com os sujeitos. A metodologia utilizada foi o estudo de dois casos. Durante o processo de levantamento de dados associou-se aos estudos de caso a intervenção-ação, no intuito de contribuir para a superação de algumas das dificuldades relativas à leitura e a escrita. Buscou-se referenciais teóricos sobre leitura e escrita em Freire (2007), Soares (2002), Mortatti (2004), Amâncio (2002), Cardoso (2008), Geraldi (2002) e outros. Para compreender o papel docente diante da situação de insucesso escolar dos sujeitos, para alicerçar a metodologia da pesquisa, e para a análise dos dados coletados foram utilizadas as produções de Mizukami (2002), André (2005) Bodan e Biklin (1994) Rocha (1999), Bourdieu (1989), Foucault (1998), Bakhtin (1988), Garcia (1999), entre outros. Os resultados da pesquisa mostram as diferentes formas como os sujeitos lidaram com as trajetórias de insucesso na alfabetização e letramento, bem como o processo de aprendizagem da leitura e da escrita construídos pela menina e pelo menino, durante o desenvolvimento da presente pesquisa por meio da intervenção-ação. O estudo realizado aponta reflexões que podem contribuir nas discussões sobre o tema nos espaços de formação docente.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVAS, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO EM TURMAS DO1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DO RECIFE-PE
AUTOR(ES): BÁRBARA SABRINA ARAÚJO DE SOUZA, MIRIAM XAVIER BARBOSA
RESUMO:
Nossa pesquisa buscou verificar as práticas de alfabetização desenvolvidas em duas turmas do 1º Ano do Ensino Fundamental em uma escola da rede pública e outra da rede privada, ambas localizadas em Recife-PE. Para auxiliar nessa compreensão procuramos: identificar as atividades de leitura e escrita trabalhadas, compreender quais os objetivos dessas atividades e analisar o papel da tarefa de casa na rotina pedagógica das turmas observadas. Acreditamos que as atividades que constituem as práticas de alfabetização devem explorar de forma desafiadora no que se refere à leitura e escrita. O professor, na organização de seu trabalho pedagógico, deve não só diversificar as atividades a serem realizadas, como fazer o melhor aproveitamento possível do tempo escolar. Os alunos necessitam de um maior número possível de situações reflexivas e interessantes que explorem conhecimentos adquiridos e consolidados. Neste contexto, as práticas de alfabetização no que se refere ao trabalho com a leitura e a escrita, são os pilares que fundamentam nossa pesquisa. Para tal utilizamos observações de aula e entrevistas às docentes sobre suas práticas de alfabetização, buscando perceber as atividades que desenvolvem e dentre elas, aquelas que vão para casa. Os resultados encontrados demonstraram que as práticas de escrita eram priorizadas em ambas as turmas, uma vez que as atividades em sala e as tarefas de casa pouco englobavam a leitura. Percebemos que a tarefa de casa era o eixo central da proposta de ensino da professora da rede privada, ou seja, dedicava-se em grande parte à correção, cópia e ensino do conteúdo. Já a professora da rede pública trabalhava de maneira dinâmica no que se refere às atividades no geral, principalmente aquelas que iam para casa. Essas prescrições simbolizavam a consolidação do trabalho vivenciado em sala, configurando-se como um bom recurso para a aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA, TAREFA DE CASA

TÍTULO: EDUCAÇÃO DE NOVE ANOS: TENDÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NO PARANÁ
AUTOR(ES): BENEDITA DE ALMEIDA, ANA MARIELI DOS SANTOS
RESUMO:
Entre 2005 e 2006, o Brasil efetuou uma reforma educacional, ampliando o Ensino Fundamental para nove anos de duração, com o objetivo de expandir o acesso à educação obrigatória e beneficiar, principalmente, as crianças das camadas populares, com restrita participação na cultura escrita e baixos desempenhos escolares. A medida, promovida por lei federal e regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, causou impactos estruturais e pedagógicos nas redes de ensino, principalmente por interferir na organização e redução da etapa de Educação Infantil e exigir uma nova proposta pedagógica, adequada à alfabetização das crianças dessa faixa etária. Nessa comunicação, apresentamos os fundamentos da reforma e refletimos sobre os impactos nas redes de ensino, com base em dados de pesquisa empírica que analisa a implantação da mudança num município do interior do Paraná, estado que incluiu no 1º ano do EF crianças com cinco anos de idade. A reflexão orienta-se pela consideração do papel da educação e da escola no processo de formação humana, na perspectiva sócio-histórica. Os principais resultados evidenciam o despreparo das escolas para efetivar o trabalho pedagógico com a criança integrada ao Ensino Fundamental, especialmente no que se refere à seleção de atividades e conteúdos a serem trabalhados na faixa etária, o que resulta numa prática nem sempre favorecedora ao ensino e aprendizagem de conhecimentos fundamentais para o indivíduo viver e atuar na sociedade. Evidenciam também a necessidade de conjugação com outras políticas, principalmente à de formação de professores, que dêem suporte e densidade à reforma para atuar na redução da desigualdade, eliminar a exclusão e melhorar a qualidade da educação oferecida.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO FUNDAMENTAL , ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: A COMPREENSÄO DO LETRAMENTO E SUAS IMPLICAÇÕES DA GESTÃO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA
AUTOR(ES): BRUNA ALEXANDRA FRANZEN, OTILIA LIZETE DE OLIVEIRA MARTINS HEINIG
RESUMO:
A pesquisa, de cunho qualitativo, “A Compreensão do Letramento e suas Implicações da Gestão na Prática Pedagógica” foi realizada com os gestores educacionais dos quatorze municípios que compõem a região do Médio Vale do Itajaí de Santa Catarina. Seus objetivos são compreender as concepções de alfabetização e letramento que fundamentam o ensino da leitura e da escrita nos municípios de atuação desses gestores e de que forma essas concepções influenciam nas políticas públicas dos municípios. A pesquisa foi realizada através de um questionário estruturado, enviado por e-mail aos gestores educacionais. Dos quatorze municípios, nove participaram. Para esta apresentação, selecionaram-se três municípios para uma reflexão em torno das seguintes questões: 1. O ensino de 9 anos já foi implantado? Quando ocorreu a implantação? 2. Os professores dos primeiros anos do ensino fundamental de 9 anos receberam alguma formação ou orientação para o trabalho com os alunos de 6 anos? 3. Qual a concepção de alfabetização e letramento que tem norteado a orientação do trabalho dos professores nos primeiros anos do Ensino Fundamental? 4. O município adota algum método de alfabetização? A partir desses e outros questionamentos, identificou-se a compreensão dos gestores quanto à alfabetização e ao letramento. Os dados revelam que a compreensão de ensino para os primeiros anos do ensino fundamental de 9 anos oscila de um município para o outro. Há municípios que não adotam métodos específicos, mas utilizam metodologias que propõem o alfabetizar letrando; há os que afirmam terem ofertado formação para os professores, mas não apresentam claramente a concepção teórica que sustenta a proposta do município. Os dados, por fim, apontam para uma reflexão acerca do diálogo entre propostas legais e a efetivação destas por cada secretaria de educação.
PALAVRAS-CHAVE: GESTORES EDUCACIONAIS, LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: DESEMPENHO ESCOLAR DE CRIANÇAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E ACESSO A PRATICAS LETRADAS. BRUNA ODORÍSSIO – PEDAGOGIA UFMS ANA LUCIA ESPÍNDOLA (ORIENTADORA)
AUTOR(ES): BRUNA LATORRE DA SILVA ODORISSIO
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo investigar a possível relação existente entre o desempenho escolar e o acesso a praticas letradas vivenciados por crianças oriundas das camadas populares. Assim, buscamos investigar de que forma a participação de um grupo de crianças em um projeto de contagem de histórias desenvolvido por uma equipe de professores e alunos da universidade federal de mato grosso do sul possibilita a superação de dificuldades especialmente em relação à língua escrita. Trabalhamos com uma pesquisa de cunho qualitativo em uma abordagem etnográfica. Os métodos utilizados para a obtenção dos dados se arrolaram em analises documentais e entrevistas com as professoras das crianças pesquisadas. Os documentos que foram analisados são boletins escolares, fichas avaliativas, avaliações, cadernos, todos estes relativos aos anos de 2006 (ano anterior ao ingresso no projeto), 2007 (ano em que ocorreu o projeto) e 2008(ano posterior a primeira fase do projeto). As entrevistas procuraram identificar na fala das professoras se houveram mudanças significativas principalmente em relação a praticas letradas apresentadas pelas crianças. O trabalho investigativo que vimos realizando desde agosto de 2007 sobre práticas de letramento em meios populares tem nos levado a refletir sobre algumas questões que a principio não estavam previstas no trabalho. Ao realizarmos uma avaliação parcial ao final do ano de 2007 do trabalho de contagem de histórias feito durante o segundo semestre deste ano nos deparamos com diversos depoimentos de mães participantes do projeto apontando melhora no desempenho escolar das crianças. As mães creditavam à participação no projeto e aos momentos de contagem de histórias a origem de tais mudanças. A avaliação que vimos realizando desde agosto de 2008 nos indica que tal hipótese tende a se confirmar.
PALAVRAS-CHAVE: DESEMPENHO ESCOLAR, LETRAMENTO, CRIANÇAS

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 7
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: CARTILHA DE ALFABETIZAÇÃO: O CAMINHO DE MATO GROSSO PARA ENFRENTAR O FRACASSO ESCOLAR NOS ANOS SETENTA
AUTOR(ES): CANCIONILA JANZKOVSKI CARDOSO
RESUMO:
O tema desta comunicação está vinculado a uma pesquisa, em andamento, cujo foco é a história dos livros escolares, tomando como objeto de análise o funcionamento do circuito que foi organizado em torno de um deles, ao longo da segunda metade do século XX, no contexto escolar mato-grossense. A investigação partiu do “circuito das comunicações”, modelo proposto por Robert Darnton (1990), para examinar o percurso da produção mato-grossense Nossa Terra Nossa Gente, posteriormente transformada em Cartilha Ada e Edu. Como metodologia procurou localizar, recuperar, selecionar, organizar e analisar fontes documentais primárias e secundárias sobre o ciclo de vida dessa cartilha. O recorte apresentado registra as escolhas feitas pela Secretaria de Educação de Mato Grosso para enfrentar a dramática situação relacionada com o rendimento efetivo do ensino, traduzida pela expressão fracasso escolar, que em Mato Grosso se manifestava no intolerável índice de 65,6% de evasão e repetência na passagem da 1ª. para a 2ª. série. O II Plano Setorial de Educação e Cultura (1975-1979) do Ministério da Educação previa o Projeto Desenvolvimento de Novas Metodologias Aplicáveis ao Ensino-Aprendizagem do 1º. Grau. Mato Grosso aderiu a esse projeto e desencadeou uma ampla política de alfabetização, cujo motor principal foi a elaboração e a aplicação de uma cartilha de alfabetização. Os resultados preliminares, obtidos por meio de fontes documentais (projetos, relatórios, ofícios, planos, fichas, Boletins Informativos, etc) e fontes orais (entrevistas com autoras, supervisoras e professoras) apontam para um lugar de centralidade ocupado pela cartilha Ada e Edu, elaborada a partir do pressuposto de que a aprendizagem seria mais eficaz se o professor empregasse uma cartilha que atendesse aos complexos aspectos da língua e que fosse adequada à realidade mato-grossense.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, CARTILHA, HISTÓRIA DO LIVRO

 

TÍTULO: LINGUAGIZANDO POTENCIALIDADES
AUTOR(ES): CARLOS AUGUSTO FERREIRA TORIANI
RESUMO:
Este trabalho se pauta em apresentar uma proposta tanto de letramento quanto de alfabetização baseada em aulas com características diferentes, por assim dizer. Talvez a melhor palavra para tal descrição fosse inovador. Mas, enfim, é difícil se definir o quanto disso seria inovador. Aliás, talvez isso nem precise ser inovador. Talvez baste que isso seja bem arquitetado e bem usado. Porque, caso seja bem arquitetado e bem usado, dificilmente não terá ao menos algum bom nível de completude, e, como isso é mais importante que a mera inovação, então, acredita-se que este trabalho tenha algo a ensinar. O trabalho, pelo menos teoricamente, estaria completo porque tenta lidar com vários níveis de linguagem sem que haja divisões extremamente estanques entre eles. Assim sendo, a linguagem seria encarada de maneira natural. Inclusive, neste trabalho utiliza-se material do homenageado desta edição do COLE, o ilustre Manoel de Barros, devido ao fato de que ele, assim como Guimarães Rosa e outros, utilizou as potencialidades da língua ao máximo, principalmente por não restringir as possibilidades de realização da língua, neste caso, o português. Enfim, como já se tentou evidenciar, exatamente por se tratar de algo que explora potencialidades, este trabalho não tenta ter caráter definitivo e irrevogável. A não ser como proposta de que este fio condutor de explorar possibilidades deve ser definitivo e irrevogável.
PALAVRAS-CHAVE: POTENCIALIDADE, ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO

 

TÍTULO: A RELEVÂNCIA DE DADOS SOBRE A AQUISIÇÃO DA ESCRITA PARA AS REFLEXÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
AUTOR(ES): CARMEN REGINA GONÇALVES FERREIRA
RESUMO:
Este estudo trata das questões envolvidas na maneira como os espaços em branco, que delimitam as unidades gráficas nos textos de adultos, se relacionam com o das crianças em fase de alfabetização (Abaurre,1991 e Cunha,2004). Espera contribuir com reflexões teóricas que auxiliem numa intervenção pedagógica que entenda a aquisição da escrita como um processo que pode ocorrer para cada um de uma forma singular, revelando de que forma os alunos aprendem. Segundo Ferreiro e Teberosky,(1999) a criança, quando começa a escrever, tem muita dificuldade em considerar seqüências de uma ou duas letras como palavras, por isso, muitas vezes, junta esses segmentos à palavra seguinte ou os separa de forma inadequada. Com o objetivo de verificar se os adultos passariam ou não pelos mesmos processos que a criança, no que diz respeito às hipersegmentações (quando ocorrem mais espaços em branco do que os previstos na grafia convencional), foram analisados dados de EJA (Educação de Jovens e Adultos), extraídos do Banco de Textos de Aquisição da Escrita (FaE UFPel) através de oficinas que propiciaram a produção de textos espontâneos. Verificou-se que há uma estreita relação entre o comportamento de ambos em fase de aquisição da escrita, especificamente, no que diz respeito à influência dos constituintes prosódicos sobre os casos de hipersegmentação. Portanto, as escolhas de onde segmentar não são aleatórias, mas reflexo da organização rítmica e prosódica que já possuem dos enunciados.
PALAVRAS-CHAVE: AQUISIÇÃO DA ESCRITA, PROSÓDIA, ADULTOS

 

TÍTULO: O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NAS FONTES DOCUMENTAIS QUE SUBSIDIAM A AMPLIAÇÃO DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA
AUTOR(ES): CAROLINA CAIRES MOTTA
RESUMO:
A implantação da Lei (nº11.274/2006) implicou na ampliação do ensino fundamental para nove anos com a matrícula obrigatória para crianças de seis anos de idade. Essa nova legislação representa um marco na história das políticas públicas para a infância escolarizada, uma vez que, engendra modificações significativas para a prática docente. A organização da proposta pedagógica e a elaboração do currículo escolar são paralelas à maneira como os professores e a escola estão compreendendo a antecipação da escolaridade obrigatória. A antecipação do ingresso no ensino fundamental pode acentuar as práticas pedagógicas que priorizam a alfabetização. O próprio documento que propõe algumas orientações no sentido de subsidiar esse processo, enfatiza a importância da alfabetização que deve iniciar-se nesse período. No entanto, devemos estar atentos se a antecipação está assegurando à criança maior qualidade no ensino, tendo-se em vista, que a simples imersão da criança na cultura letrada não lhe assegura sua apropriação. É necessário, portanto, que a criança participe de situações de leitura e escrita de modo a compreender sua função social. As atividades que se pautam em exercícios repetitivos e tradicionais de treino de leitura ou ditado acabam por se restringir ao hábito motor e encobrem a função social da leitura e da escrita. Se essas fontes documentais se propuserem a apenas elaborar orientações sem uma devida avaliação acerca dessas práticas, a educação pode estar longe de seu ideal de ampliar o acesso e garantir um ensino de qualidade.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, FONTES DOCUMENTAIS, AMPLIAÇÃO DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA

 

TÍTULO: (RE) SIGNIFICAR A PROPOSTA CURRICULAR NA LEITURA E ESCRITA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): CECÍLIA RIBEIRO DA SILVA SANTOS
RESUMO:
O currículo é concebido apenas como uma relação de conteúdos delimitados ou isolados, sendo restrito somente ao âmbito da escola ou da sala de aula, com pouco ou nenhum espaço para discussão e análise crítica do processo educativo. Hoje, porém, a educação vem se fortalecendo com novas concepções sobre a construção do conhecimento, ,possíves de serem vivenciadas se forem trabalhadas num ambiente que permita à criança o seu desenvolvimento global: físico, intelectual, emocional e cognitiv.Se forem analisadas sob uma visão sócio interacionista, associadas a outros aspectos lingüísticos, políticos, sociais e filosóficos essas concepções podem ser melhor compreendidas. Essa abordagem permite aos professores desenvolverem com seus alunos uma proposta curricular pautada na linha cognitiva e num processo instigante e prazeroso, levando a criança a ser estimulada a construir seu conhecimento com situações de aprendizagens problematizadoras e reais. O trabalho foi desenvolvido na Escola Santa Cecília nas turmas de educação infantil (do maternal a alfabetização) mediatizado pela proposta curricular intitulada “Não construímos o Brasil sozinhos”. Vivenciada em quatro momentos, buscando o papel da leitura e da escrita na construção do conhecimento e a implementação de uma política de leitura envolvendo diferentes dimensões: lingüística, matemática, social, histórica, geográfica e política. Consideramos os conhecimentos prévios e valores culturais que as crianças, já têm, e buscamos a ampliação de novos saberes possibilitando a construção da autonomia e da cooperação, o enfretamento e a solução dos problemas, a responsabilidade, a criatividade a formação do auto conceito, a comunicação e a expressão em todas as formas, contribuindo para a formação da cidadania na busca da integração efetiva entre a escola e a realidade social fazendo a leitura do mundo e com o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: CURRÍCULO, LEITURA E ESCRITA, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 8
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: A PRÁTICA DE ESCRITA “ESCOLAR” E “NÃO ESCOLAR” DE CRIANÇAS EM PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): CLÁUDIA STARLING BOSCO
RESUMO:
Este trabalho apresenta alguns dados da pesquisa em desenvolvimento intitulada “A prática escrita escolar de gêneros textuais de crianças em processo de alfabetização”, que visa compreender o modo como a criança produz e utiliza os gêneros textuais escritos na escola. A pesquisa está sendo realizada em uma escola pública de BH e engloba duas turmas do 1º ciclo. Geralmente, há um momento específico para a produção de texto na escola, realizada em horários determinados na rotina escolar e a partir da proposta da professora. Podemos perguntar: Quais são os usos que as crianças fazem da linguagem escrita na escola? Como as crianças estão vivenciando as diferentes condições de produção a partir dos usos sociais que elas fazem da escrita? Que conhecimentos as crianças estão construindo sobre as escritas “escolares” e não “escolares”? A pesquisa baseia-se na concepção dialógica da linguagem a partir dos estudos de autores como Bakthin, Schneuwly, Bazerman, Marcuschi e Rojo, sintonizados com uma perspectiva discursiva da linguagem, que considera os gêneros não simplesmente na sua forma lingüística, mas nas situações dialógicas de realização. Em uma perspectiva etnográfica, busca-se considerar a complexidade que envolve as práticas de escrita na escola, tentando compreender como as crianças (re)constroem suas práticas de escrita. Através da observação e participação do cotidiano escolar é possível identificar várias práticas de escrita vivenciadas na sala de aula e em outros ambientes que nem sempre tem a intervenção direta da professora, como recreio, intervalo entre as aulas e horário da saída. Os resultados iniciais revelam que a produção escrita na escola em momentos não direcionados pela professora é intensa entre as crianças, possibilitando a construção de vários conhecimentos sobre os gêneros textuais escritos e seus usos sociais.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, GÊNERO TEXTUAL, PRÁTICA DE ESCRITA

 

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
AUTOR(ES): CLEONARA MARIA SCHWARTZ
RESUMO:
Entendendo que a avaliação é uma ação fundamental das políticas públicas para o enfrentamento dos desafios da alfabetização e que a escola é uma instituição importante para a inserção dos indivíduos nas práticas sociais de leitura e de escrita, esta comunicação apresenta resultados de um estudo que analisa princípios teóricos e metodológicos que fundamentam a avaliação elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Vale destacar que a referida avaliação é a Provinha Brasil que tem como objetivo diagnosticar a aprendizagem dos estudantes com um ano de escolaridade fundamental. O trabalho de investigação seguiu os contornos metodológicos da análise documental e as análises foram efetivadas a luz da perspectiva Histórico-Cultural. Portanto, autores como Bakhtin (1992, 2003) e Vygotsky (1991) ancoraram as análises da política de avaliação do ministério. No entanto, outros estudiosos que contribuem para pensar uma proposta de ensino da língua que contemple as práticas de leitura e de escrita como fundantes da prática pedagógica também foram utilizados. Assim, os estudos de Soares (1999, 2003), de Koch (2006) e de Geraldi (2001) também ancoraram as reflexões. Com o estudo foi possível identificar os aspectos que foram considerados pela política do MEC na Provinha Brasil como pertinentes para avaliar conhecimentos de alfabetização e de letramento. Tais aspectos demarcam, no instrumento utilizado pelo ministério, a presença de orientações teóricas de base linguística e discursiva que dialogam entre si na perspectiva de um trabalho que pode contribuir para diagnosticar as fragilidades de um ensino da leitura e da escrita que se distancie da perspectiva do letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, AVALIAÇÃO, LETRAMENTO

 

TÍTULO: A QUESTÃO DO LETRAMENTO NO LIVRO DIDÁTICO DO BRASIL E FRANÇA
AUTOR(ES): CRISTIANA VASCONCELOS DO AMARAL E SILVA, ANDRÉA TEREZA BRITO FERREIRA, PRISCILA ANGELINA SILVA DA COSTA SANTOS
RESUMO:
A avaliação de como o livro didático se apresenta e como contribui para o ensino da língua materna, num país onde a realidade faz com que ele assuma diferentes funções, é de suma importância. Diante disso, essa comunicação visa compartilhar os resultados obtidos por meio de uma pesquisa documental que envolveu a análise do livro didático da coleção de Magda Soares, Português – uma proposta para o letramento, volume 1 e de um livro didático francês do mesmo nível de ensino: o Abracadalire, CE. O objetivo da pesquisa foi o de investigar como nesses livros as atividades de leitura e produção de textos estão colocados, tendo em vista as práticas sociais de leitura e escrita. Teve-se como embasamento teórico a teoria da transposição didática, centrada na diferença dos saberes científicos e os saberes a ser ensinados (Chevallard, 1985) e os estudos sobre letramento. Com a análise dos dados obtidos, foi possível a percepção de que a diversidade textual se fez presente em ambos os livros, assim como a exploração de diferentes estratégias de leitura. A relação das orientações de leitura e a exploração das estratégias de compreensão de texto com as especificidades dos gêneros a serem lidos também pôde ser observado nos dois livros analisados, o que contribui de forma mais efetiva para a aprendizagem dos alunos e a formação de leitores.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LIVRO DIDÁTICO, ESTRATÉGIAS DE LEITURA

 

TÍTULO: SITUAÇÕES DE LEITURA EM CLASSE DE 3ª. SÉRIE
AUTOR(ES): DAGOBERTO BUIM ARENA
RESUMO:
Este artigo descreve e analisa situações de leitura em uma classe de 3ª. série do ensino fundamental em uma escola municipal de cidade do interior de São Paulo. A primeira situação é a de leitura do poema Quero, de Thomas Roth, cantado por Elis Regina, em aula de português, e a segunda se dá em aula de Ciências, com uma professora em substituição momentânea, na apresentação de um texto informativo sobre alimentação e com outro no formato de histórias em quadrinhos, em aula preparada pelo titular. Realizada diretamente em sala de aula, de acordo com os princípios da pesquisa etnográfica, a pesquisa teve como objetivo analisar os diálogos sobre leitura mantidos entre alunos e professor para verificar o modo como o ensino da leitura era abordado, de acordo com a variação do gênero do discurso. Em duas aulas observadas, em agosto e setembro de 2006, foi possível constatar que o gênero orienta o modo como o docente ensina os alunos durante a abordagem do texto e que o ensino de leitura da literatura se dá nas aulas de português, mas são nas aulas das demais disciplinas que ocorre mais intensamente o ensino de leitura de outros gêneros. Deste modo, as interlocuções entre professor e alunos indicam claramente a qualidade da formação docente e a diversidade de abordagens do texto com a intenção de ensinar a ler. Enquanto o professor, com graduação em Pedagogia, cursando Letras, manteve farta interlocução, a substituta, com formação de ensino médio, apoiou-se basicamente na ação de copiar textos.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LEITURA, FORMAÇÃO DOCENTE, GÊNEROS DO DISCURSO

 

TÍTULO: LEITURA E LETRAMENTO NO MUNDO DOS BLOGS: A FORMAÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): DANIEL DANTAS
RESUMO:
O eixo principal da reflexão teórica de nosso artigo se fundamenta nas questões de leitura, especialmente na definição do que seja o que chamaremos de leitor autônomo, numa abordagem vinculada ao hipertexto virtual e, mais precisamente, aos blogs. Desse modo, em uma pesquisa em que nos propusemos a analisar a leitura e a produção de blogs, os construtos teóricos da leitura se revestem de fundamental relevância. A partir das noções acerca da própria leitura e do que constitui um leitor autônomo, buscaremos vincular esses conhecimentos ao contexto de produção textual dos blogs, suas leituras e a formação de leitores. Podemos concluir que o processo de formação de leitores, o que é válido também na formação de leitores nos blogs, é dependente da experiência e experimentação dos leitores, conduzidos por mediadores. O blogueiro, então, se torna um mediador de leituras, porque possibilita experiências de leitura enriquecedoras aos sujeitos. E, sendo mediador de leituras, o blogueiro é, também, um promotor de letramentos digitais, ao possibilitar e conduzir a emergência do blog como evento de letramento. Essas experiências alcançam o auge quando o próprio leitor se torna, ele mesmo, blogueiro. Afinal, todo blogueiro, o que é quase óbvio, um dia foi leitor de blogs até que decidisse também escrever suas próprias páginas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LETRAMENTO, BLOGS

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 9
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: HISTÓRIA DE VIDA DE UMA ALFABETIZADORA RURAL: FORMAÇÃO, REPERESENTAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): DANIELA CEZAR CRUZ
RESUMO:
Nesta pesquisa busco resgatar a história de vida de uma alfabetizadora rural para investigar os saberes e as significações docentes mobilizados pela alfabetizadora do meio rural do município de Dilermando de Aguiar/RS. Busco resgatar a identidade profissional através do método da história de vida, uma vez que o professor encontra-se desvalorizado em sua profissão e as autobiografias evidenciam o modo com que cada pessoa articula seus conhecimentos e valores latentes. É preciso buscar um novo olhar para a formação docente, uma vez que este profissional se encontra fragilizado pelo processo de desvalorização que a profissão tem acarretado. Neste sentido é preciso desmistificar a história de que “ser professor“ é “bico“. Sendo assim, o método autobiográfico da história de vida vem carregado de significações que precisam ser desvelados, pela fala, pela escuta, pelas significações imaginárias criadas ao longo da carreira docente. Dessa forma, a reconstrução de sua história de vida docente dá voz aos docentes, uma vez que constroem sentidos individuais e sociais frente à docência.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZADORA DO MEIO RURAL, HISTÓRIA DE VIDA, SIGNIFICAÇÕES DOCENTES, SABERES PROFISSIONAIS

TÍTULO: REFLETINDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO JOGO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LECTO-ESCRITA.
AUTOR(ES): DANIELA HÖEHR ALVES
RESUMO:
Este trabalho apresenta algumas reflexões acerca da relação entre a teoria e a prática educativa, baseado em experiências com crianças entre sete e treze anos de idade que apresentam dificuldades de aprendizagem. A principal finalidade deste estudo é refletir sobre a utilização do jogo como uma metodologia alternativa no processo de ensino-aprendizagem da lecto-escrita, buscando compreender o seu significado e sua função incorporada na realidade social dos alunos. Como atividades pedagógicas utilizaram-se de construções de histórias coletivas baseadas em filme, músicas e histórias infantis; representações da realidade em forma de desenho; construções de frases; jogos da memória; quebra-cabeças de frases e palavras; bingo dos nomes e das palavras; sorteio de letras e sílabas; entre outros. A abordagem metodológica adota um caráter qualitativo, que utiliza como coleta de dados a observação participante, realizada como base em comparações e análises das atividades desenvolvidas nos projetos de pesquisa: “Estabelecendo uma relação dialética entre os saberes e as práticas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: em busca de um currículo permeado pela qualificação do processo ensino-aprendizagem” e “Informática, dança e educação infantil: inclusão x exclusão”. As considerações teóricas tomam como referência alguns pensadores como: Freire, Piaget, Ana Teberosky, Emília Ferreiro, Soares, entre outros. Até o momento verificou-se através das atividades realizadas, que as crianças, em um primeiro momento, não compreenderam os métodos de ensino do projeto, mas após um mês de contato com os jogos e brincadeiras acabaram se envolvendo com entusiasmo. A partir das interações das crianças e reações frente ao conhecimento implícito em cada atividade lúdica, percebeu-se a evolução no processo educativo, sanando algumas dúvidas e aprimorando o conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: LECTO-ESCRITA, JOGO, ENSINO-APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: O CONCEITO DE LETRAMENTO NOS DIZERES DAS PROFESSORAS-ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): DANIELI SEBASTIANA OLIVEIRA TASCA
RESUMO:
Neste estudo, que contempla uma pesquisa de mestrado em andamento, baseando-me na perspectiva da História Oral (Alberti, 2007; Portelli, 2001), trabalho com os depoimentos de professoras-alfabetizadoras da rede municipal de ensino de Campinas. O foco das entrevistas diz respeito tanto a re-constituição de suas trajetórias de formação profissionais, quanto a respeito de como elas têm elaborado os conceitos difundidos nos cursos de formação continuada, como o conceito de letramento. Através das análises dos dizeres das professoras que vivem e produzem práticas de letramento escolares junto a seus alunos, busco problematizar como elas têm elaborado as propostas e concepções relativas aos estudos do letramento diante da tarefa de alfabetizar. Quais são as questões que surgem ao longo desse processo? O que as professoras perguntam acerca do letramento? Como perguntam? O que perguntam? Esses conhecimentos, derivam ou não, em mudanças pedagógicas no trabalho em sala de aula? Assumindo a narrativa como uma arte de dizer (Certeau, 1994) e tomando-a como uma versão possível (Portelli, 1997) do presente e do passado, procuro trazer as vozes das professoras e nelas buscar indícios de seus processos de apropriação dos conceitos mais recentes do âmbito da Pedagogia e que estão em circulação nos muitos dizeres dos atores sociais que compõem o cotidiano da escola básica.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORAS-ALFABETIZADORAS, LETRAMENTO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: A CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO PRESENTE NA PROVINHA BRASIL.
AUTOR(ES): DARLIZE TEIXEIRA DE MELLO
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo analisar como o letramento tem tido uma presença marcante na implementação de diferentes políticas públicas, sejam políticas públicas avaliativas como no caso da Provinha Brasil, sejam em outras políticas públicas como a do Ensino Fundamental de Nove Anos, do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) ou do Programa de Formação Continuada: Rede Nacional de Formação. Tal presença tem provocado reflexões relacionadas com o papel que o social e a cultura tem nas práticas escolares de letramento. O referido trabalho está alicerçado nos Novos Estudos do Letramento que apontam para o caráter escolarizado das situações de letramento na escola e nos pressupostos teóricos dos Estudos Culturais em Educação sendo que, destes estudos, interessam as análises pós-estruturalistas. Os estudos dessas concepções teóricas têm problematizado a análise a cerca dos riscos de concepções homogeneizadoras das práticas escolares, considerando-se as concepções de letramento emergentes nos estudos sobre a avaliação nos anos iniciais do ensino fundamental. Assim sendo, ao destacar a concepção de letramento em relação às suas regras constituintes, se procurará mostrar como tais discursos são instáveis, contestados e provisórios. Para este estudo, se apresentará a análise da aplicação da Provinha Brasil em uma turma de Progressão de segundo ciclo de uma escola situada em comunidade periférica de Porto Alegre. As análises produzidas podem contribuir para que melhor se entendam os baixos índices de letramento de tais comunidades, bem como podem ser úteis para se discutir o processo de construção de discursos legitimados sobre leitura e escrita na elaboração de provas e exames nacionais.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO, PROVINHA BRASIL, LETRAMENTO

 

TÍTULO: O ENSINO-APRENDIZADO DA LEITURA EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DO RN: O QUE (NÃO) SABEM AS CRIANÇAS?
AUTOR(ES): DENISE MARIA DE CARVALHO LOPES, GIANE BEZERRA VIEIRA, MARIA ESTELA COSTA HOLANDA CAMPELO
RESUMO:
O trabalho é um recorte de investigação desenvolvida mediante parceria interinstitucional (UNICEF, UNDIME, INEP, UFRN, SEEC, SME) no estado do Rio Grande do Norte entre 2007 e 2008 com o objetivo de construir um diagnóstico do processo de alfabetização de crianças de oito e nove anos matriculadas no terceiro ano do Ensino Fundamental em escolas da rede pública. Envolvendo um contingente de 24.503 alunos de escolas das zonas urbana e rural do estado, a pesquisa, de natureza quanti-qualitativa, e com um caráter de avaliação institucional em larga escala, enfocou conhecimentos construídos pelas crianças relativos à escrita e à leitura, bem como dados acerca das condições de ensino-aprendizagem da língua escrita, segundo as perspectivas dos alunos e dos professores. O presente trabalho sintetiza e discute dados pertinentes aos conhecimentos apresentados por 24.503 crianças com relação à leitura. O estudo orientou-se por uma perspectiva interacionista de leitura, a partir da qual a compreensão resulta de interações/negociações entre leitor (seus conceitos, procedimentos e atitudes) e texto (intenções do autor e características do texto). Nesse sentido, foram propostos às crianças textos considerados familiares e significativos ao seu contexto sócio-cultural: textos de tipo enumerativo (lista de palavras – nomes de animais, de frutas, de brincadeiras) e narrativo (contos da tradição popular). Frente a essas tarefas, as crianças – já no terceiro ano de escolaridade – demonstraram conhecimentos significativamente restritos, seja em relação à compreensão do funcionamento do sistema de escrita – seus elementos e convenções (decodificação) – seja em relação às estratégias de compreensão da leitura. As lacunas percebidas apontam relevantes implicações para as instâncias de gestão escolar e dos processos de ensino-aprendizagem, tanto de alunos, como de professores, perspectivando uma melhoria da aprendizagem da leitura pelas crianças.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA, APRENDIZAGEM ESCOLAR

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 10
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: LETRAMENTO DIGITAL E DESENVOLVIMENTO: DAS AFIRMAÇÕES ÀS INTERROGAÇÕES
AUTOR(ES): DÉBORA CASTILHO DURAN PRIETO NEGRÃO DE SOUZA
RESUMO:
Na denominada Sociedade da Informação, a inclusão digital é tratada como um compromisso urgente da agenda educacional. Letramento digital é desenvolvimento, eis o argumento corrente. O discurso vigente está fundamentado no pressuposto segundo o qual haveria uma relação monolítica entre o acesso às tecnologias da informação e comunicação (TIC) e os processos de desenvolvimento em suas múltiplas dimensões, argumento que aponta para o ressurgimento do discurso redentor pela via tecnológica. Palavras como progresso, emprego, competência, cooperação, conexão, habilidade, auto-estima e muitas outras são freqüentemente arroladas no teor do corolário em questão. Nesse discurso reiterativo pode ser identificada uma miscelânea de argumentos redundantes que carece de um rigor teórico e empírico que seja capaz de lhe garantir a devida legitimidade. Como um contraponto e na contramão da visão corrente, entendemos que a utilização das TICs pode ou não encetar certos processos de desenvolvimento, a depender das mediações humanas que envolvem as práticas de letramento digital. Os usos diversos dos recursos tecnológicos podem instilar processos de desenvolvimento plurais, razão pela qual é preciso considerar os sujeitos, os contextos, as práticas e os motivos que regem a utilização das TICs. Diante do agravamento dos problemas sociais decorrentes do processo de globalização de inspiração capitalista, a educação exerce um papel fundamental no processo de superação da desigualdade. No entanto, o argumento redentor que superdimensiona os poderes da escola, da universidade e das tecnologias como objetos autônomos revela-se frágil e insustentável. Mais do que instrumentalizar, a educação deve contribuir para que as pessoas se posicionem como sujeitos capazes de transformar sua própria história a partir de projetos individuais e coletivos. Em relação à exclusão, as tecnologias da informação e comunicação não são o único problema, mas também não são a única solução.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, DIGITAL, DESENVOLVIMENTO

 

TÍTULO: FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES: UM MOVIMENTO DE ACENDER PALAVRAS
AUTOR(ES): DULCINÉIA DE FÁTIMA FERREIRA PEREIRA
RESUMO:
Refletir sobre a alfabetização no Brasil é um desafio e uma necessidade de todos e todas nós educadores(as). No entanto, se quisermos transformar as práticas meramente mecânicas de alfabetização, ainda muito presentes, tanto na Educação de Jovens e Adultos, como nas séries iniciais do Ensino Fundamental é preciso muito mais que reflexão/ formação técnica-teórica. É preciso acender palavras que despertem no corpo o desejo de criar, de transformar o processo de alfabetização num movimento de criação. Por acreditar que “uma outra educação é possível”, venho experienciando com as(os) alunas(os) do curso de Pedagogia do Centro Universitário Padre Anchieta, um movimento de acordar sentidos na disciplina Alfabetização e Letramento. Buscamos criar possibilidades para uma alfabetização com o corpo todo. Além dos textos científicos, acadêmicos levamos para dentro da sala de aula diversos estilos de textos. Sempre lembrando que texto é o ponto de partida e o ponto de chegada da alfabetização, não entendendo texto por quantidade de palavras, mas pelo sentido que o leitor constrói, pelas possibilidades de interlocução criamos. Além de teorizar estudamos brincando, poetizando, confabulando, historiando tudo isso com o apoio das diversas linguagens. A alfabetização que conta é aquela que vem grávida de sentidos e que possibilita o despertar de sonhos adormecidos, que abre portas e janelas e que empodera, reinventa a vida e transforma o cotidiano nos pequenos gestos. O desafio está em possibilitar a ampliação de possibilidades do uso da linguagem alfabética, habilitando-o no uso de diferentes linguagens.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO, MOVIMENTO DE CRIAÇÃO

 

TÍTULO: A PRÁTICA REFLEXIVA ENQUANTO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO
AUTOR(ES): EDINALVA PERSONA
RESUMO:
Baseando-se na realidade em que se encontra a educação hoje,em que o acesso e a permanência do aluno são bens públicos de direito,o que a escola tem feito para garantir que isto ocorra de fato,com qualidade,pertinência e eficácia principalmente no âmbito do letramento ou no desenvolvimento da capacidade leitora de indivíduos? Frente a esta premissa ,faz-se necessário uma prática permeada de reflexão em que o educador questione-se quanto a sua prática pedagógica.Que tipo de leitores a escola vem trabalhando?Qual é o leitor real da nossa sociedade?O presente trabalho apresenta algumas práticas realizadas com alunos de educação infantil e ensino médio que buscaram e buscam sensibilizar e desenvolver o ato de ler,assim como significar e resignificar esta conduta enquanto prática pautada nos diferentes contextos histórico –sociais do educando,cujo universo e acesso ao texto escrito ocorrem de diferentes formas.Em uma sociedade globalizada em constante mudança é notório o reflexo que isto perpassa no universo educativo com grandes mudanças,tendências e concepções que regem o ambiente escolar.Existirá uma receita para isto?Qual o norte a ser tomado quando pensamos no processo formativo de seres humanos ?Qual a nossa responsabilidade social frente a isto?O trabalho realizado buscará ilustrar algumas práticas dinamizadoras neste processo que podem acima de tudo vir de encontro às necessidades de um leitor real existente em nosso meio,meio este em que muito se diz sobre leitura ,mas em que persistem questionamentos em torno de uma temática problemática e deficitária-a leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LEITOR, REFLEXÃO

 

TÍTULO: LEITURA E COMPREENSÃO TEXTUAL: CONTRIBUIÇÕES DA PROVA BRASIL
AUTOR(ES): EDNA MARA LOPES RIBEIRO DE OLIVEIRA
RESUMO:
Dados das avaliações oficiais como a Prova Brasil têm revelado que a grande maioria dos alunos está concluindo a 4ª série do ensino fundamental sem atingir o nível esperado em relação à leitura e interpretação textual. Partindo dessa questão, o presente trabalho tem como objetivo discutir as contribuições da Prova Brasil para a organização do trabalho de leitura e compreensão textual em sala de aula. O estudo se orienta pelo referencial da Teoria Histórico-Cultural, segundo a qual a leitura e a compreensão são essenciais para a aprendizagem em todas as áreas do conhecimento e que a aprendizagem adequadamente organizada é fator de desenvolvimento. O trabalho se inicia com uma análise geral das avaliações oficiais sobre leitura, destacando a importância de serem contempladas, na prática docente das séries iniciais di ensino fundamental, as habilidades avaliadas na Prova Brasil de Língua Portuguesa da 4ª série. Nesse sentido, o texto aborda os tópicos e descritores da referida prova, comentando-os e analisando a sua viabilidade para a sistematização do ensino da leitura e compreensão textual em sala de aula. A seguir, faz uma reflexão sobre o trabalho com leitura e compreensão textual na rotina das aulas de Língua Portuguesa, considerando as habilidades contempladas pela Prova Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ENSINO, PROVA BRASIL

TÍTULO: LETRA E VOZ: UM ESTUDO DAS PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA ESCOLARES NUMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): EDNA MARIA SANTANA MAGALHÃES
RESUMO:
Insere-se este estudo no eixo de pesquisas sobre letramento e escolarização ao abordar práticas escolares de leitura e de escrita e a sua relação com o ensino, a aprendizagem e a apropriação de conhecimentos pelos alunos do último ano do Ensino Fundamental para atuar em situações concretas de letramentos. O objetivo geral é apresentar, caracterizar e analisar as concepções e práticas de leitura e de escrita adotadas pelos professores de Ciências, de Geografia e de Matemática de uma Escola de Educação Básica de Belo Horizonte na sua relação com o processo de formação de competências de letramento desses alunos.. O suporte teórico é formado pelo escopo de teorias que têm as práticas de leitura e de escrita como objetos de estudos de um ponto de vista discursivo: Análise do Discurso, Teoria da Enunciação, Sociolingüística Interacional e Análise da Conversação, pois essas concebem a linguagem como uma atividade em processo, visando à interação lingüística entre interlocutores. Isso pressupõe a existência de variadas condições de produção presentes e constitutivas do processo de interação verbal nos mais variados contextos sociais: os sujeitos, os espaços, os objetivos e resultados da interlocução realizada, os tempos e modos de sua enunciação e a inter/relação dos sujeitos com outros contextos sociais e desses contextos entre si. Os dados foram coletados segundo princípios da Etnografia numa perspectiva interacional e se deve, pois, a alguns fatores importantes: 1) necessidade de apre(e)nder, na interação entre alunos/professores, as concepções e práticas de leitura e de escrita de textos e quais materiais são utilizados na sala de aula; 2) busca por uma metodologia de tratamento de dados que pudesse dialogar com as teorias lingüísticas que concebem a linguagem discursivamente; e, assim, 3) possibilitar uma análise dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos no contexto da sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO(S), PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA ESCOLARES, INTERAÇÃO EM SALA DE AULA

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 11
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: A REESCRITA DE TEXTOS BÍBLICOS: LEITURA E LETRAMENTO
AUTOR(ES): EDSEL RODRIGUES TELES
RESUMO:
O trabalho que apresento a seguir é parte do resultado da minha pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq), que tem três objetivos principais: analisar a reescrita dos textos bíblicos que constam no Evangeliário, observar o impacto que ela tem no letramento de leitores da Bíblia e verificar como utilizar este material no ensino de língua portuguesa. A pesquisa surgiu com a percepção de que, atualmente, a Igreja Católica no Brasil faz uso de uma versão reescrita da Bíblia nas missas. Esta reescrita, baseada numa das edições da Bíblia (Ave-Maria) e reunida em dois livros (Lecionário e Evangeliário, dos quais escolhi o último para a pesquisa), traz estratégias que eu chamo de universalização e oralização dos textos bíblicos. Entretanto, aqueles que frequentam a missa levam a versão antiga da Bíblia. Monta-se, assim, uma situação curiosa de letramento: os fiéis leem uma versão e ouvem outra, a reescrita. Nesta apresentação, vou me dedicar à questão específica da reescrita dos textos. Procurarei responder às seguintes questões: quais são as alterações que acontecem na versão do Evangeliário? É possível estabelecer regras gerais que orientem essa reescrita? Que fatores motivam essas alterações? Quais são as imagens de texto e de leitor que se formam com essa reescrita? Levando em consideração que o catolicismo e a Igreja, mesmo hoje, exercem significativa influência na população brasileira, o trabalho verifica em que medida essas alterações influenciam a percepção sobre texto dos católicos que vão à missa, como sua relação com a palavra escrita (e ouvida) é afetada, seu letramento, enfim.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, REESCRITA, LEITURA

 

TÍTULO: LIBRAS; O SILÊNCIO QUE FALA.
AUTOR(ES): EDUARDO DE CAMPOS GARCIA
RESUMO:
O estudo realizado pretende apresentar, por meio de análise bibliográfica, o modo como o surdo desenvolve seu cognitivo. O trabalho se respalda numa visão sócio-antropológia procurando desconstruir a visão clínica que desde o século XIX (congresso de Millão, onde ficou definido que a língua de sinais deveria ser proibida) imperou nas sociedades. Para que a concepção sócio-antropológica seja compreendida, o estudo parte do processo de formação biológica da língua, considerando os aspectos construtores do sujeito que tem na LIBRAS sua identidade linguística. Dentro dessa proposta de identidade linguística, numa análise endoexogena da importância da lingua de sinais para o indivíduo surdo, o trabalho propõe uma intertextualização com as idéias de Wallon, Piaget, Merleau-Ponty, Lent, Morin, Saussure e La Taylle. Deste modo se propõe a contemplar as estapas de letramento e alfabetização do surdo, observando a importância da imagem na construção do signo mental dos surdos, e suas experiências cinésicas o que dá a LIBRAS e ao surdo uma característica linguística Visuoespacial. Segundo os estudos, mesmo o aprendizado da segunda lingua dos surdos (língua Portuguesa) se desenvolve com maior facilidade quando o surdo é respeitado em seu potêncial linguístico; o fato é que o sinal é a língua dos surdos, e o surdo aprende por meio de experiências visuais. No processo de escrita as construções elaboradas por meio dos surdos terão um valor visual e não silábico sonoro.
PALAVRAS-CHAVE: CINÉSICA , SIGNO MENTAL, LIBRAS

 

TÍTULO: A PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA AO FINAL DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ELAINE CRISTINA DE PAULA
RESUMO:
Esta comunicação pretende apresentar os resultados parciais de nossa pesquisa de mestrado, desenvolvida junto às escolas da rede estadual de ensino, em que investigamos a produção textual escrita de alunos ao final do Ensino Fundamental. Nosso interesse nasce do fato de que, no Brasil, novas visões sobre o ensino e o aprendizado da língua escrita na escola vêm sendo propostas desde os anos 80, com a introdução dos estudos sobre o letramento (Soares, Tfouni e Kleiman). Em consequência, para muitos surge a divisão dos processos de alfabetização (a apropriação do código escrito) e de letramento (o domínio da escrita e da leitura voltado às práticas sociais). Entre as propostas educacionais em circulação, muitas se pretendem inovadoras e são validadas por documentos como os Parâmetros Curriculares Nacionais, que para o ensino de língua materna sugerem o estudo por gêneros do discurso (Bakhtin). Assim, nos interrogamos por saber como, afinal, escrevem os alunos prestes a concluir o Ensino Fundamental. Em nossa pesquisa temos por objetivo conhecer os resultados destas propostas, pelo olhar mais apurado sobre o desempenho em escrita dos alunos ao final do Ensino Fundamental, contrastando gêneros escolares e gêneros não escolares, tendo também como foco as relações com o saber e os saberes (Charlot) construídos por e na escola. Como metodologia de pesquisa de nosso estudo qualitativo-quantitativo entre alunos de 8ª. série, propomos a análise da produção textual, assim como a análise de dados coletados com a aplicação de questionários e a realização de entrevistas semi-estruturadas.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA ESCRITA, GÊNEROS TEXTUAIS, PRODUÇÃO DE SABERES

TÍTULO: LEITURA E A ESCRITA INICIAIS: UM ESTUDO COM PROFESSORAS ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): ELIANE APARECIDA GALVÃO DOS SANTOS
RESUMO:
Esta pesquisa insere-se na linha de Formação, Saberes e desenvolvimento Profissional do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM. O objetivo foi investigar quais são as concepções das professoras alfabetizadoras sobre a leitura e a escrita iniciais e compreender a repercussão dessas concepções na suas práticas diárias. Estudos de Ferreiro (1993, 1999, 2001, 2005), Bolzan, (2001, 2002) Vygotsky, (2003) Nóvoa, (1991, 1992, 1997), entre outros, foram utilizados como aportes teóricos para o desenvolvimento dessa investigação. A pesquisa foi realizada com quatro professoras que atuavam em primeiras e segundas séries do Ensino Fundamental em uma Instituição de Ensino, localizada na zona periférica da cidade de Santa Maria-RS. A investigação foi desenvolvida através de um estudo qualitativo narrativo, fundamentado nas falas/vozes das professoras. A busca dos dados foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas e de observações das aulas. Os achados da pesquisa evidenciaram que a prática pedagógica das professoras estava diretamente relacionada com a concepção de alfabetização que elas construíram ao longo de sua experiência escolar, acadêmica e profissional. Essas construções teórico-práticas repercutiram diretamente no modo como desenvolviam suas atividades pedagógicas. Assim, os achados apontam que o momento que as professoras estão vivendo é de desestabilização entre a necessidade de implementar novas formas de atuação em sala de aula e os conhecimentos objetivados por elas durante sua formação. A disponibilidade e o interesse por parte das professoras em aprofundar estudos relacionados à alfabetização mostram que o investimento na formação continuada do professor a partir do processo de reflexão é indispensável à assunção da relação teoria e prática no cotidiano da escola.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LEITURA E ESCRITA INICIAIS

 

TÍTULO: A ALFABETIZAÇÃO NA NOVA ESCOLA
AUTOR(ES): ELIANE CRISTINA FREITAS DE SOUZA, KAIRA WALBIANE COUTO COSTA
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo analisar os principais textos que trataram da temática alfabetização, veiculados na revista “Nova Escola” durante os anos 1990 à 2005. Escolhemos essa revista, devido sua grande circulação no meio docente, nosso interesse em analisar as matérias, textos e reportagens veiculadas no período indicado se justifica pelo fato de a teoria construtivista ganhar força no Brasil, a partir da década de 1990. A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica, onde foram selecionados quarenta e um textos sobre alfabetização, após a análise critica dos textos, verificamos determinadas recorrências, as quais nos permitiu organizar o corpus do trabalho em três categorias de análise conceituais: conceito de alfabetização, construtivismo e práticas de ensino. Em nossa análise vimos que o conceito de alfabetização veiculado na revista relaciona-se com a teoria construtivista, porém em muitas reportagens notamos também um ecletismo conceitual. A partir de nossas análises concluímos que as práticas de alfabetização divulgadas pela revista Nova Escola apresentam algumas lacunas, pois não se trabalha com a alfabetização dentro de uma perspectiva sócio-histórica, desconsiderando seu caráter emancipatório, além de se reduzir a figura do professor a um facilitador do processo de ensino aprendizagem. Esperamos que este trabalho contribua para a reflexão das editoras, para que possam oferecer à seus leitores outras propostas de alfabetização e não só aquelas que se dizem como as “melhores”. Que possam ter como base pesquisas produzidas no meio acadêmico que seguem a perspectiva histórico-cultural.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, COSNTRUTIVISMO, PRÁTICAS DE ENSINO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 12
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO
AUTOR(ES): ELIANE FEITOZA OLIVEIRA
RESUMO:
O letramento acadêmico é caracterizado por requerer formas diferenciadas para escolarização, que emergem das práticas sociais tecnologicamente mais sofisticadas em comunicades mais escolarizadas. Sendo a instância acadêmica um espaço de produção e sitematização do conhecimento, espera-se que circulem, em seu interior, textos cujos padrões se diferenciem daqueles que circulam em outros níveis de escolarização e nos meios menos formais. Trazendo essa questão para o contexto acadêmico, é possível dizer que o aluno que ingressa na universidade rompe inicialmente com alguns requisitos de textualidade que são próprios desse domínio. Essa ruptura não se dá de forma intencional, mas pelo desconhecimento de quais são esses requisitos, já que ao longo de sua trajetória escolar o aluno foi submetido ao que Street (1984) chamou de modelo autônomo de letramento, caracterizado por entender o ato de ler como mera atividade de decodificação das palavras, sem considerar a leitura e a escrita como práticas sociais. Desse modo, partindo do princípio de que alguns conflitos são estabelecidos quando o estudante universitário se vê obrigado a produzir um gênero discursivo que nunca lhe foi ensinado, mas que lhe é exigido, o objetivo deste trabalho é o de investigar os conflitos que emergem no uso de resenhas nos trabalhos escolares de calouros. A pesquisa será organizada a partir da análise, de base interpretativa, do artigo de Brian Street, que trata dos conflitos que são estabelecidos entre professores e alunos na esfera acadêmica: “Student Writing in Higher Education: an academic approach“. A escolha dessa temática justifica-se pelo fato de haver poucas pesquisas voltadas para a investigação das exigências que este domínio coloca para os alunos em termos de produção textual, bem como sobre os conflitos que são estabelecidos quando o aluno não se engaja, de imediato, no discurso acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO ACADÊMICO, RESENHA, CONFLITOS

 

TÍTULO: PROJETO: DESPERTANDO O PRAZER DE LER E COM TEXTOS VARIADOS
AUTOR(ES): ELIANE HEIDEMANN, ELIANE MARIA DE SOUZA OLIVEIRA
RESUMO:
Considerando a dificuldade de aquisição da escrita, leitura e interpretação que nossos alunos tem na fase de alfabetização e levando em conta as dificuldades econômicas das famílias para aquisição de livros e outros materiais, desenvolvemos este projeto durante o ano letivo de 2008, em duas salas de 2ª. Série, do Município de Hortolândia. Objetivo: desenvolver a aquisição da escrita e despertar o interesse pela leitura.O projeto se constituiu basicamente na organização de material para leitura, criados a partir de livros didáticos fora de uso. Foram recortados textos e ilustrações desses livros, os quais foram reorganizados em “cadernos de textos” e “cadernos de imagens”. Os cadernos de textos e imagens foram disponibilizados para todos os alunos, que, diariamente os levavam para casa. A tarefa dos alunos era escolher um texto, fazer a atividade referente e no dia seguinte ler para a classe. O mesmo acontecia com o caderno de imagens, porém neste o aluno tinha que escrever um texto e no dia seguinte ler para os colegas. Encerramos o projeto com uma coletânea de textos, apresentados numa tarde de autógrafos e uma grande festa, a qual denominamos “ Formatura da Alfabetização.” Avaliamos que o material criado pelas docentes e o modo como foi utilizado possibilitou o desenvolvimento da criatividade, afetividade, socialização, atenção, oralidade, autonomia, da critica e da auto-critica, além de promover o envolvimento da família.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA, ESCRITA

TÍTULO: ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E A QUESTÃO DA ALFABETIZAÇÃO. UM ESTUDO EM OITO MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL DO RIO GRANDE DO SUL ELIANE PERES DOUTORA EM EDUCAÇÃO PROFESSORA DA FAE/UFPEL APOIO FINAN
AUTOR(ES): ELIANE TERESINHA PERES
RESUMO:
Desde 2006 o grupo de pesquisa HISALES (História da Alfabetização, Leitura, Escrita e dos Livros Escolares, FaE/UFPel), vem desenvolvendo a investigação “Implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos em municípios da Região Sul do Rio Grande do Sul” (Bagé, Capão do Leão, Jaguarão, Pelotas, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul). Esta pesquisa passou a contar com apoio financeiro do CNPq em 2008. Os procedimentos metodológicos da investigação consistem em: 1) coleta e análise de documentos oficiais e escolares; 2) realização de entrevistas semi-estruturadas; 3) observação em sala de aula; 4) acompanhamento e registro de reuniões, cursos e encontros promovidas pelas SMEs e/ou pelas escolas escolhidas para a observação.O objetivo geral da pesquisa é desenvolver uma ampla investigação sobre a implantação do ensino fundamental de nove anos com a inserção das crianças de seis anos de idade, comparando a política adotada em oito municípios da Região Sul do Rio Grande do Sul e suas propostas pedagógicas. Como objetivos específicos propomos: a) fomentar o debate em torno das questões do ensino fundamental, da alfabetização, do letramento, da infância, da educação infantil, etc; b) contribuir na avaliação e no planejamento de novas políticas de alfabetização da infância; c) discutir propostas curriculares para o 1º ano do ensino fundamental de nove anos; d) debater a relação entre ensino fundamental e a educação infantil; e) avaliar os impactos da nova política do ensino fundamental no cotidiano escolar; f) analisar as posições de pais, professores e alunos em relação à mudança proposta e sua efetivação. Nesta comunicação tecemos considerações em torno da questão da alfabetização no 1º ano do ensino fundamental de nove anos a partir dos dados coletados na pesquisa, que indicam para uma pluralidade de práticas de alfabetização e letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS, CRIANÇAS, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: MANUSCRITOS ESCOLARES E PRÁTICA DE TEXTUALIZAÇÃO: RELAÇÕES DE ALTERIDADE ENTRE O QUE SE PROPÕE COMO PRODUÇÃO DE TEXTO E O QUE SE ESCREVE EM SALA DE AULA.
AUTOR(ES): ELIENE ESTÁCIO SANTOS, EDUARDO CALIL
RESUMO:
Este trabalho insere-se em uma investigação mais ampla cujo objeto de estudo é precisamente o uso que professores de 2ª série do Ensino Fundamental fazem de propostas de produção de texto sugeridas pelo livro didático de português (LDP) adotado pela escola, em 2006. Tendo como apoio metodológico o acompanhamento e a observação do trabalho docente com o LDP junto aos seus alunos, discutiremos de que modo essas propostas se estabelecem durante a prática de textualização efetivada. Analisaremos a prática de textualização que se constituiu a partir de uma proposta de produção sugerida pelo LDP Vitória-Régia (Gomes, 2002) e inserida em uma “sequência didática” com questões de interpretação que favorece a compreensão do gênero textual “história em quadrinhos (HQ)”, cuja culminância pede para o aluno transformar uma pequena piada em uma HQ. Mostraremos de que modo o caráter genérico e idealizado da proposta (toda proposta apresentada por um livro didático supõe, necessariamente, um professor e um aluno “ideal”) é transformado em função da singularidade do processo enunciativo (DUFOUR, 2000) que se configura pela relação entre a fala do professor (e sua leitura da proposta do LDP) e os 13 manuscritos escritos individualmente pelos alunos, ao final dessa prática de textualização. Se, de um lado, a alteração da proposta do LDP efetivada pelo professor indica a ausência de um planejamento da proposta a ser realizada por seus alunos e significativo desconhecimento da orientação didática proposta pelo LDP, de outro, os manuscritos dos alunos trazem pontos de ancoragem textual que consideram o próprio LDP como lugar de alteridade para sua escritura, mas também refletem a prática de textualização aí configurada.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO DE PROTUGUÊS, CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO, MANUSCRITOS ESCOLARES

TÍTULO: CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO: O QUE DIZEM ALGUNS PROFESSORES (AS) DO ESPÍRITO SANTO SOBRE SUA PRÁTICA.
AUTOR(ES): ELIS BEATRIZ DE LIMA FALCÃO, LUCIANA DOMINGOS DE OLIVEIRA
RESUMO:
Avaliações como o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF), o Programa Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) realizadas em nosso país têm evidenciado que as crianças brasileiras nas diferentes etapas da educação básica demonstram comprometimentos no que se refere ao processo de Alfabetização. Estudos como o de Braggio (1992) e Silva (2007) focalizam respectivamente as concepções de Alfabetização e as práticas delas decorrentes e os desafios do processo de Alfabetização, entendido como um processo de natureza múltipla e complexa. Nesse sentido, nosso estudo também é um trabalho que se preocupa com essa prática social, que é a Alfabetização, tendo por objetivo mostrar os resultados de um estudo que se propôs investigar como as professoras que atuam nas turmas de 1º e 2º anos da Educação Básica vêm desenvolvendo o trabalho de Alfabetização em suas salas de aula. Dessa maneira, buscamos apreender quais concepções de Alfabetização têm sustentado tais práticas. As participantes da pesquisa são professoras que fazem parte do Projeto de extensão intitulado de Alfabetização: Teoria e Prática, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Espírito Santo, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo, e a Secretária de Educação do Estado do Espírito Santo. Durante a investigação foi solicitado às professoras que refletissem e escrevessem sobre a própria prática por meio da seguinte questão: Como você desenvolve o trabalho na sua sala de aula para alfabetizar as crianças? Os dados foram coletados no ano de 2008.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO, CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 13
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09

TÍTULO: RELAÇÃO ENTRE LETRAMENTO E ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA: ESTRATÉGIAS FACILITADORAS PARA DEFICIENTES VISUAIS.
AUTOR(ES): ELISA CRESSONI MARTINI, SONIA MARIA CHADI DE PAULA ARRUDA
RESUMO:
Este estudo tem como objetivo pontuar nas Atividades de Vida Diária (AVD) as estratégias que favorecem o letramento de pessoas com deficiência visual. Será realizado estudo descritivo por meio de pesquisa qualitativa, visando as estratégias do terapeuta ocupacional que estimulam o letramento por intermédio das AVD. As AVD se constituem de atividades essenciais realizadas ao longo do dia, cujo objetivo principal é proporcionar condições para a formação de hábitos de autonomia e independência, permitindo assim a participação ativa do individuo no ambiente em que vive. Estas propiciam um contato direto com o letramento por diversas atividades realizadas cotidianamente, como: na culinária, pela diferenciação de sabores, marcas e produtos pela embalagem e acesso a livros de receita; na locomoção/localização, por observação de placas e indicação dos ônibus; higiene, com a identificação dos diferentes produtos encontrados no banheiro, como shampoo, condicionador, pasta de dente, sabonete, etc; até mesmo no lazer, em parques, museus ou outros ambientes culturais, pela identificação e leitura das explicações presentes nestes ambientes, entre muitas outras atividades. Recursos ópticos, não ópticos, o sistema braile, ampliação do tamanho de letra, contraste, equipamentos de informática, entre outros, funcionam como facilitadores do contato das pessoas com deficiência visual com o letramento, tais recursos podem ser inseridos nas AVD por meio de adaptações no ambiente, ocasionando assim uma melhora na inclusão social e qualidade de vida.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, AVD, DEFICIENCIA VISUAL

 

TÍTULO: CRIANÇAS DE HOJE, PROFESSORAS DO PASSADO: DIFICULDADES NO ENSINO-APRENDIZAGEM DA LINGUA ESCRITA
AUTOR(ES): ELISÂNGELA DE MELO PAES LEME MENEZES
RESUMO:
Nesta comunicação apresento parte de uma pesquisa qualitativa, cuja finalidade é compreender melhor as dificuldades apontadas por professoras no processo de aprendizagem da linguagem escrita. Fundamentada nos pressupostos da abordagem sócio interacionista, será enfocada a importância do papel do adulto como mediador no ensino, despertando na criança o desejo de aprender. A pesquisa está sendo realizada com crianças indicadas por professoras para atendimento psico-pedagógico– como de difícil aprendizagem e comportamento - das séries iniciais do ensino fundamental, numa escola de Rondonópolis, em Mato Grosso. Os procedimentos metodológicos incluíram entrevistas, questionários com professoras e crianças, observação da prática docente e registro do atendimento semanal das crianças indicadas para apoio psico-pedagógico, durante um semestre letivo. A expectativa com relação aos resultados é provocar uma reflexão sobre as práticas escolares de leitura e escrita do professor nos tempos atuais, enfatizando os valores da cultura do consumo e do prazer imediato provocado pelas exigências da modernidade que se manifestam/evidenciam no processo de aprendizagem da linguagem escrita. Procurando compreender as razões do encaminhamento pelas professoras e o desempenho das crianças, uma análise provisória indica dificuldades de compreensão por parte de algumas professoras dos valores constitutivos da subjetividade infantil da criança contemporânea. Acredito que conhecendo melhor e respeitando essa subjetividade, seja possível refletir sobre suas implicações e proporcionar/criar meios para que as intervenções pedagógicas resultem em maior sucesso no processo de ensino-aprendizagem da linguagem escrita.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM ESCRITA, APRENDIZAGEM, MODERNIDADE

 

TÍTULO: ESCRITA INFANTIL: ENTRE DITOS E NÃO DITOS, A VOZ OU O SILÊNCIO DO SUJEITO-ALUNO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ELISÂNGELA NASCIMENTO IAMAMOTO
RESUMO:
Filiados às construções teóricas da Análise do Discurso, que nos permite investigar os sentidos além do campo lingüístico, e em especial, à análise das condições de produção do discurso, pretendemos investigar as possibilidades de movimento do sujeito-aluno na produção e leitura dos textos, suas posições de autor e leitor. Esses sujeitos são alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, estão na produção e leitura dos textos, isto é, assumindo as posições discursivas de autor e leitor, pois entendemos que ao ler e interpretar, o sujeito assume determinados lugares discursivos, denominados como fôrma-leitor ou como função-leitor (Pacífico, 2002), conceitos relacionados às possibilidades de leitura que marcam a posição discursiva ocupada pelo sujeito-aluno, nas atividades de linguagem, desde as séries iniciais. A Análise do Discurso fornece um dispositivo teórico que permite ao analista, mesmo sendo interpelado pela ideologia, duvidar dos sentidos legitimados e buscar os indícios presentes nos textos e a inscrição do sujeito em determinado espaço sócio-ideológico para compreender a singularidade da existência do enunciado produzido. Muitas vezes, constatamos na prática que estas questões não são conhecidas pelos professores que lecionam nas séries iniciais, já que trabalham com a linguagem sem perceber se a criança assume uma determinada posição discursiva ou outra. De acordo com os pressupostos teóricos da Análise do Discurso, sabemos que sujeito e sentido constroem-se junto com o texto e que o sentido sempre pode vir a ser outro. Com base nessas considerações, este trabalho propõe-se a analisar redações de alunos do Ensino Fundamental, observando, por meio das marcas lingüísticas presentes nos textos, quais posições discursivas eles podem ocupar ao construir sentidos, se eles repetem os sentidos dos textos lidos (fôrma-leitor) ou se eles podem disputar os sentidos postos em jogo, questionar, historicizar o dizer (função-leitor). As redações foram coletadas durante um ano e as análises se encontram em fase inicial.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA INFANTIL, LEITURA, ANÁLISE DO DISCURSO

TÍTULO: O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NA INFÂNCIA: A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR
AUTOR(ES): ELISIANE DE FÁTIMA EICH ILHA
RESUMO:
Este trabalho apresenta as reflexões acerca de uma experiência desenvolvida como visitadora do Programa Primeira Infância Melhor (PIM) proposto como uma política pública pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul. O referido programa tem como objetivo orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que possam estimular o desenvolvimento pleno das capacidades e potencialidades de suas crianças. Nesse sentido, esse estudo propõe uma reflexão teórico-prática de situações de aprendizagem criadas no cotidiano familiar das crianças participantes, no que concerne ao caminho percorrido por elas até se tornar alfabetizadas, considerando a relevância da infância na epistemologia da construção destes conhecimentos. Utilizando a abordagem qualitativa, a partir de uma pesquisa participante, a visitadora desenvolveu as atividades pedagógicas, semanalmente, por meio da visita domiciliar com duração aproximada de uma hora. Participaram como sujeitos os integrantes de vinte e seis famílias vinculadas ao Programa Primeira Infância Melhor no Município de São Pedro do Sul nos anos de 2006 e 2007, que contavam com a participação de crianças de zero a seis anos de idade. Conclui-se, que a infância é um período que precisa ser respeitado e valorizado, pois é uma etapa fundamental para a vida de todo ser humano, já que é nessa fase que se constitui enquanto sujeito, assim, o processo de construção da lecto-escrita precisa acontecer de forma prazerosa, significativa e lúdica. A experiência resultante do programa permite acreditar que a compreensão da realidade aponta caminhos para refletir, discutir e intervir no espaço de aprendizagem que constitui o ambiente familiar.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, INFÂNCIA, POLÍTICAS PÚBLICAS

 

TÍTULO: O ENSINO DE CIÊNCIAS ENQUANTO INSTRUMENTO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
AUTOR(ES): ENEIDA MARIA MOLFI GOYA
RESUMO:
Ao refletirmos sobre os objetivos do Ensino Fundamental II, percebemos que, ao final deste o aluno deve estar apto a ler, escrever, interpretar, relacionar, argumentar, calcular, enfim, ser capaz de decodificar as diferentes linguagens. Sabemos da especificidade da linguagem dos diferentes componentes curriculares e da necessidade do aluno desenvolver a competência do domínio das linguagens específicas. O presente trabalho é parte da tese de doutorado que irei defender na FE/UNICAMP e surgiu com uma incômoda frase frequentemente dita em salas dos professores “Aquele aluno não sabe escrever, não sabe interpretar uma questão!” e, a partir daí estou desenvolvendo um trabalho onde assumo que, a responsabilidade de ensinar a ler e a escrever não é algo que diga respeito somente ao professor de Língua Portuguesa e, neste sentido discuto como o professor de Ciências, em sua prática em sala de aula e em suas avaliações, pode contribuir no processo de alfabetização e letramento do aluno. Por meio de relatórios e textos científicos (e de divulgação científica), músicas e poemas, charges e quadrinhos, propagandas publicitárias e obras de arte trabalhados em sala de aula, busco com meus alunos um maior significado dos conteúdos trabalhados, na intenção de que eles percebam as Ciências presentes em seu cotidiano, suas aplicações e como elas permeiam a nossa sociedade. A avaliação desses conteúdos é feita por meio de questões dissertativas, onde avalio os conteúdos por meio das cinco macrocompetências, utilizando diferentes linguagens (gráfica, ícones, artística, poética). Os resultados desse trabalho desenvolvido com alunos de 7ª e 8ª série do EFII – prática em sala de aula, desenvolvimento das competências, apropriação de conteúdos, resultados das avaliações dos alunos – estão presentes no trabalho completo.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE CIÊNCIAS, AVALIAÇÃO POR COMPETÊNCIAS, MACROCOMPETÊNCIAS

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 14
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: DOS SABERES TEÓRICOS AOS SABERES DA AÇÃO: A CONSTRUÇÃO DE CONCEPÇÕES E PRÁTICAS ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): ERCILÉIA BATISTA DO ESPÍRITO SANTO
RESUMO:
O objeto da pesquisa se encontra inserido no âmbito da compreensão de todas as situações vividas pelo professor alfabetizador no contexto de sua formação para construir a sua pedagogia da alfabetização. Tem como objetivo geral compreender os processos de mobilização e de apropriação de saberes teóricos por parte do alfabetizador, na sua prática de sala de aula. Como objetivos específicos identificar quais são os saberes que os professores alfabetizadores mobilizam para produzir suas práticas; identificar as possíveis origens ou condicionantes desses saberes; analisar as práticas e metodologias de alfabetização dos professores alfabetizadores, concretizadas nos materiais didáticos, nas interações com os alunos em sala de aula e na trajetória de formação desses profissionais. Muitas pesquisas em vários países têm demonstrado a preocupação dos pesquisadores com as questões relativas à formação dos docentes, dentre elas a questão dos saberes que são mobilizados por suas práticas ou da relação entre teoria e prática. Alguns dos principais autores que constituem o referencial teórico da pesquisa são Tardif, Perrenoud, Zeichner, Shön, Chartier, e Soares. A metodologia que está sendo utilizada é a da pesquisa colaborativa que utiliza observação participante, vídeo-formação, narrativas, entrevistas e diário de campo. As análises serão feitas por análise de conteúdo e de discurso. Os resultados obtidos são parciais devido à pesquisa estar em andamento.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, SABERES TEÓRICOS, SABERES PRÁTICOS

 

TÍTULO: CONTEÚDOS E INSTRUMENTOS AVALIATIVOS DA LÍNGUA MATERNA PARA CRIANÇAS DO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS
AUTOR(ES): ESTER ALMEIDA HELMER, DANITZA DIANDERAS DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho discute os resultados de duas investigações de mestrado cujo foco refere-se ao processo de aquisição da linguagem oral, da leitura e da escrita de crianças de seis anos de idade. Ao longo do segundo semestre de 2007 foi oferecido um curso denominado “Letramento: reflexões sobre os saberes no primeiro ano do Ensino Fundamental” - PROEX/UFSCar. O curso objetivou formar um grupo colaborativo entre pesquisadoras e professoras do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos, para discutir quais os conteúdos eram trabalhados e verificar a aprendizagem das crianças por meio de instrumentos avaliativos a serem elaborados coletivamente, tal como proposto na Metodologia Colaborativa. A primeira etapa dessa investigação consistiu em realizar entrevistas com docentes que lecionavam no primeiro ano. Questionou-se sobre os conteúdos que as docentes consideravam fundamentais de serem lecionados no primeiro ano. Durante o grupo de discussão, debateu-se sobre os conteúdos da língua materna ensinados pelas professoras, confrontou-se com os indicados pelas políticas públicas, como também realizou-se estudos teóricos a respeito desses conteúdos. Na etapa seguinte, foi elaborado e aplicado instrumentos avaliativos a fim de refletir sobre as concepções de avaliação das participantes, as características atribuídas aos instrumentos avaliativos e as suas implicações para o processo de intervenção docente. As pesquisas revelaram que as professoras lecionavam uma maior quantidade de conteúdos do que os indicados nas propostas curriculares das políticas públicas, bem como a importância da sistematização dos instrumentos avaliativos como forma de sinalizar ao professor as necessidades discentes. Os resultados destes estudos serviram de base para fundamentar o planejamento e a ação da pesquisa que integra o projeto “Comunidades de Aprendizagem: aposta na qualidade da aprendizagem, na igualdade de diferenças e na democratização da gestão da escola”, financiado pela FAPESP e pelo CNPq, no eixo: “Aprendizagem da Leitura e da Escrita”.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, METODOLOGIA COLABORATIVA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA LEITURA PARA ALÉM DAS LETRAS IMPRESSAS.
AUTOR(ES): FABIANA ANDREA DIAS JACOBIK
RESUMO:
O ato de leitura implica em desvendar as inúmeras relações que se estabelecem nos textos e através dos textos, descortinando os sentidos que se encontram para além das letras impressas. Todo ato de leitura é um ato de “re-conhecimento” de outras leituras que se escondem por trás de cada texto, de cada autor e de cada leitor. Neste sentido, a leitura é instrumento de formação de sujeitos num sentido amplo, não apenas nas capacidades de decodificação de palavras ou frases, e nem de aquisição de conhecimentos escolares. No entanto, há concepções que entendem a aprendizagem da leitura como um processo linear, como se fosse necessário às crianças aprenderem primeiro as habilidades de decodificação para, só então, participar de atos de leitura com compreensão. Mais ainda, há concepções que consideram que seja impossível aos sujeitos não alfabetizados, sua participação em situações significativas de leitura, com capacidade de compreensão e análise dos textos. Neste trabalho, pretende-se discutir o conceito de aprendizagem da leitura como um processo linear, da decodificação à compreensão, e debater pressupostos teóricos que sustentem a afirmação de que a compreensão leitora se constrói simultaneamente à capacidade de decodificação. Além disso, apresentar exemplos de situações de ensino e aprendizagem de leitura realizadas com crianças de primeiro ano de ensino fundamental, portanto, em processo de alfabetização, que levam em conta a importância do ensino de procedimentos de compreensão leitora e análise de textos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, COMPREENSÃO LEITORA, ENSINO E APRENDIZAGEM

TÍTULO: PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO CRIOLLA: O LETRAMENTO CAMINHANDO JUNTO COM AS NARRATIVAS FEMININAS NA COMUNIDADE DO PARQUE DAS MISSÕES
AUTOR(ES): FABIANA DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho faz parte dos resultados parciais de uma pesquisa que vem acontecendo junto ao Grupo de Pesquisa “Narrativas, memórias e atualização identitária em contextos educativos”, que funciona no Laboratório de Educação Imagem da Faculdade de Educação. Este grupo, neste momento, desenvolve o Projeto de Pesquisa “Narrativas, memórias e imagens da diáspora: práticas culturais afro-brasileiras em escolas públicas do Rio de Janeiro e seus praticantes”. O referido projeto tem como objetivo geral compreender as práticas culturais afro-brasileiras pelos sujeitos no cotidiano das escolas públicas do Rio de Janeiro. Sabemos que a escrita é um objeto cultural que cumpre distintas funções sociais e apresenta-se de maneira concreta, principalmente, nos ambientes urbanos, onde somos cercados de diferentes informações inseridas numa complexa rede de relações. Buscamos com esse trabalho, desenvolvido na comunidade do Parque das Missões em Duque de Caxias, trazer um relato de aquisição da escrita através das imagens utilizadas como objetos culturais alfabetizadores na formação do sujeito, apresentando como objetivo compreender o papel das imagens na aquisição da escrita, fazendo uso das narrativas dos sujeitos que ocupam aquele espaço. A fim de elencar as categorias de análise, efetiva-se um recorte nas atividades estudadas, focando a confecção da aquisição da escrita pelo uso das imagens. Nessa análise ficou bastante evidente a influência da mídia na apropriação da leitura e da escrita. Por fim, a pesquisa vem mostrando que os objetos culturais, quando trabalhados significativamente pelo educador, permitem que sujeitos a margem da sociedade vejam mais do que breves informações, não se restringindo apenas à decodificação da palavra, mas, também, à formação do indivíduo, ao desenvolvimento da leitura crítica e à emergência da construção da identidade. Pois as conseqüências dessa aquisição trazem a idéia de pertencimento segundo Bauman (2004) muito importante para se libertar da guetização.
PALAVRAS-CHAVE: MULHERES NEGRAS, COMUNIDADE, LETRAMENTO

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO: O TRABALHO COM A LÍNGUA PORTUGUESA NO LIVRO DIDÁTICO
AUTOR(ES): FABIANA GIOVANI
RESUMO:
A comunicação tem por objetivo analisar uma unidade de trabalho referente ao ensino de escrita presente no livro didático ‘Alfabetização sem mistério’, escrito pelas autoras Avani Xavier e Sulamita Lima. Foi feita uma análise do capítulo ‘Receitas’ com o objetivo de discutir questões da relação entre alguns fundamentos teóricos, metodológicos e lingüísticos da concepção vinculada pelas autoras no manual do professor, em que ocorre a proposta a ser trabalhada com as crianças. Do ponto de vista do ensino, a proposta das autoras representa um ideal didático. Concebem a educação como um componente de um conjunto de alternativas que buscam a construção de uma sociedade e de uma escola democráticas. Dentro desse contexto, acreditam que o ensino de Língua Portuguesa tem um papel importante na construção daquele tipo de sociedade e de escola, pois amplia as possibilidades do acesso ao saber, à participação política, bem como propicia maiores condições para que transformações sociais ocorram. Além disto, buscam superar algumas concepções comuns sobre a alfabetização, como a de que ler é simplesmente decodificar, converter letras em sons. A leitura como processo de compreensão parte da decodificação, mas precisa ir muito além disso. Os objetivos do ensino da leitura vão, pois, além do simples processo de alfabetizar. Nesse cenário mais abrangente, o livro traça um caminho metodológico que leva à construção de uma sociedade e de uma escola democráticas. Saindo da teoria, apresentada nas instruções para o professor, nas ações em sala de aula, propõem atividades sem as práticas sociais recomendadas, por exemplo, sem indicar a realização de diálogos, tratando a classe como um grupo homogeneizado. Ao comparar as duas atitudes, teórica e prática, nota-se uma disparidade entre elas. E muitas ocasiões, a teoria não induz a uma prática democrática e as atividades desenvolvidas pelos alunos não se apóiam nas teorias apresentadas aos professores.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA/ESCRITA, LIVRO DIDÁTICO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 15
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: RELAÇÕES ENTRE CRIANÇAS E LEITURA NO INÍCIO DA VIDA ESCOLAR
AUTOR(ES): FABIANA RODRIGUES CRUVINEL
RESUMO:
O objetivo desse trabalho é compartilhar resultados acerca de pesquisa sobre a apropriação da leitura na perspectiva de crianças pré-escolares. Tem o intuito de investigar os conceitos que elas constroem em relação a essa atividade no curso do último ano da educação infantil, momento que se inicia de forma sistematizada o ensino da leitura na escola. Um estudo cuidadoso das relações que se estabelecem entre crianças e leitura no contexto escolar permite compreender, de forma mais aprofundada, como esta instituição interfere no processo de formação de leitores. Os estudos podem contribuir para que a escola, como instituição, possa repensar políticas educacionais mais favoráveis e eficazes para o ensino da leitura como prática cultural. Nesse sentido, a pesquisa ocorreu em uma escola municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (anos iniciais) no Município de Marília-SP, Brasil. Partciparam como sujeitos 19 crianças com idade entre 5 e 6 anos. Como instrumento para geração de dados fez-se uso de sessões de observação e entrevistas semi-estruturadas e análise documental (cadernos dos alunos e projeto educativo da unidade escolar). A análise dos dados aponta que as crianças entendem, no início do processo de escolarização, que a leitura é uma atividade cultural, mas a instituição de ensino costuma ignorar essa informação ao insistir em ensiná-la como uma atividade restrita à mera aquisição do sistema alfabético de escrita. Essa ação intencional da escola provoca o afastamento das crianças da atividade de ler como prática cultural.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO, PRÁTICA CULTURAL

 

TÍTULO: COMUNIDADE E ESCOLA: AS RELAÇÕES ENTRE O CONTEXTO SOCIAL E A PROBLEMÁTICA DA REPETÊNCIA E EVASÃO ESCOLAR.
AUTOR(ES): FABIO PEREIRA DA SILVA
RESUMO:
A problemática social que assola as comunidades carentes pode promover o distanciamento do conhecimento formal da língua escrita que encontramos na sala de aula em escolas da periferia. Este estudo apresenta as dificuldades encontradas no sentido de legitimar as políticas públicas para a educação brasileira no contexto de uma escola da rede pública estadual, localizada no município de Santa Maria, RS. Tem como objetivo estabelecer as relações entre as práticas pedagógicas utilizadas no ensino da lecto-escrita e a realidade social, econômica e cultural dos alunos que freqüentam as etapas iniciais do Ensino Fundamental, considerando as condições de acesso e permanência na escola. A abordagem metodológica baseia-se nos pressupostos de uma pesquisa qualitativa, apontando para as características de um estudo de caso que almeja descrever uma realidade específica. A pobreza, a fome e a falta de oportunidades são fatores que colaboram com o afastamento das crianças da escola e contribuem para a pseudo aprendizagem da leitura e da escrita, causando o baixo rendimento e a evasão. O deslocamento das crianças em geral se faz por trilhas no meio do cerro e matos das adjacências da comunidade, o que proporciona situações de risco por causa do difícil acesso. Em dias de chuva, quando as ruas ficam alagadas, é evidente o não comparecimento dos alunos provenientes dessa comunidade. Esses fatores são alguns dos problemas que encontramos e que contribuem fortemente para a exclusão dessas crianças, que não conseguem exercer a sua condição cidadã, o que nos leva a afirmar a importância de considerá-los nas propostas das políticas públicas para a educação, que visam superar a alfabetização funcional no país.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, POLÍTICAS PÚBLICAS, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: HISTÓRIAS DE LEITURA: ORIENTAÇÕES E PRÁTICAS DE LETRAMENTO LITERÁRIO
AUTOR(ES): FATIMA APARECIDA DE OLIVEIRA SOZZA
RESUMO:
Este artigo relata resultados de uma pesquisa cujos corpora constituíram-se de relatos/histórias pessoais de leitura de professoras, como reflexão sobre práticas de letramento literário, vivenciadas e relembradas em atividades significativas na escola e fora dela. Seus objetivos foram: a) pesquisar de que forma professores de Língua Portuguesa leem textos literários e de que modo essa prática é influenciada pelas orientações de letramento vivenciadas durante sua história de leitura; b) realizar um estudo bibliográfico sobre conceitos de letramento e observar modulações aplicáveis aos estudos literários; c) verificar se a leitura literária desses sujeitos decorre ou não de orientações de letramento diversas ao longo da vida: família, igreja, escola, mídia e outras. Este trabalho analisou as orientações de letramento literário presentes nas histórias de leitura de professores de Língua Portuguesa, como profissionais diretamente envolvidos na formação de leitores. A pesquisa desenvolvida utilizou uma abordagem qualitativa compreendida como uma atividade de investigação específica, cujo objetivo é atingir certa interpretação da realidade. Os corpora da pesquisa constituíram-se de cinco textos produzidos por professores do Estado do Paraná, sendo todos de um mesmo município. Os dados foram analisados com base em estudos sobre o letramento. A partir dos anos 1980, as perspectivas psicológicas e históricas predominantes nos estudos e nas pesquisas sobre letramento somaram-se a uma perspectiva social e etnográfica. Além de novos princípios e pressupostos teóricos para análise do fenômeno, destacam-se dois pares de conceitos: os modelos de letramento, a saber, o autônomo e o ideológico, e os eventos e as práticas de letramento. O letramento literário é um recorte das ideias do letramento que consiste nos usos sociais do texto literário. Esperamos que os resultados deste trabalho corroborem a crítica e a reflexão e que os dados obtidos sirvam às discussões voltadas à temática do letramento literário e à formação de leitores.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS DE LEITURA, FORMAÇÃO DO LEITOR, LETRAMENTO LITERÁRIO

TÍTULO: A ARGUMENTAÇÃO NOS TEXTOS DE OPINIÃO PRODUZIDOS NO ÂMBITO DO JORNAL ESCOLAR: ASPECTOS PROTOTÍPICOS E INTERACIONAIS
AUTOR(ES): FÁBIO DELANO VIDAL CARNEIRO
RESUMO:
O objetivo do presente trabalho é analisar a argumentação presente nos textos de opinião dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, no âmbito do jornal escolar “Primeiras Letras”, especificamente em relação às seqüências argumentativas, analisando os aspectos prototípicos e dialógicos dessas seqüências. O Interacionismo Sociodiscursivo é a teoria que fundamenta o trabalho. Nesta concepção, os textos são a materialização lingüística das ações de linguagem, constituindo-se, portanto, em “produtos da atividade humana” (BRONCKART, 1999), em articulação com as redes de interesses, propósitos das relações e situações sociais que suscitam sua produção. O trabalho consistirá em um estudo comparativo-interpretativista de base etnometodológica, com base na análise do processo de produção e dos textos de opinião elaborados por alunos no 5º ano do ensino fundamental, no âmbito do jornal escolar “Primeiras Letras”. A etnometodologia, mediante os conceitos por ela desenvolvidos, permite uma fundamentação epistemológica que abarque esse “agir linguageiro” (LEURQUIN, 2001; BRONCKART, 2008). O trabalho abrange escolas da rede pública e privada do Município de Fortaleza. Ao final da pesquisa, espera-se apresentar uma categorização completa dos textos de opinião presentes nos jornais escolares das escolas pesquisadas, contribuindo para a definição de sua estruturação, considerando suas condições de produção, e possibilitando a análise de outras experiências similares referentes ao ensino da Língua Portuguesa, no que tange ao trabalho com gêneros na escola. No momento serão apresentados os dados coletados na fase inicial da pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO DE OPINIÃO, ARGUMENTAÇÃO, PROTOTIPICIDADE

TÍTULO: A LEITURA E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO.
AUTOR(ES): FÉ DE SOUZA FREITAS.
RESUMO:
O presente trabalho tem como objeto de pesquisa analisar e refletir a respeito dos processos de leitura e de letramento desenvolvidos na sala de aula e em meios populares, investigando as práticas sociais de leitura que fazem parte do contexto dos alunos e suas relações com as práticas desenvolvidas numa escola de periferia na cidade de Três Lagoas – MS. Somos sabedores de que a escola é uma instituição social e como tal tem por finalidade promover a educação em consonância com a família, considerando os eventos de letramento ocorridos no contexto não formal. Para dar conta de tais objetivos propomos um estudo de caso onde os dados coletados serão transcritos, interpretados e analisados sob a perspectiva de uma metodologia de abordagem qualitativa. Como fonte de coleta de dados temos usado a observação in loco participante na casa dos alunos, investigando os instrumentos de leitura utilizados no cotidiano familiar e no contexto escolar. O registro no diário de campo; a análise dos aspectos que norteiam o trabalho do professor, por meio de entrevista e análise documental tais como: projeto político pedagógico, regimento escolar, projetos pedagógicos, fichas individuais de alunos, planejamento curricular, planos de aula, e outros documentos que podem surgir durante esta fase da pesquisa. Acreditamos que necessário se faz um estudo sobre o papel do educador e de seus processos para compreender a transformação da escolarização tanto dentro das escolas quanto nos meios populares, nos âmbitos intra e extra-escolares, bem como as contribuições e a qualidade das interações entre família e escola no processo de letramento, uma vez que o contexto familiar está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento da criança, considerando família e escola responsáveis pela transmissão cultural e construção de saberes.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRÁTICAS DE LETRAMENTO, EDUCAÇÃO NÃO FORMAL.

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 16
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: MEDIAÇÃO, CADÊNCIA, RITMO E MOMENTO OPORTUNO: O USO DO TEMPO POR UMA ALFABETIZADORA EXPERIENTE
AUTOR(ES): FLAVIA ANASTÁCIO DE PAULA
RESUMO:
Trata-se de uma pesquisa de doutorado sobre as relações de ensino no aprendizado da língua escrita e os usos dos tempos escolares para tal. A pesquisa etnográfica é a opção metodológica utilizada. Foi realizado estudo de caso em uma escola municipal de Cascavel-PR. A coleta de dados envolveu a observação semanal, o acompanhamento das aulas, registro em caderno de campo durante dois anos (novembro de 2003/2005) e observação esporádica, conversas informais, entrevistas (2006/2007). Para subsidiar o trabalho investigativo foram conduzidas reflexões sobre: o professor alfabetizador (Soares, 2004; Guedes-Pinto, 2002); o tempo como ordenador e regulador das atividades sociais (Elias, 1998); o ensino e as astúcias de uma professora para organizar, distribuir, encadear; ritmar e criar o tempo oportuno (Heller, 1992; Certeau, 1994) e Vigostki (1994, 2000), para possibilitar a compreensão de apropriação e aprendizado. O docente trabalha dentro de uma organização temporal e aprender a relacionar-se com ela consiste em um dos elementos constitutivos de sua trajetória profissional. A professora em compromisso com os alunos sobre o ensino do conhecimento sistematizado, destina um tempo cronológico maior reinventando formas de distribuição e encadeamento do tempo escolar de forma adequada aos seus objetivos e atendendo as características e heterogeneidades dos alunos. O tempo “essa categoria abstrata em nós entranhada, se faz visível nas marcas (...) o tempo nos constitui” (Fontana, 2003) integra-se por mediação e apropriação à personalidade modelando complexos processos de sincronização, planejamento, mediação e encaixe temporal das atividades sociais. Assim na busca de compreender alfabetizadoras experientes indicamos que a adesão a “nova” uma metodologia de alfabetização (ou a adesão a um novo discurso acadêmico sobre alfabetização e letramento) não significa, na prática, abrir mão de outra, elas convivem como não excludentes dentro de uma mesma história de formação.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, MEDIAÇÃO, TEMPO

TÍTULO: DIFERENTES TEXTOS E (CON)TEXTOS NA ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): FLÁVIA FERREIRA DE CASTILHO, VALÉRIA MONÇAO VASCONCELLOS
RESUMO:
Este trabalho busca refletir sobre a importância do gênero textual poesia na prática de alfabetização desenvolvida, sobretudo, com crianças. Nas últimas décadas, com o avanço das pesquisas no campo da alfabetização/letramento, descobrimos que a aprendizagem da língua não é uma questão de memória, mas de cognição e que a escrita é um objeto da cultura, e não um produto escolar. As contribuições oriundas do campo da psicologia, sobretudo de Emilia Ferreiro, provocaram importantes mudanças paradigmáticas no campo da alfabetização, mas concordamos com Magda Soares quando afirma que, ao se privilegiar a faceta psicológica da alfabetização, obscureceu-se sua faceta lingüística – fonética e fonológica. Para Soares (2004) é preciso reinventar a alfabetização retomando sua especificidade lingüística, sem que isso represente um retorno aos métodos tradicionais, e destacar a importância de que esta se desenvolva num contexto de letramento. Acreditamos que esta especificidade da alfabetização pode ser retomada/explorada com textos da cultura em que está inserida a criança, de variados gêneros, como as histórias infantis, lendas, parlendas, quadrinhas, histórias em quadrinhos dentre outros e, destacamos como fundamental, o trabalho com os textos que possibilitem a exploração das rimas. A partir desta perspectiva objetivamos desenvolver em nossos alunos o gosto pela leitura e escrita em uma articulação dinâmica possibilitando-os descobrir não só as regras do funcionamento da escrita, mas sua função social.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, (CON) TEXTOS

 

TÍTULO: LEITURA E LETRAMENTO NA ESCOLA: REFLEXÕES E PROPOSTAS
AUTOR(ES): FLÁVIA FERREIRA DE PAULA
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo discutir o ensino de leitura e letramento na escola com base no estudo de especialistas na área, tais como Azevedo (2004), Fernandes (2007a, 2007b), Fiorin (2007), Freire (2000), Kato (1995), Kleiman (2002a, 2002b, 2005), Lajolo (2007), Leffa (1996), Scholze & Rosing (2007), Soares (2003, 2004), Solé (1998), entre outros. A pesquisa parte de uma reflexão sobre a importância do ato de ler na sociedade atual e uma discussão sobre resultados de importantes exames de proficiência (PISA, SAEB) e pesquisa (INAF) em Língua Portuguesa e leitura no Brasil nos últimos anos. Ao lado disso, são apresentadas algumas concepções de leitura e informações sobre pesquisa em leitura no Brasil. Em seguida, são abordados os conceitos de alfabetização e letramento, no que diz respeito ao que há de convergente e divergente nos dois processos. Também é discutida a importância dos mediadores de leitura na formação de leitores, principalmente os papéis da escola e do professor nesse processo. São apontados, a seguir, problemas no ensino de leitura e letramento na escola, especialmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura. Por último, são propostas formas de trabalho com a leitura na escola – a leitura literária, o ensino de língua portuguesa e de estratégias de leitura – para que se formem leitores proficientes e se caminhe em direção ao letramento dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LETRAMENTO, ESCOLA

 

TÍTULO: CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E INFÂNCIA QUE PERMEARAM A PROPOSTA DE TRABALHO PARA CRIANÇAS DE SEIS ANOS NO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS EM RIO GRANDE (RS)
AUTOR(ES): GABRIELA NOGUEIRA, CAROLINE BRAGA MICHEL
RESUMO:
Esse trabalho faz parte de um amplo projeto de pesquisa denominado A implantação do ensino fundamental de nove anos em municípios da Região Sul do Rio Grande do Sul (FaE/UFPel/CNPq). Nesta comunicação, especificamente, problematizamos as concepções de alfabetização e infância que permearam a proposta de trabalho para as crianças de seis anos na rede municipal da cidade do Rio Grande (RS), em 2006, ano da implementação do ensino fundamental de nove anos na localidade. Para tanto, analisamos os documentos disponibilizados pelo MEC, o Projeto de Curso de Capacitação para os professores do 1º ano, elaborado pela Assessora Pedagógica do município, os Planos de Trabalho de três escolas, o Diário de Classe de uma professora de 1º ano e as entrevistas com a equipe pedagógica da SMEC-RG. Corroboraram para a análise os seguintes autores: FARIA (2005 e 2007), KRAMER (2002), SOARES (1998, 1999), FERREIRO e TEBEROSKY (1985), JUNQUEIRA FILHO (2003), SARMENTO (2003), entre outros. A partir das reflexões realizadas, consideramos que há consonância entre a proposta do MEC e do Curso de Capacitação realizado pela SMEC. Ambos sugerem uma reorganização da prática pedagógica enfocando o letramento e a alfabetização em uma perspectiva lúdica e o respeito às características da infância no contexto escolar. Os Planos de Trabalho das três escolas, têm diferentes configurações, dois são organizados por objetivos e um por temáticas. Contudo, é possível perceber que todas as propostas privilegiam a alfabetização, a matemática e os aspectos comportamentais. Analisando os registros no Diário de Classe, foi possível inferir sobre concepções de alfabetização e infância através de uma proposta de trabalho coletivo e interativo entre as crianças, desenvolvida no decorrer de 2006.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS, ALFABETIZAÇÃO, INFÂNCIA

 

TÍTULO: GRAU DE INSTRUÇÃO E ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR MÃES PARA LETRAR SEU FILHOS PEQUENOS: POSSÍVEIS RELAÇÕES
AUTOR(ES): GABRIELLY DE ALMEIDA RIBEIRO
RESUMO:
Objetivamos com esse trabalho investigar e catalogar o nível de instrução de cinco mães participantes do projeto Mães, crianças e livros: investigando práticas de letramento em meios populares. Além disso, pretendemos também descobrir as estratégias de letramento mais freqüentem utilizadas por estas mães como forma de letrar seus filhos pequenos. Para tal objetivo trabalhamos com uma pesquisa de cunho qualitativo em uma abordagem que nos dá uma estreita ligação com os sujeitos da pesquisa. Com isso foram elaborados um roteiro de observação, o questionário aplicado e o roteiro das entrevistas, os quais foram usados como instrumentos para coleta de dados. As análises dos questionários aplicados a todas as mães participantes do projeto – 17 no total – nos indicaram que o menor grau de instrução corresponde à antiga quarta série primária (3 mães), e que há oito mães que freqüentaram os anos finais do ensino fundamental, duas que possuem o ensino médio incompleto e três com o ensino médio completo, e a partir disso realizamos a seleção daquelas que seriam entrevistadas. As entrevistas nos apontaram que no meio de mães com diferentes níveis de escolarização há uma diversidade de estratégias de letramento utilizadas de forma intencional ou não para letrar as crianças.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ESCOLARIZAÇÃO, CAMADAS POPULARES

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 17
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: EDUCAÇÃO: DA ALFABETIZAÇÃO AO LETRAMENTO
AUTOR(ES): GILVÂNIA OLIVEIRA DO NASCIMENTO GONZALEZ
RESUMO:
Este trabalho apresenta algumas reflexões oriundas da minha monografia de especialização na área de Letras, mais precisamente área de Lingüística. Seu objetivo foi investigar as relações entre alfabetização e letramento, propiciando condições de aprofundamento conforme seus interesses e necessidades no campo da educação, fazendo um estudo desde o Brasil-Colônia até o ideal republicano de educação para o povo. Embora alfabetização não seja pré-requisito para letramento, este está relacionado com a aquisição, utilização e funções da leitura e escrita em sociedades letradas, como habilidades e conhecimentos que precisam ser ensinados e aprendidos, estando relacionado também com a escolarização e a educação e abrangendo processos educativos que ocorrem em situações tanto escolares quanto não-escolares. São, portanto, fenômenos, ainda, complexos que mantêm, entre si, relações também, ainda, complexas. Partindo de uma análise bibliográfica, a opção foi por apresentar uma síntese das principais questões envolvidas, analfabetismo, alfabetização e letramento, utilizando, para tanto, dados e informações obtidos em diferentes fontes de consulta: documentos oficiais, dicionários gerais e técnicos, textos de história da educação e da alfabetização e textos acadêmicos produzidos por pesquisadores brasileiros. Partindo desses pressupostos constatamos que a educação e letramento possuem conceitos e práticas inter-relacionadas e complementares entre si. Além da contribuição para a reflexão sobre problemas culturais e sociais mais amplos, entre o conceito de letramento, que abrange os usos e funções sociais da leitura e da escrita em uma sociedade letrada, e o conceito de educação, que abrange processos educativos que ocorrem não apenas em situação escolar, mas também em situações não-escolares, vêm-se evidenciando uma relação bastante fecunda e promissora, no sentido de avanços na conquista de direitos humanos básicos e que devem ser distribuídos igualmente entre todos, para o exercício pleno da cidadania.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO

 

TÍTULO: O PROFESSOR E A CONSTRUÇÃO DE AUTORIA EM REGISTROS REFLEXIVOS.
AUTOR(ES): GLÁUCIA ULTIMIA COLUCCINI MORETO, ELISABETE PIMENTEL
RESUMO:
Essa comunicação tem por objetivo relatar nossas análises a partir da atuação como formadoras no curso “Letra e Vida”, para professores alfabetizadores, desenvolvido na Rede Municipal de Ensino de Campinas desde 2006. Desta experiência, levantaremos alguns aspectos relacionados ao processo de construção de novas práticas na constituição de autoria de registros reflexivos. Um dos instrumentos para compreender o processo de transformação são os registros reflexivos realizados pelos professores ao longo do curso. Esses relatos indicam o movimento nos processos de aprendizagem por parte dos docentes: a relutância inicial por escrever suas reflexões e ser avaliado pelas formadoras; a dificuldade em refletir sobre sua própria prática, centrando-se inicialmente em relatos mais descritivos; o aperfeiçoamento gradativo dos registros, demonstrando maior confiança na relação com as formadoras e com o próprio trabalho. O curso propõe uma metodologia que exige intervenção sistemática e planejada do professor, intervenção essa que se inicia no planejamento das atividades, passa pela organização atenta de agrupamentos e culmina na interação com os alunos centrada em questões problematizadoras para instigá-los à reflexão sobre a linguagem. Esse processo de intervenção tem sido um grande desafio para o professor. Como ele se sente diante desta forma de atuação mais planejada e reflexiva? Como se apropria dessas práticas e quais movimentos faz para entendê-las? Como essas atividades se ancoram no seu repertório teórico e que conexões faz com as que já realiza? São questões cujas respostas colaboram para compreensão de como se dão as mudanças de práticas docentes, baseada em novos referenciais teóricos. Essas transformações gradativas do professor são acompanhadas pelas mudanças também nos registros escritos, que vão se constituindo em textos de autoria revelando maior subjetividade e vínculo com a própria escrita.
PALAVRAS-CHAVE: AUTORIA, REGISTRO REFLEXIVO, PRÁTICAS DOCENTES
TÍTULO: REMINISCÊNCIAS DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA UAB/FURG: NOSSA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DOCENTE NA EAD
AUTOR(ES): HELENARA PLASZEWSKI FACIN, CLEUZA MARIA SOBRAL DIAS, SILVANA MARIA BELLÉ ZASSO
RESUMO: Este relato emerge de nosso trabalho enquanto Tutora e Professoras a Distância, na disciplina de Alfabetização e Letramento I. Essa disciplina faz parte do Curso de Pedagogia-Licenciatura, na modalidade a distância, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), vinculado ao Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), no Pólo de Santa Vitória do Palmar. Se constitui de uma análise do movimento de ressignificação dos saberes e da reconstrução das práticas docentes através das lembranças do processo de alfabetização dos alunos. O procedimento de ensino foi pautado em narrativas escritas, por partilharmos da concepção de que tal princípio teórico e metodológico engendra condições favoráveis ao processo de formação e de autoformação de professores, o qual toma a experiência do sujeito como fonte de conhecimento e de formação. Consideramos, ao trabalhar com o processo de alfabetização, a idéia de que os alunos em formação têm um conhecimento sobre leitura e escrita que foi se constituindo nas experiências do processo de alfabetização de cada sujeito. O nosso trabalho é trazer à tona estas concepções para refletir, problematizar e reconstruir seus saberes e práticas. Por fim, foi um grande desafio e, ao mesmo tempo, enriquecedora formação, ao conhecer a história e o processo de escolarização dos alunos, pois o ato de buscar no passado as histórias, selecionando recordações, sentimentos, experiências vividas, os modelos e estratégias de ensino são fundamentais para contribuir na formação inicial e continuada de professores, porque os inúmeros saberes aprendidos através das vivências possibilitam uma ação reflexiva sobre as futuras práticas, que estão enraizadas em nosso discurso pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

 

TÍTULO: AS PROFESSORAS ALFABETIZADORAS DAS ESCOLAS RURAIS NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL: REFLEXÕES SOBRE A ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): HELENISE SANGOI ANTUNES
RESUMO:
Este estudo foi elaborado com o objetivo de conhecer os processos formativos e as lembranças escolares das alfabetizadoras das escolas rurais sobre a alfabetização. Neste sentido, fundamentou-se esta investigação nos estudos sobre a alfabetização e a história da alfabetização em Frade (2007); Frade; Maciel(2006), Mortatti(2000, 2000ª, 2006), Peres(2007), Peres; Tambara(2003), Trindade (2007), sobre escolas rurais em Amiguinho(2008), Canário (2008) e Caldart(2000). Além disso, sobre a memória docente em Bergson(1999), Bosi(1999), Le Goff(1996), Mignott(2000) que estão contribuindo para as reflexões propostas nesta investigação. Este estudo está fundamentado numa metodologia qualitativa baseada nos estudos de Bogdan; Biklen (1994) e foi implementado por meio de entrevistas semi-estruturadas, de relatos autobiográficos e de registros em diário de campo com treze alfabetizadoras das escolas rurais do interior do Rio Grande do Sul. Das professoras participantes da pesquisa, dez (10) possuem curso de pós-graduação, principalmente especialização em alfabetização, e o tempo de exercício profissional, enquanto alfabetizadoras das escolas rurais, está compreendido entre vinte e dois (22) e vinte e seis (26) anos de exercício profissional. Sendo assim, buscou-se estabelecer um diálogo com os participantes da pesquisa, penetrando na dimensão simbólica de suas falas e escritas autobiográficas. Nesse processo, o sujeito entrevistado configura-se como um ser humano convidado a contar sobre suas histórias de vida acerca das memórias de como aprenderam a ler e a escrever e, após tornarem-se professoras, como alfabetizam os seus alunos. Neste sentido, dentre os resultados alcançados está a aproximação de uma parte da história da alfabetização que se encontrava presente nas recordações das alfabetizadoras de 13 (treze) escolas rurais no interior do Rio Grande do Sul/RS.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO, MEMÓRIA

 

TÍTULO: “MEU TRABALHO TEM UM ÚNICO OBJETIVO’ É FAZER COM QUE O ALUNO TENHA RECURSOS CADA VEZ MAIS AMPLOS PRA CONSEGUIR SE EXPRESSAR”: UMA OLHAR PARA AS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA DESENVOLVIDAS NAS AULAS DE
AUTOR(ES): HENRIETTE LUISE STEUCK
RESUMO:
Nas últimas décadas, tem-se discutido a respeito do trabalho com a leitura e escrita na sala de aula. É nesse contexto que nasceu, em 2004, um projeto de pesquisa que foi tendo desdobramentos nos anos seguintes. Dentre os focos investigativos, está o papel da universidade e os ecos de sua formação na prática pedagógica. Os objetivos, aqui elencados, são: analisar as práticas de leitura e escrita que os egressos do curso de Letras de uma universidade do Vale do Itajaí/SC desenvolvem em suas aulas de língua portuguesa; depreender como se dá a transposição didática da teoria estudada na universidade para a sala de aula. É uma pesquisa de cunho qualitativo com foco no viés enunciativo de Bakhtin por abarcar a questão dialógica da linguagem. Os sujeitos são professores de Língua Portuguesa, formados pelo curso de Letras no período de 1993 a 2008. Para este momento, selecionamos apenas os sujeitos que refletiram sobre as práticas de leitura e escrita de suas aulas. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas não-diretivas gravadas. Os registros oportunizaram a compreensão de que os sujeitos estruturam suas aulas levando em consideração a questão dos gêneros discursivos que lhes foi apresentada ainda na graduação. Os sujeitos enunciam que consideram, em suas aulas de leitura e produção textual, o interesse dos alunos proporcionando-lhes práticas de leitura e escrita relacionadas com as necessidades de cada um. Foi possível ainda identificar uma concepção de linguagem dialógica, tal qual apresenta Bakhtin. Desse modo, analisando as atividades escolares mencionadas pelos sujeitos, depreende-se que existe a possibilidade de transpor os conceitos teóricos para a prática de sala de aula, o que implica um repensar acerca da unidade de ensino eleita e das relações sociais que se impõem quando a linguagem é concebida como prática social.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA, PRÁTICAS SOCIAIS, PROFESSORES

 


SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 18
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: CAMINHOS INVESTIGATIVOS DOS RESUMOS DE TESES E DISSERTAÇÕES DA ÁREA DE ALFABETIZAÇÃO EM ANÁLISE
AUTOR(ES): IOLE MARIA FAVIERO TRINDADE
RESUMO:
Ao considerar que os olhares lançados sobre determinados temas constituem os problemas que orientam a produção de pesquisas acadêmicas, este trabalho pretende localizar marcas de tais práticas de pesquisa na produção do texto resumitivo de dissertações e teses gaúchas na área da alfabetização do período de 1975 a 2006. Tal delimitação do período decorre de duas datas: a da primeira tese gaúcha e do início de projeto de pesquisa em andamento a que se vincula este trabalho. Se, inicialmente, tais olhares se voltaram para a macro e microestrutura dos resumos com vistas a mapear uma trajetória da produção acadêmica gaúcha, os mesmos propiciaram que outros caminhos investigativos fossem construídos: como o de buscar entender a estrutura desses textos acadêmicos. Um dos estudos, a análise dos resumos enquanto gênero textual e discursivo, possibilitou a discussão das partes que compõem esse tipo de texto, assim como da visibilidade de determinados discursos, que ganham hegemonia nas pesquisas por um determinado tempo, passando a competir com outros, que podem vir a se tornar tão ou mais hegemônicos ou, mesmo, permanecer como raridades. O cruzamento dos dois tipos de análise – o da estrutura desse tipo de texto e o do seu conteúdo discursivo –, parecem evidenciar o quanto tais práticas de pesquisa são marcadas pela linguagem, cabendo a este trabalho sua discussão. Resumos que, aparentemente, não teriam uma ou mais das partes essenciais desse tipo de texto, quais sejam – objetivo, metodologia, resultados e conclusões – são, então, examinados com vistas a verificar um possível nexo com práticas de pesquisa que orientam a produção dos textos originais – teses e dissertações – de tais textos resumitivos.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, ESTADO DO CONHECIMENTO, RIO GRANDE DO SUL

 

TÍTULO: O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LECTO-ESCRITA BASEADO EM ATIVIDADES LÚDICAS
AUTOR(ES): ISABEL LAZZARI HAMANN
RESUMO:
Esse trabalho é resultado de uma experiência realizada em uma escola estadual de Santa Maria/RS, através do projeto denominado: “Estabelecendo uma relação dialética entre os saberes e as práticas dos anos iniciais do ensino fundamental: em busca de um currículo permeado pela qualificação do ensino-aprendizagem”. As atividades foram desenvolvidas com crianças que apresentaram dificuldades de aprendizagem, na faixa etária dos oito aos treze anos de idade que cursavam da primeira à quarta série do Ensino Fundamental. Os encontros ocorriam três vezes por semana, durante duas horas, no turno da manha, onde eram desenvolvidas atividades lúdicas, tais como: produção textual através de filmes, histórias e músicas, jogos e brincadeiras. Tem por objetivo compreender como uma metodologia alternativa influencia no processo de ensino-aprendizagem da lecto-escrita. A metodologia adotada parte de uma abordagem qualitativa baseada na epistemologia do conhecimento, através de estudos da teoria de Jean Piaget, Paulo Freire e Fernando Becker. Como conclusão observa-se que um espaço alternativo dentro da escola em que os alunos sejam sujeitos do seu processo educativo e, tenham consciência de suas próprias ações, resulta na efetiva aprendizagem da lecto-escrita, ampliando conhecimentos e sanando possíveis dificuldades, resultando desta forma, no desenvolvimento integral do aluno.
PALAVRAS-CHAVE: LECTO-ESCRITA, LÚDICO, ENSINO-APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: O LETRAMENTO ESCOLAR: ASPECTOS HISTÓRICOS, POLÍTICOS E ENUNCIATIVOS
AUTOR(ES): IVETE JANICE DE OLIVEIRA BROTTO
RESUMO:
O letramento é um tema que tem sido recorrentemente abordado em estudos relacionados à alfabetização escolar. A necessidade de a alfabetização escolar propiciar aos sujeitos um domínio da língua materna que se estenda para além da própria escola, é o principal elemento que articula as discussões em torno do letramento. Neste artigo, por meio da pesquisa bibliográfica como metodologia, objetiva-se situar historicamente os eventos e as discussões, ocorridos a partir da década de 1980, que possibilitaram a colocação em pauta das dificuldades e dos fracassos em alfabetização. Nesse período, o contexto brasileiro passa por uma série de mudanças político-estruturais, e a educação, como não poderia deixar de ser, reflete e refrata esse momento. Educadores e outros intelectuais têm espaço para se organizarem em torno de associações docentes e discutirem amplamente acerca das dificuldades pelas quais passa a escola. Nesse processo de discussão e denúncias, a inserção do tema letramento no debate educacional começa a despontar. Estudiosos da educação e da linguagem produzem, então, outros entendimentos conceituais, teóricos e metodológicos na direção de uma nova compreensão da alfabetização, na perspectiva do letramento. Como conclusão deste artigo destacam-se algumas questões que visam a problematizar o objeto do letramento na sua relação com o objeto de ensino da alfabetização e a questão fundamental das concepções de linguagem presentes nas práticas alfabetizadoras escolares.
PALAVRAS-CHAVE: CONTEXTO HISTÓRICO-ENUNCIATIVO, ALFABETIZAÇÃO ESCOLAR, LETRAMENTO ESCOLAR

 

TÍTULO: AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA A PARTIR DOS PERSONAGENS DA TURMA DA MÔNICA - IZABEL CRISTINA MENDEL DE SOUZA, PROFESSORA ALFABETIZADORA DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO-RJ
AUTOR(ES): IZABEL CRISTINA MENDEL SOUZA
RESUMO:
Este trabalho apresenta o Projeto “Alfabetização com a Turma da Mônica” em andamento nas turmas de 1º ano de escolaridade, da E. M. Albertina Campos, localizada no Município de São Gonçalo – RJ. A partir da demanda trazida pelo grupo de Professoras Alfabetizadoras, de tornar a ação pedagógica mais significativa e as aulas mais envolventes, nasceu a proposta de convidar os personagens da Turma da Mônica para serem os elementos motivadores e facilitadores do processo de aquisição da leitura e da escrita, partindo de histórias em quadrinhos, desenhos, jogos e vídeos desses personagens, que já fazem parte do cotidiano de nosso alunado e que muito os interessa. Por acreditarmos ser uma estratégia para enfrentar o desafio de alfabetizar letrando, de forma articulada e simultânea, toda Equipe Técnico-Pedagógica da escola uniu esforços para fazer deste trabalho um espaço de formação e ampliação de conhecimentos, não só de nossos alunos, mas também de todos os envolvidos no processo educativo. Algumas atividades foram criadas por nós, outras foram coletâneas de sites, sugestões de colegas e trabalhos realizados em outras escolas. Portanto, o projeto foi elaborado através de um exercício de criação, pesquisa, apoio e discussão coletiva. Certos de necessitarmos de apoio teórico e de avaliação constante de nossa práxis, buscamos inspiração em alguns textos da Professora Cecília Goulart e também no diálogo com vários outros autores, tais como: Ana Teberosky, Emília Ferreiro e Magda Soares.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: ENTRE A ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO: CONTRIBUIÇÕES DO DESIGN NA LEITURA
AUTOR(ES): JACKELINE LIMA FARBIARZ, ALEXANDRE FARBIARZ
RESUMO:
O atual primeiro ano do ensino fundamental das escolas brasileiras (ex-classe de alfabetização) traz para o iniciante leitor aprendiz o desafio de ler diferentes tipos de letras. De início a própria letra de forma, a seguir a própria letra cursiva e, entremeando o processo, as letras de forma e cursiva dos amigos de sala, e da professora. No somatório de tipos de letras concretiza-se a sensação de leitura sendo consolidada. Com o tempo, o pequeno aprendiz deixa de considerar ser suficiente ler o caderno ou o quadro, passando a querer ler o livro, objeto que o torna especial, igual ao adulto, objeto que traz para si o status de leitor. O objetivo do presente artigo consiste em ressaltar a importância de um projeto de leitura que valorize não apenas os conteúdos verbais, mas também os conteúdos não verbais, a relação fabular-icônica no primeiro ano do ensino fundamental, ou em um momento em que alfabetização e letramento se encontram. Partimos do pressuposto de que quando o pequeno aprendiz atinge a etapa da leitura do livro, o Design, como campo de conhecimento, assume um papel de grande importância no desenvolvimento da tecnologia do ler e escrever. Constatamos a partir do evento Paixão de Ler, promovido pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, que mesmo em processo satisfatório tanto de letramento quanto de alfabetização, o pequeno aprendiz pode retornar rapidamente a condição de “analfabeto” quando diante de livros cujas manchas gráficas, ilustrações e tipografias não são condizentes com o seu processo de aquisição de conhecimento. Concluímos que os agentes formadores da leitura de nosso país (essencialmente os pais e os professores) não foram preparados para atuar no sentido de propiciar o alfabetismo visual o que gera propicia incoerências quando da escolha dos livros que serão disponibilizados para o leitor aprendiz.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM VISUAL, RECEPÇÃO, LETRAMENTO

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 19
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: LEITURAS DO PROFESSOR E SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM UM CONTEXTO ESCOLAR: UMA ANÁLISE DISCURSIVA
AUTOR(ES): JACQUELINE MEIRELES RONCONI
RESUMO:
Nossa pesquisa busca saber a relação que os professores estabelecem com a leitura, se eles se entendem como sujeitos capazes de produzir sentidos e se, ao longo de sua vida profissional, eles têm ocupado o lugar de “intérprete”, ou seja, daquele que tem o direito de atribuir sentidos, isto é, a quem só é permitido exercer o trabalho de sustentação de sentidos, conforme Pêcheux (1997). Investigamos em que medida estes fatores ecoam e repercutem em seu trabalho pedagógico escolar. Para concretizar nossa pesquisa, fundamentamo-nos nos postulados teórico-metodológicos da Análise do Discurso de “linha” francesa (de ora em diante A.D.), e na teoria Sócio-Histórica do Letramento, tal como pensada por Tfouni (1995). Nosso corpus é constituído por entrevistas semi-estruturadas realizadas com cinco professoras de duas diferentes escolas públicas, professoras que ministram aulas para as quartas-séries do ensino fundamental. Essas entrevistas foram gravadas em áudio e transcritas literalmente pela própria pesquisadora, além disso, coletamos depoimentos escritos desses educadores que foram obtidos através de um questionário. Observamos as aulas desses professores durante o período de tempo correspondente a uma semana, totalizando assim vinte e cinco horas registradas em um diário de campo. O material didático utilizado pelos professores para o preparo das aulas de língua portuguesa, (livros infantis, gibis, textos fotocopiados, livros didáticos etc.), também é objeto de análise, além de algumas produções de textos feitas pelos alunos dessas professoras. Os resultados parciais apontam que, dentre outras questões, há educadores que não incentivam nem estimulam seus alunos a ler, muito menos lhes proporcionam condições e oportunidades para realizar leituras críticas, que poderiam ser feitas sob o signo da curiosidade e do questionamento, leituras que levassem os educandos a aprender a pensar, duvidar do que lêem, construir idéias, argumentos e ocupar a posição de “intérprete historicizado”.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSOR, LEITURA, PRÁTICA PEDAGÓGICA

TÍTULO: REPENSANDO AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO A PARTIR DO CONVÊNIO INTERINSTITUCIONAL DA REDE NACIONAL DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
AUTOR(ES): JAMILY CHARÃO VARGAS
RESUMO:
No ano de 2006, através do Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Formação Inicial, Continuada e Alfabetização (GEPFICA), da Universidade Federal de Santa Maria/RS, coordenado pela professora Helenise Sangoi Antunes, realizou-se o Convênio Interinstitucional com o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE), da Universidade Federal de Minas Gerais/MG. O convênio incluiu a UFSM na Rede Nacional de Formação Continuada de Professores, financiada pelo Ministério de Educação e Cultura. O trabalho desenvolvido a partir deste convênio consiste na formação continuada de professores do RS para a prática de alfabetização e letramento no 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental de nove anos. Assim, procura-se abordar os desafios atuais para implementação de uma proposta de alfabetização; reconstruir os conceitos sobre alfabetização e letramento; delinear capacidades para a construção da leitura e da escrita; propor uma avaliação diagnóstica da alfabetização; bem como elaborar atividades para desenvolver estas capacidades e esta avaliação. A partir do “Curso de Formação de Formadores para as coleções Instrumentos de Alfabetização e Alfabetização e Letramento”, promovido pela UFMG, foram capacitados tutores/formadores da UFSM para desenvolver as ações da Rede Nacional no RS. No ano de 2007, os tutores/formadores participaram de Cursos de Formação de Professores, capacitando professores dos municípios de Santa Maria (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Formigueiro (RS) e Vila Nova do Sul (RS). No ano de 2008 as ações foram ampliadas para os municípios de Itaara (RS), São Pedro do Sul (RS), Restinga Seca (RS), São Borja (RS) e Itaqui (RS), perfazendo um total de 300 alfabetizadores capacitados, promovendo como ação paralela, a qualificação destes professores e a organização do Dossiê sobre Alfabetização e Letramento (2007) e dos I e II Seminários Nacionais de Formação de Professores. A continuidade deste trabalho deve-se à importância de aprofundar os estudos sobre a alfabetização e do letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: LETRAMENTO:LEITURA DE MUNDO *O CONHECIMENTO DAS LETRAS E LENDO O MUNDO.
AUTOR(ES): JANAÍNA GLEICE GOMES FERREIRA
RESUMO:
É possível perceber que a alfabetização não ocorre apenas em um ano; de maneira errônea vem se crendo que é possível formar leitores em apenas um ano,entretanto sabemos que o leitor é formado ao longo de todo o processo de ensino aprendizagem da educação básica.A partir daí surgiram os termos analfabetos funcionais,letrado e iletrado. Vemos também que o problema não estaria centrado apenas nos métodos, mas sim na forma em que se é apresentado o mundo das letras. Hoje os estudos provam que o aluno letrado será o cidadão de hoje. O Brasil encontra dificuldades no presente por conta dos problemas da alfabetização em massa, que ocorreram no passado de forma inadequada,de maneira a valorizar o estudo das letras como o único meio de conhecer o mundo e tornar-se um alfabetizado. Neste caso é preciso salientar que não há mágica na alfabetização e sim o que é realmente importante para o mundo de hoje e para o nosso país, necessitamos de pessoas letradas para que assim formem-se cidadãos. Lembrando que para isso o conhecimento de mundo é fundamental, esta é a proposta do letramento, fazer com que o letrado saiba reconhecer tudo a sua volta e resolver as mazelas da vida. Iremos perceber o quanto é vital o conhecimento e ele será mais prazeroso e verdadeiro; está proposta vem trazer para a escola o interesse do alunado e com isso motivá-lo. Veremos que a alfabetização e o letramento são diferentes, o primeiro está focado em mostrar o mundo das letras e formar ou até mesmo transformar uma pessoa analfabeta em alfabetizada por meio de um processo, entretanto o letramento é um estado, a pessoa letrada sabe fazer uso das letras no seu dia a dia e com isso praticar a leitura e a escrita e resolvendo as situações onde as mesmas são importantes. O letrado faz uso da leitura e da escrita com segurança.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, LEITURA DE MUNDO

TÍTULO: PROJETO DE RECUPERAÇÃO PARALELA: CONCEPÇÕES DE LETRAMENTO SUBJACENTES
AUTOR(ES): JANE RÚBIA ADAMI
RESUMO:
Este trabalho faz parte de uma pesquisa que teve como objetivo analisar o(s) modelo(s) de letramento subjacente(s) ao Projeto de Recuperação Paralela de Língua Portuguesa proposto pelos programas oficiais da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, tendo como objetivo promover os conhecimentos necessários ao prosseguimento dos estudos, para alunos que apresentam dificuldades no cotidiano escolar. Para tal, foram realizadas entrevistas com os profissionais envolvidos tanto na elaboração como na execução do projeto, análise dos documentos oficiais que o regulamentam, observação e gravação de aulas em uma escola pública da cidade de Sumaré, no interior do estado de São Paulo. Todos os dados gerados foram analisados conforme os conceitos dos Novos Estudos do Letramento e permitiram verificar oscilações entre os modelos autônomo e ideológico subjacentes ao projeto único elaborado pela equipe da Diretoria de Ensino de Sumaré para o ano de 2007 e às práticas letradas desenvolvidas tanto nas aulas de recuperação como nas regulares de Língua Portuguesa. Tais oscilações revelaram o não partilhamento de crenças sobre o ensino da leitura e da escrita pelos profissionais envolvidos com o projeto. As conclusões permitiram reflexões sobre a importância da definição e do partilhamento de uma proposta de letramento para o bom desenvolvimento do projeto em questão e também do ensino como um todo.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, RECUPERAÇÃO PARALELA, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: A TRAJETÓRIA DOCENTE DA ALFABETIZAÇÃO NO NORTE DE MATO GROSSO: 30 ANOS DE HISTÓRIA CONTADA PELAS PROFESSORAS
AUTOR(ES): JEANE MARIA DE FREITAS ROCHA
RESUMO:
O presente trabalho é fruto de uma pesquisa desenvolvida no período entre 2005 e 2006, tendo como enfoque a alfabetização no município de Alta Floresta em Mato Grosso. A forma como a professora se apropriou do conhecimento didático ao longo da sua história profissional para incorporação à sua prática profissional e o relato de pontos de vista narrados por elas nas últimas décadas foi o foco principal desse trabalho. Essas professoras construíram percursos individuais de práticas pedagógicas trazidas de seus locais de origem nos primeiros tempos da colonização do Norte matogrossenssense. Elas saíam do sul ouvindo falar da riqueza do norte e do quanto seriam valorizadas como professoras. Era a profissão escolhida pelas mães, para “encaminhar as filhas“. Aqui chegando, se depararam com a dura realidade do campo e a decepção com a “terra prometida“. A dificuldade para alfabetizar seus alunos foi apenas um dos grandes desafios encontrados pelas alfabetizadoras. Como metodologia de pesquisa foi utilizada a história oral, coletada através de 11 entrevistas gravadas. Nesse universo fértil e árido foi encontado somente mulheres atuando nessa função. Descobri nesse estudo que nem sempre as narrativas das professoras referentes ao passado se apresentavam românticas e saudosas, muitas vezes constituíam momentos de reflexão e até de confronto entre o que aprenderam e ensinaram. Esses depoimentos se revelaram importantes ferramentas para se apreender sentimentos e pontos de vista sobre o trabalho desenvolvido na alfabetização nesses últimos 30 anos no Norte de Mato Grosso.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 20
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: UM PROGRAMA DE EXTENSÃO: REPENSANDO-O À LUZ DA TEORIA
AUTOR(ES): JEICE CAMPREGHER
RESUMO:
Este trabalho pretende, além de relatar as ações possibilitadas por um Programa de Extensão, repensar a experiência, ampliando a compreensão, com base em autores que fundamentam os estudos do Letramento. O Programa – financiado pela Fundação Universidade Regional de Blumenau, FURB – se propôs a realizar um resgate de histórias familiares e comunitárias com alunos de quartas-séries de escolas públicas de Blumenau, Santa Catarina. Tal resgate se deu ao serem levados às salas de aula textos sobre a história da escola e da comunidade, coletados no Arquivo Histórico Municipal. Com base nessas leituras, alunos produziram os seus próprios textos. Além disso, os alunos também são convidados ao ingresso no universo da pesquisa, buscando, por si mesmos, outras fontes de dados históricos para compor seus textos. Muitos alunos buscaram em arquivos da biblioteca da escola ou, ainda, entrevistando moradores antigos da rua, do bairro ou membros da família, ampliando, assim, seus saberes sobre a história local. Apesar de o Programa ainda ser desenvolvido em 2009, este trabalho focará os anos de 2007 e 2008, enquanto o programa ainda era intitulado “Sentidos para atividades de leitura e escrita na escola” e abrangia dois Projetos: (1) Ler e escrever histórias familiares e (2) Ler e escrever histórias de comunidades. A extensionista do Programa – bolsista de extensão –, em tal período, fazia uma visita semanal às quartas-séries, interagindo com os alunos e com as professoras das turmas; sendo duas ou três escolas por semestre. Até o final de 2008, alunos de sete escolas participaram do desenvolvimento do Programa. Este artigo foi apresentado como trabalho final da disciplina Letramento, do Mestrado em Educação da FURB.
PALAVRAS-CHAVE: EXTENSÃO, LETRAMENTO, RESGATE DE HISTÓRIAS

 

TÍTULO: O JOGO DA ENUNCIAÇÃO EM SALA DE AULA E A FORMAÇÃO DE SUJEITOS LEITORES/PRODUTORES DE TEXTOS
AUTOR(ES): JOANA DARC SOUZA FEITOZA VAREJAO
RESUMO:
O presente trabalho busca focar o jogo da enunciação em sala de aula, analisando, sobretudo, as influências das formas de relações estabelecidas entre os sujeitos neste espaço escolar sobre os processos de ensino-aprendizagem que envolvem a linguagem. Parte da premissa de que as diferentes condições de apropriação e produção de discursos, bem como as diversas metodologias que se instauram em sala de aula, tendo em vista o desenvolvimento da linguagem, influenciam o processo de ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa já nos primeiros anos iniciais do ensino fundamental, mais especificamente, na fase de consolidação da alfabetização. O processo de construção do objeto de investigação desta pesquisa iniciou-se precisamente no cotidiano das salas de aulas das escolas públicas municipais do Rio de Janeiro nas quais trabalho. Nasceu do desejo e da busca por um compromisso ético-político com uma escola pública em que valores democráticos efetivamente fundamentem as práticas discursivas e pedagógicas. Busquei estar em consonância com pesquisadores de perspectiva histórico-dialética que englobam discurso/sujeito/sociedade em suas construções teóricas sobre o ensino da Língua Portuguesa, especialmente aqueles, cujo arcabouço teórico-metodológico estão fundamentados na teoria de Mikhail Bakhtin sobre os fenômenos lingüísticos e os processos ideológicos determinantes da estrutura da enunciação; nos estudos apoiados em Lev Vigotski sobre desenvolvimento humano de um modo geral, da linguagem, em particular; retomei ainda o pensamento do filósofo grego Cornelius Castoriadis em “A instituição imaginária da sociedade“(1991) e o da filósofa alemã Hannah Arendt, em cujo livro “A condição humana“ (2005), argumenta sobre discurso e ação, responsabilidade pelo mundo, pluralidade e singularidade humana, entre outras, para trabalhar, segundo uma perspectiva analítico-interpretativa, os dados empíricos de uma pesquisa qualitativa que tratou do tema que, nesta comunicação, pretendo discutir.
PALAVRAS-CHAVE: ENUNCIAÇÃO, INTERDISCURSO, ENSINO-APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: UM OLHAR PARA AS PRÁTICAS DE LEITURAS NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): JOCIANE STOLF
RESUMO:
O papel da escola no início da aprendizagem da leitura e da escrita é uma das questões que se apresenta na academia e em muitos espaços de formação de professores. Os conceitos e de alfabetização aparecem, em alguns espaços como distintos, e as práticas pedagógicas apontam para primeiro ensinar a tecnologia da escrita e da leitura. Por outro lado, há práticas que não distinguem e seguem pelo caminho do alfabetizar letrando. Nesse cenário, no Brasil, nas últimas décadas, tem se pesquisado as questões de alfabetização, letramento e as práticas de leitura realizadas em sala de aula. A pesquisa aqui apresentada vai nessa esteira. Os objetivos elencados para esta comunicação são: compreender a concepção de alfabetização e letramento das professoras que atuam na primeira série/primeiro ano do Ensino Fundamental; analisar as práticas de leitura existentes no processo inicial de alfabetização. É uma pesquisa de cunho qualitativo com foco no viés enunciativo de Bakhtin e nos Novos Estudos do Letramento fundamentados principalmente em Street(1995), Gee(2006). Os sujeitos são professoras do primeiro ano ou da primeira série de dez municípios do Médio Vale do Itajaí- Santa Catarina. Para este momento, selecionaram-se apenas os sujeitos que mencionaram, em seus enunciados, a concepção de alfabetização e letramento e as práticas de leitura que desenvolvem em suas aulas. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas episódicas gravadas, precedidas de um questionário de identificação do sujeito. A análise dos dizeres dos sujeitos aponta para uma descrição do que é ser alfabetizador e a conceituação se dá a partir de suas experiências pessoais. Também foi possível compreender como as professoras estruturam as suas aulas de leitura explorando diferentes gêneros textuais, levando em consideração as aprendizagens dos alunos em outros espaços de letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS DE LEITURA , PROFESSOR

 

TÍTULO: OS SENTIDOS DO LER E ESCREVER NA SOCIEDADE E NA ESCOLA
AUTOR(ES): JOSE MABEL PEREIRA LOPES DAS NEVES
RESUMO:
A pesquisa tem como objetivo conhecer quais os saberes que as ingressantes no curso de Pedagogia da Universidade Federal de Pelotas (2008/2) apresentam sobre os conceitos de “leitura” e “escrita”. Partindo dos estudos que indicam que práticas culturais prévias e as desencadeadas nos cursos de formação de professores têm parte considerável de influência na atuação docente (KRAMER, 1998; LAJOLO, 2000; SOARES, 2000 e ZILBERMAN, 2005) e apoiada em reflexões de CAGLIARI (1993), LAJOLO (2001) e NEVES (2003) construímos a hipótese de que a realização de um curso superior oferece a oportunidade de confronto e aprimoramento de conceitos. Inserida no campo da análise qualitativa (LÜDKE e ANDRÉ, 1986), a metodologia prevê coletas semestrais e, a cada ano, entrevistas com os depoentes que apresentam ruptura ou continuidade conceitual. A população informante é composta por 46 estudantes que ingressaram na Pedagogia em 2008, todas mulheres, de 17 a 45 anos, com origens étnicas, de classe social, estado civil e experiências escolares distintas. Os resultados iniciais indicam que Ler como sinônimo de “compreender” foi mencionado 44 vezes, como sinônimo de “decifrar”, 15 vezes e como “prazer”, 12 vezes. Quanto ao Escrever, foi conceituado como “expressão e/ou comunicação’’, 33 vezes; como sinônimo de “codificar/representar”, 25 vezes; como sinônimo de “aquisição de conhecimento/registro”, 14 vezes; como “autoria” e “conceito”, uma vez cada. A pesquisa tem como pretensão acompanhar o grupo durante todo o desenvolvimento do curso superior (2008-2012).
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, LETRAMENTO

 

TÍTULO: NA BUSCA PELOS FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LECTO-ESCRITA.
AUTOR(ES): JOSSELENE FERREIRA VISENTINI
RESUMO:
O presente trabalho é resultado da experiência realizada no Projeto de Pesquisa: “ Estabelecendo uma relação dialética entre os saberes e as práticas nos anos iniciais do ensino fundamental: em busca de um currículo permeado pela qualificação do processo ensino-aprendizagem .“ O objetivo é identificar os fatores que interferem no processo de ensino-aprendizagem da lecto-escrita das crianças que vêm recebendo o rótulo da “não aprendizagem“. O trabalho adota uma abordagem qualitativa baseada na observação participante, durante a implementação e o acompanhamento semanal das atividades propostas pelo projeto, como construção de texto coletivo a partir de filmes e leitura de textos, jogo de trilha, bingo de letras, bingo de nomes, música, relatos dos acontecimentos do final de semana, construção de regras do grupo, desenhos de fatos significantes para as crianças, varal das letras, jogo das frases, entre outros. A epistemologia genética de Jean Piaget serve de suporte teórico para estabelecer a relação entre as dificuldades de aprendizagem observadas e os fatores que podem ser responsáveis pela seu ocorrência. Após as observações e a análise dos registros realizados, concluiu-se que a agressividade, a falta de interesse em participar das atividades propostas , a necessidade de atenção são reflexos provenientes do distanciamento da escola, da influência das vivências de sua realidade social, da influência direta dos acontecimentos familiares, que precisam ser superadas para promover a aprendizagem da lecto-escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO-APRENDIZAGEM, LECTO-ESCRITA, DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 21
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA: ANÁLISE DA RECEPÇÃO E DOS RESULTADOS DO PROALFA-M.G. NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO DE BELO HORIZONTE
AUTOR(ES): KARINA FIDELES FILGUEIRAS
RESUMO:
A presente pesquisa tem como objetivo investigar a recepção dos instrumentos avaliativos e dos resultados obtidos nas séries iniciais do Ensino Fundamental da rede pública estadual de ensino de Belo Horizonte, através do Programa de Avaliação da Alfabetização – PROALFA(M.G.). Utilizaremos referenciais teóricos de pesquisadores que têm como objeto de suas pesquisas as avaliações em larga escala para sustentar a proposição das avaliações escolares externas, tais como BROOKE e SOARES (2008); OLIVEIRA (2008); além das publicações oficiais como, Relatório PISA, resultados do PROEB, SAEB, SIMAVE, Boletins Pedagógicos com indicadores e resultados do PROALFA e demais publicações governamentais. A proposta metodológica se dará em duas fases, uma quantitativa e outra qualitativa. Os dados quantitativos serão obtidos a partir da análise dos resultados divulgados para as escolas da rede pública estadual da região metropolitana de Belo Horizonte, ligados às séries iniciais do Ensino Fundamental. Os resultados serão avaliados e categorizados para identificação de duas escolas que participarão dos estudos de caso, que consistirão em entrevistas estruturadas e semi-estruturadas e observações do cotidiano escolar. Pretende-se selecionar uma escola que tenha apresentado bons resultados no PROALFA e uma escola que tenha apresentado um maior número de alunos considerados com baixo desempenho. Entendemos que a pesquisa, ora proposta, poderá trazer benefícios às práticas escolares docentes impactando no melhor desempenho discente.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO EXTERNA, PROALFA - MG, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: LEVANTAMENTO DAS PEQUISAS REALIZADAS ENTRE 1987 E 2008 A RESPEITO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E ESCRITA POR PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN
AUTOR(ES): KARINA SOLEDAD MALDONADO MOLINA PAGNEZ
RESUMO:
Este trabalho teve como objetivo conhecer e analisar a produção bibliográfica brasileira que trata da aquisição da linguagem escrita, por parte de pessoas com Síndrome de Down, no período de 1987 a 2008. Trata-se de tema relevante e atual uma vez que a questão da alfabetização tem se tornado objeto de discussões em diferentes espaços (academia – sociedade) em função dos resultados obtidos pelos alunos em avaliações nacionais ou estaduais e, além disso, nos defrontamos com situações em nosso cotidiano escolar, como: analfabetismo funcional, limitações na leitura e compreensão e finalmente uma escrita comprometida. Um outro elemento que fundamenta esta investigação é a Inclusão de portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino que é uma exigência legal. A escola tem a função de alfabetizar e para que o aluno participe integralmente da escola e da sociedade precisa saber ler, escrever e compreender um texto. O levantamento abarcou dissertações e teses de programas de pós-graduação credenciados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (www.capes.gov.br ); artigos de periódicos que constam de bases de dados (www.bvs-psi.org.br), Banco de Dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde); Scientific Electronic Library Online www.scielo.gov.br); todos acessados em novembro de 2008. Os dados foram organizados a partir dos seguintes critérios: instituição, tipo de pesquisa, participantes, além do referencial teórico, metodologia e técnicas de coleta de dados. Com este levantamento constata-se que o número de investigações que tratam deste tema é restrito e que ele pode ser considerado como um tema emergente, necessita novas investigações que possibilitem e favoreçam uma consolidação teórica além de fundamentar uma prática pedagógica coerente e eficaz.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA, SÍNDROME DE DOWN

 

TÍTULO: APRENDIZAGEM DA ESCRITA E AÇÃO DIALÓGICA NUM CONTEXTO INFORMAL
AUTOR(ES): LEILA BOM CAMILLO
RESUMO:
Este trabalho marca algumas reflexões referentes ao projeto de extensão “Ação dialógica e práticas linguísticas” que iniciou em abril de 2008 num espaço informal de aprendizagem. O objetivo da ação extensionista da UFSM é constituir e propor atividades de leitura e escrita a partir das necessidades da comunidade envolvida. Os sujeitos são crianças de 3 a 12 anos, filhos da ocupação ‘Estação dos Ventos’, situada na apropriação de terras do Governo Federal do Km3 em Santa Maria/RS. A abordagem é qualitativa, o método parte da ação dialógica de acadêmicas do Curso de Pedagogia com a comunidade, em que ouvir e observar torna-se fundamental para o desenvolvimento do projeto. Discute-se qual é a representação das crianças em relação à linguagem escrita fora do ambiente escolar? Como se dão os processos de letramento e de alfabetização dessas crianças a partir dos próprios anseios? Como criar espaços sociais em que a voz das crianças que vivem em ambientes menos favorecidos seja ouvida? Após análises e reflexões das atividades constituídas e desenvolvidas com as crianças, durante quatro horas semanais ao longo de um ano, e dos estudos teóricos sociointeracionistas (Bakhtin, Vigotski, Bronckart, Schneuwly e Dolz) destacam-se a necessidade de práticas letradas significativas, bem como a conscientização e a efetivação do direito à palavra a todo cidadão. O espaço informal de aprendizagem cria condições de produção favoráveis às práticas significativas da escrita e possibilita o movimento educativo a partir das necessidades sociais do grupo. O que parece tornar o processo de aprendizagem da escrita mais autêntico e menos impositivo.
PALAVRAS-CHAVE: AÇÃO DIALÓGICA, PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS DA LINGUAGEM ESCRITA, APRENDIZAGEM DA ESCRITA

 

TÍTULO: A ABORDAGEM DOS GÊNEROS DO DISCURSO EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
AUTOR(ES): LILIAN KELLY CALDAS
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo analisar como os gêneros do discurso estão sendo abordados em dois Livros Didáticos de Língua Portuguesa usados no Ensino Fundamental – Português, Linguagens de Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães e Língua Portuguesa – Linguagens no Século XXI de Heloísa Harue Takazaki. Os materiais escolhidos foram aprovados pelo processo avaliatório do MEC e recomendados pelo Ministério aos professores de escola pública. É importante ressaltar que as duas obras tiveram apreciação positiva na avaliação do PNLD/2008, o que representa que elas estão de acordo com os princípios e critérios dos objetivos oficiais de ensino de Língua Portuguesa, dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa – 1º e 2º Ciclos do Ensino Fundamental, bem como os da Definição de Princípios e Critérios para a Avaliação do Livro Didático para o PNLD/2008.
Nesta investigação, são averiguadas as propostas de trabalhos e algumas características próprias de cada autor. A partir disso, é realizada uma análise comparativa entre as diferentes abordagens de ensino de gêneros do discurso e as recomendações dos PCN em relação a esse tema. A título de exemplificação, será mostrado como as duas obras abordam o ensino do gênero conto para o 9º ano, ou seja, 8ª série do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS DO DISCURSO, LIVRO DIDÁTICO, ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA, RECOMENDAÇÕES DOS DOCUMENTOS OFICIAIS, ENSINO FUNDAMENTAL

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO E TECNOLOGIA EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PEDAGÓGICAS E METODOLÓGICAS
AUTOR(ES): LILIANE SANTOS MACHADO
RESUMO:
A presente pesquisa é fruto de uma investigação de mestrado vinculada à linha “Tecnologias de Informação e Comunicação e Educação” do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista – FCT/Unesp. Considerando a alfabetização como o alicerce para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos cuja contrapartida é o fracasso escolar na alfabetização, esta pesquisa tem como objetivo analisar as contribuições de recursos que podem favorecer o processo de alfabetização e superar os obstáculos relacionados a este processo. Para tanto, seu objetivo geral visa investigar a contribuição da tecnologia educacional, em especial do uso de softwares educacionais, denominados Objetos de Aprendizagem (OA) para a alfabetização de alunos do ciclo inicial da rede pública municipal de Presidente Prudente. Nesse sentido, está sendo realizado o estudo de caso de uma sala de alfabetização (2º ano), com o intuito de analisar como a escola tem trabalhado com a tecnologia educacional no processo de alfabetização dos alunos durante as aulas realizadas na Sala Ambiente de Informática (SAI). Desse modo, a pesquisa busca estabelecer análises sobre o uso do computador na educação e verificar se este uso pode ser empregado como um instrumento de superação do fracasso escolar da alfabetização e contribuir efetivamente com o desenvolvimento da mesma. A partir de análises iniciais por meio das observações das aulas na SAI, a pesquisa já apresenta alguns resultados preliminares de como tem se configurado o uso da tecnologia educacional no processo de alfabetização.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, TECNOLOGIA EDUCACIONAL, OBJETOS DE APRENDIZAGEM

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 22
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS DE LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL.
AUTOR(ES): LÍGIA MARIA SCIARRA BISSOLI
RESUMO:
Considera-se que o aprendizado da leitura e da escrita envolve muito mais do que o conhecimento das letras e do modo de associá-las, mas a possibilidade de usar esse conhecimento em benefício de formas de expressão e comunicação, reconhecidas e necessárias em um contexto cultural. Pretende-se com o presente trabalho, compartilhar atividades de leitura e escrita ocorridas na educação infantil, onde, por intermédio da pedagogia por projetos (Jolibert, 1994, 2005), envolveu-se as crianças em situações onde a leitura e a escrita foram utilizadas de forma significativa, em situações reais de comunicação, resultando em uma aprendizagem prazerosa. Verificou-se que as crianças pequenas, agindo na condição de leitores e produtores de textos, puderam, mediante a participação nas atividades, atribuir sentido aos textos que lhes foram apresentados e reconhecer o caráter social da escrita e da leitura, embora não soubessem ler e escrever de forma convencional, o que amplia o conceito de alfabetização como leitura de mundo (Freire, 1982) e de leitura como atribuição de sentido. Os resultados indicam que inserção desse tipo de atividade na prática cotidiana auxilia na formação de leitores e escritores, na medida em que permite que o aluno conheça o papel que a leitura e escrita exercem como “pontes” entre o ambiente social (mundo exterior) e escolar.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICAS DE LEITURA, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: ENSINO DE GÊNERO DISCURSIVO: A PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL
AUTOR(ES): LÍVIA NASCIMENTO ARCANJO, PAMELA MEDEIROS DE OLIVERIA
RESUMO:
No presente trabalho analisaremos a construção de conhecimentos acerca do gênero primeira página de jornal (PP) por alunos matriculados entre o 2o e 5o ano do ensino fundamental. Os sujeitos são organizados em grupos com até 6 (seis) integrantes e acompanhados por professoras-bolsistas, alunas dos cursos de Letras ou Pedagogia, em dois encontros semanais de 1h30min de duração cada um. O acompanhamento é realizado no Laboratório de Alfabetização, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. O espaço físico do Laboratório é organizado com base nos princípios do método montessoriano, o qual propõe que a sala seja voltada para o aluno, propiciando-lhe maior autonomia para trabalhar com os recursos didáticos ali oferecidos; aspecto que contribui para o processo de aprendizagem. As estantes que compõem a sala foram dispostas considerando-se as diferentes esferas comunicativas, quais sejam: vida prática, literária, publicitária, jornalística, científica e outras. Sendo assim, os materiais pedagógicos disponíveis nas estantes favorecem o desenvolvimento de uma série de atividades de leitura e escrita, relacionadas de forma gradual, durante o estudo do gênero visado. O corpus analisado é composto por gravações em áudio, produções escritas e diários de observação elaborados pelas professoras-bolsistas. Os resultados da pesquisa revelam que tanto a organização metodológica do Laboratório de Alfabetização e da seqüência didática, quanto a mediação das professoras, contribuem de forma decisiva para a compreensão e produção coerente do gênero primeira página.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE GÊNERO, PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL, PRODUÇÃO ESCRITA

 

TÍTULO: AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO DE UMA ESCOLA BRASILEIRA QUE DÁ CERTO
AUTOR(ES): LUANA CRISTINA DE MORAES BATISTA
RESUMO:
Estatísticas mostram que o desempenho das escolas brasileiras nos exames oficiais, que são desenvolvidos pelos órgãos públicos e visam à mensuração da qualidade do ensino no país, é desanimador. Nos exames da Prova Brasil de 2005, por exemplo, os alunos da 4ª série do Ensino Fundamental das 55 mil escolas públicas brasileiras alcançaram um Ideb médio de 3,8 (numa escala de 0 a 10), número muito aquém do mínimo considerado satisfatório, que é igual ou maior que 6,0. Entretanto, verifica-se que 160 escolas – apenas 0,2% – alcançaram resultados satisfatórios. Diante dessa realidade, nosso objetivo é apresentar as principais práticas de letramento desenvolvidas por uma dessas 160 escolas, demonstrando quais modelos de letramento podem ser identificados nessas práticas. Para isso, com base nos Novos Estudos do Letramento, focamos nossa pesquisa em uma escola pública municipal do interior de São Paulo que obteve Ideb de 7,3 na Prova Brasil de 2005, logrando a terceira melhor nota no ranking brasileiro e a primeira no Estado de São Paulo. Entendemos que a apresentação das práticas de letramento desenvolvidas nesta escola, além da identificação do modelo de letramento ao qual os alunos são expostos, contribui para a discussão sobre o funcionamento das práticas letradas em sala de aula, pois permite que se entenda como elas estão sendo aplicadas e, efetivamente, como conduzem a resultados positivos, o que trará contribuições teóricas que poderão refletir no processo de ensino-aprendizagem e na prática dos professores enquanto profissionais engajados na formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LEITURA E ESCRITA, ENSINO

 

TÍTULO: LEITURA E ESCRITA: VIVENCIANDO PRÁTICAS ESCOLARES DE UM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL COM VISTAS À INCLUSÃO
AUTOR(ES): LUCI PASTOR MANZOLI
RESUMO:
A partir da proposta de educação inclusiva iniciada com a Conferência Mundial sobre Educação para Todos no ano de 1990 e reforçado pela Declaração de Salamanca em 1994, acrescidos de muitos outros movimentos pedagógicos internacionais e nacionais, bem como uma grande variedade de mecanismos normativos expedidos pelos órgãos governamentais brasileiro, a educação escolar se reafirmou e se estabeleceu como um direito de todos, postulando a lógica da igualdade, da ética e dos princípios democráticos, num compartilhamento com a diversidade. Diante deste novo paradigma, a educação especial passou a ser um serviço complementar ao ensino escolar comum. Neste contexto, o presente trabalho teve por objetivo realizar um estudo das práticas pedagógicas da professora de uma classe de atendimento educacional especializado no que se refere ao ensino da leitura e escrita de um grupo de alunos considerados com deficiência mental. O estudo se deu através de observações sistemáticas em sala de aula, três vezes por semana, em período integral, das 7:00 às 11:30 horas durante um período de seis meses. Os resultados mostraram a importância do professor em recriar a sua prática pedagógica e valorizar o conhecimento adquirido do aluno, bem como a sua capacidade cognitiva ao adaptar o conteúdo a ser ministrado, com vistas a levá-los a adquirir um maior domínio intelectual da escrita.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, EDUCAÇÃO ESPECIAL

TÍTULO: LETRAMENTO EM MATERIAIS DIDÁTICOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
AUTOR(ES): LUCIANA CASTELANI CASIMIRO OLIVEIRA
RESUMO:
Esse estudo tem como enfoque principal a descrição e análise do letramento em materiais didáticos e das práticas de leitura desenvolvidas nas salas de aula da Educação Básica. Sabemos que alfabetização e letramento podem ocorrer ao mesmo tempo, no entanto, para que esse processo aconteça é preciso que o aluno esteja inserido numa importante estratégia didática: diversidade textual. Para aprender a ler é fundamental interagir com textos escritos. Pretendemos, por meio desta pesquisa, identificar as propostas de leitura apresentadas nos documentos oficiais (PCNs, Orientações Curriculares); identificar os conceitos atribuídos ao letramento nos materiais didáticos; descrever o ensino de leitura realizado nos processos de alfabetização na Educação Básica; analisar os materiais didáticos em sala de aula e a sua importância para o processo de ensino e aprendizagem da leitura. Para tanto, optamos por uma abordagem qualitativa, permitindo a realização de uma pesquisa que descreva as situações concretas e a intervenção do pesquisador em função da resolução de problemas detectados, pois a pesquisa-ação exigirá uma relação entre pesquisador e pessoas da situação investigadora e participativa. O pesquisador compreende, interpreta e contribui para a descoberta de novos “fenômenos”. A pesquisa encontra-se em processo e está fundamentada nos pressupostos teóricos sobre letramento, leitura, gênero do discurso e intervenção verbal. Embora os resultados sejam parciais, de acordo com leituras e estudo de campo, a pesquisa forneceu conhecimentos no que se refere aos conceitos de alfabetização e letramento. Quanto aos materiais didáticos utilizados no processo de alfabetização foi possível obter conhecimentos que, inicialmente, permitem refletir sobre um novo modo de planejar contemplando ações que possibilitem a formação de pessoas alfabetizadas e letradas.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, LEITURA

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 23
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: A ORGANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: ATÉ QUE PONTO ESTAMOS AVANÇANDO?
AUTOR(ES): LUCIANA DALLA NORA DOS SANTOS
RESUMO:
Desde a implantação do Ensino Fundamental de nove anos temos acompanhado inúmeros debates acerca da organização das práticas pedagógicas para as crianças de seis anos, as quais neste momento fazem parte efetivamente do contexto da Escola obrigatória. Assim, este trabalho apresenta dados finais de uma pesquisa realizada no Sistema Municipal de Ensino de Santa Maria/RS e inserida no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Educação da Universidade Federal de Santa Maria. O estudo teve como objetivo conhecer as idéias de professoras sobre o ingresso da criança, aos seis anos de idade, na escolaridade obrigatória e sua implicação na organização do processo de ensino da leitura e da escrita iniciais. Os estudos de Vygotski (1994, 1995, 2003), Ferreiro (1993, 2001, 2002), Kramer (1996, 2006, 2008), Ferreiro e Teberosky (1999), Mello (1999, 2005), Bolzan (2002, 2007), Faria (2002, 2005), entre outros, foram utilizados como aportes teóricos. A investigação foi feita através de um estudo qualitativo narrativo, tendo por foco as narrativas de doze professoras. Desta forma, a partir dos estudos realizados é possível indicar que as professoras ao organizarem as suas práticas pedagógicas realizam dois movimentos: retrospectivo e prospectivo. Ressalta-se que estes movimentos são extremamente oscilatórios, na medida em que eles remetem a pensar a prática destas professoras de maneiras bastante distintas; de um lado, as narrativas sobre a prática tem se constituído como motivadora de um amplo desenvolvimento das crianças, e de outro, essas mesmas narrativas remetem a existência de atividades que desconsideram a natureza sociocultural das crianças. Pensar e implementar a escolarização de nove anos gerou a concomitância desses dois movimentos, levando-se a afirmar que ambos fazem parte do próprio movimento de produção da escola, o qual precisa ser, constantemente, revisto e problematizado no conjunto da instituição.
PALAVRAS-CHAVE: INGRESSO SEIS ANOS, LEITURA E ESCRITA, INFÂNCIA

 

TÍTULO: PRÁTICA PEDAGÓGICA ALFABETIZADORA: OS EVENTOS DE ORALIDADE, DE LEITURA E DE ESCRITA
AUTOR(ES): LUCIANA PICCOLI
RESUMO:
Este estudo relaciona-se à tese de doutoramento, mais especificamente, às práticas escolares de oralidade, de leitura e de escrita visualizadas através de eventos de alfabetização. A investigação constitui-se como um estudo de caso e teve por objetivo identificar, descrever e analisar eventos de alfabetização presentes na prática docente de professora alfabetizadora da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. Para tanto, acompanhou-se, durante um ano, uma turma do segundo ano do Primeiro Ciclo de Formação do Ensino Fundamental. A observação participante foi a metodologia utilizada para coleta de dados, com registro das situações interativas entre professora e alunos em diário de campo e através de um gravador de voz. O referencial teórico-metodológico selecionado, ao apresentar perspectivas sociais e culturais de leitura e de escrita, também permitiu a interlocução com práticas escolares. A unidade de descrição e de análise dos dados foi o evento de alfabetização, constituído pelos elementos oralidade, leitura e escrita. Como resultados, percebeu-se que a prática pedagógica alfabetizadora realizada pela professora aliou, principalmente, duas perspectivas: a psicogênese da língua escrita e os estudos sobre consciência fonológica. Evidenciou-se, sobretudo, a importância da intervenção pedagógica explícita da professora no que se refere ao processo de alfabetização para possibilitar a aprendizagem dos alunos, partindo dos conhecimentos das crianças para chegar à forma convencional de leitura e de escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICA PEDAGÓGICA, EVENTOS DE ORALIDADE, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS COM ATIVIDADES DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA NA ALFABETIZAÇÃO E NA RECUPERAÇÃO PARALELA EM LINGUAGEM ESCRITA.
AUTOR(ES): MARA SILVIA DO AMARAL VIAN, JULIANA MARIA DOS SANTOS
RESUMO:
Este trabalho refere-se ao relato de uma experiência docente sobre a aplicação de um programa de recuperação paralela em linguagem escrita para três alunos do quinto ano do ciclo de uma escola Municipal de Ensino Fundamental na cidade de Campinas. O programa de recuperação paralela envolveu quinze sessões de intervenção, baseadas em habilidades metafonológicas, seguidas de atividades de escrita na utilização de novas estratégias para escrever. No âmbito da multidimensionalidade dos fatores relacionados às dificuldades de aprendizagem, esse novo campo de investigação tem se mostrado de grande relevância no entendimento das facilidades e/ou dificuldades enfrentadas por crianças no processo de aquisição das habilidades de leitura e de escrita, a saber, o campo das habilidades metalingüísticas (CARDOSO-MARTINS, FRITH,1999; CARDOSO-MARTINS, PENNIGTON, 2001; GOMBERT, 2003; MALUF (ORG), 2003; REGO, 1997; SANTOS, MALUF, 2004; DINIZ,2008). Diferentes estudos e os dados empíricos existentes demonstram que a Metalinguagem e Alfabetização estão inter-relacionadas entre si, e que a primeira contribui significativamente para a aquisição das habilidades de leitura e escrita. Intervenções com atividades para tomada de consciência dos aspectos formais e estruturais da linguagem visando o desenvolvimento de habilidades metafonológicas e metassintáticas têm se revelado eficazes, pois as competências metalingüísticas possibilitam o acesso ao nível fonológico da fala e a manipulação cognitiva de suas representações. São competências fundamentais que favorecem a aquisição das habilidades de leitura e escrita.
PALAVRAS-CHAVE: RECUPERAÇÃO PARALELA, LINGUAGEM ESCRITA, CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

TÍTULO: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS: A INTERVENÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM.
AUTOR(ES): MARCELO MESSIAS DA SILVA
RESUMO:
Durante séculos a memória viva dos povos foi perpetuada pela ação de contar e ouvir histórias. Como heranças remotas da civilização, o conhecimento acumulado pelas gerações foi sendo transmitido através da linguagem oral, constituindo-se num verdadeiro legado da cultura popular, surgindo, assim, mitos, lendas e contos diversos. Entretanto, com o avanço tecnológico a prática da narrativa foi sendo relegada e desaparecendo das escolas os momentos e espaços para a fantasia passada pela oralidade e pelos livros. De acordo com o MEC (04/2006), 55% dos alunos do Ensino Fundamental apresentaram, com relação à Língua Portuguesa, desempenho crítico e muito crítico (dados SAEB). Esse dado é alarmante, pois tais alunos levarão consigo, para os anos posteriores, este mau desempenho, acarretando prejuízos futuros em toda a sua formação educacional. A partir desses fatos, teóricos vem desenvolvendo estudos com a necessidade de compreender os problemas de aprendizagem, surgindo então a psicopedagogia, que é uma área de estudo que se ocupa da aprendizagem humana, a qual atua sobre diagnósticos e interfere na aprendizagem à luz do desenvolvimento da criança, contando principalmente com as contribuições oferecidas pela epistemologia genética e pela psicologia do desenvolvimento afetivo. Nas escolas o psicopedagogo assume um compromisso com a melhoria da qualidade de ensino, trabalhando com grupos, no objetivo de desenvolver habilidades e competências, utiliza equipamentos especializados, sistemas específicos de avaliações e estratégias capazes de atender os alunos e auxiliá-los em sua produção escolar. Como é o caso desse projeto, onde colocamos os sujeitos da pesquisa em contado com as relações diante de tarefas e dos vínculos da contação de histórias, com o objetivo de conhecimento, desta forma, resgatando, positivamente o ato de aprender. Este trabalho terá uma visão de intervenção psicopedagógica em parceria com a escola, e ainda, ser de metodologia de apoio ao ensino aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA, EDUCAÇÃO, ENSINO/APRENDIZAGEM

TÍTULO: PROFESSORAS ALFABETIZADORAS E SUAS REPRESENTAÇÕES DO ENSINO DA LÍNGUA ESCRITA
AUTOR(ES): MARGARETE MARIA DA SILVA, MARIA EMÍLIA LINS E SILVA
RESUMO:
Este estudo pretende discutir as representações docentes do ensino da língua escrita nas séries iniciais do ensino fundamental. Apreender o ensino da língua escrita como um objeto de representação social significa buscar entender que construções sociocognitivas as professoras alfabetizadoras estão desenvolvendo em relação a este ensino. Na metodologia, utilizamos o Teste de Associação Livre de Palavras (TALP) que foi respondido por 62 professores das séries iniciais da Rede Municipal de Ensino da Cidade do Interior Paulista, que fazem parte de uma formação continuada oferecida pelo referido município na área de ensino da língua. Destes foram selecionados 10 professoras para participarem das entrevistas. Os dados coletados no TALP, através dos estímulos ESCRITA e ENSINO DA LÌNGUA ESCRITA, foram tratados no software Trideux, e foi feita a análise fatorial observando-se os elementos estruturadores do núcleo central das representações. Os resultados apontam que as professoras concebem o ensino da língua escrita como uma ação planejada, tendo como principal objetivo a aprendizagem da leitura e da escrita. Ao abordarem o processo de apropriação do sistema de escrita alfabética, citam a realização do ditado como uma prática constante para o diagnóstico do nível de escrita dos alunos e como um recurso para se planejar as atividades que serão realizadas, envolvendo também as atividades de produção textual espontânea. Destacam também o ditado como um recurso para intervir na escrita dos alunos levando-os a refletir sobre a escrita das palavras. Quando relatam sobre a prática de ensino da língua escrita, elas mencionam as mudanças ocorridas neste ensino e a repercussão destas em suas práticas, assim como, justificam a permanência de certas ações. Em suma, as representações docentes do ensino da língua escrita apontam em direção às (não)inovações ocorridas e traz subjacente em suas ações as tensões e conflitos ocasionados por estas e os fatores que implicam neste processo.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DA LÍNGUA ESCRITA, PROFESSORAS ALFABETIZADORAS, REPRESENTAÇÃO SOCIAL

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 24
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: OS CONCEITOS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO PRESENTES NA PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA VOLTADA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): MARIA ANGÉLICA OLIVO FRANCISCO LUCAS
RESUMO:
Neste estudo analisamos como os processos de alfabetização e letramento são conceituados pela produção bibliográfica voltada para a educação infantil. Para tanto, selecionamos artigos, livros e capítulos de livros que tratam de tais processos e da educação infantil concomitantemente, publicados entre 1980 e 2005. Tal recorte foi estabelecido levando-se em consideração o crescimento da produção bibliográfica das duas áreas envolvidas nesta pesquisa - alfabetização e letramento e educação infantil - no período em questão, comprovado por pesquisas de estado da arte. Na análise realizada verificamos que a necessidade de rever o conceito de alfabetização marca parte significativa dos textos selecionados. Pautados tanto na perspectiva construtivista, como na histórico-cultural, a maioria dos textos estudados afirma que a alfabetização é um processo amplo que inicia antes de a criança ingressar na escola e envolve o reconhecimento das finalidades da linguagem escrita, seus usos e funções. A respeito do conceito de letramento, por ser um fenômeno recente, poucos dos textos analisados o mencionam e o diferenciam do processo de alfabetização. Destacamos que o estudo realizado permitiu identificar na produção bibliográfica analisada a presença de dois movimentos: um de “redefinição do conceito de alfabetização“, característico principalmente dos anos 1980, e outro de “diferenciação dos conceitos de alfabetização e letramento“, característico do final da década de 1990 até os dias atuais. Por meio dessa análise, defendemos a manutenção dos dois termos - alfabetização e letramento - por se referirem a processos de natureza distinta, envolverem aprendizagens diferenciadas e requererem procedimentos de ensino também diferenciados, apesar da relação de interdependência e de indissociabilidade que há entre eles. Concluímos que tal distinção é, ao nosso ver, condição indispensável para dotar a prática pedagógica de intencionalidade e sistemacidade, inclusive a desenvolvida em instituições de educação infantil, historicamente marcada pelo assistencialismo.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: A CAMINHO DA TEXTUALIDADE NA LINGUAGEM ESCRITA
AUTOR(ES): MARIA APARECIDA LOPES
RESUMO:
É certo que as práticas pedagógicas de ensino de leitura e escrita no Brasil, centradas no texto, a partir da década de 80, revelam avanço, mínimo que seja, no que se refere à busca da textualidade e do texto como unidade de sentido, conforme atestam os resultados da “Avaliação de Desempenho”, prova aplicada a alunos de 5º ano (II Ciclo) da Rede Municipal de Ensino de Campinas (RMC), em 2008. Ultrapassou-se o nível de textos “cartilhescos”, resultantes de um amontoado de frases desarticuladas entre si, para textos parecidos como o do famoso “Menino Piolhento”, nos quais se constata a tentativa de construção de sentidos. Porém, quase 70% das narrativas elaboradas, nesta avaliação em questão, demonstram que os alunos possuem pequena familiaridade em utilizar-se de recursos de coesão e coerência, próprios da modalidade escrita, para construir a textualidade na linguagem escrita. O desafio a ser superado agora é ultrapassar este “nível de textualidade”. Conforme se pode perceber nas produções escritas dos alunos e nos materiais enviados pelos professores da RMC, há, sem dúvida nenhuma, uma prática escolar de escrita que é, de modo geral, precária no tratamento da escrita, na medida em que há uma prática de escrita desvinculada da leitura, não vem acompanhada de uma revisão ou refacção, em uma situação de uso de linguagem escrita limitada e artificial, dentre outros problemas que podem explicar o fraco desempenho dos alunos da rede. Refletir, portanto, sobre as práticas escolares que vêm orientando o ensino/aprendizagem da língua escrita é o objetivo deste trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS ESCOLARES, TEXTUALIDADE, COESÃO E COERÊNCIA

 

TÍTULO: A INTEGRAÇÃO ENTRE TEORIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: O QUE DIZEM AS ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): MARIA CECÍLIADE OLIVEIRA MICOTTI
RESUMO:
Constituem o foco desta comunicação os olhares de professoras sobre propostas de mudanças pedagógicas.Tomando-se como objeto de análise as manifestações de um grupo de docentes que lecionavam por ocasião da introdução do construtivismo no sistema de ensino público do Estado de São Paulo em 1984 e de um grupo de docentes que ,atualmente, se voltam para a aplicação da pedagogia por projetos, procura-se identificar as estratégias pelas quais ocorre a integração dos saberes práticos e teóricos no exercício docente. Os dados coletados em entrevistas semi-estruturadas e em depoimentos escritos por professoras são comparados, considerando-se os pontos relevantes na apropriação das teorias, os conceitos que destacam como fundamentais nesse processo e os procedimentos que identificam nas transformações de suas práticas. Neste contexto, o letramento e o domínio do código alfabético ganham destaque . Quanto ao construtivismo, os resultados indicam diferenças nas interações que os docentes estabelecem com as teorias e nos aspectos da prática que são mais relevantes na realização de mudanças em sala de aula. Essas diferenças revelam a ocorrência de processos cognitivos nos quais a apropriação de saberes teóricos desempenham papel importante. Quanto à pedagogia por projetos, segundo os depoimentos de professoras que iniciaram o magistério em plena vigência do ensino oficialmente orientado pelo construtivismo, o enfoque das mudanças pedagógicas deixa de ser um processo de adequação das práticas à proposta para transformar-se na busca de alternativas para a solução de problemas do ensino.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZADO DO ENSINO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES , PROPOSTAS PEDAGÓGICAS

TÍTULO: LEITURA E LETRAMENTO DO IDOSO
AUTOR(ES): MARIA DO CARMO BATISTA DA SILVA
RESUMO:
Nas últimas décadas, aumentaram as discussões sobre o idoso e a garantia de seus direitos. E, dentre eles, o direito à Educação. Assim, o objetivo deste trabalho é é fazer uma reflexão quanto à presença do educando idoso na educação formal e o seu processo de letramento e leitura, pois ele encontra-se, normalmente, inserido na Educação de Jovens e Adultos e não tem um currículo e nem conteúdos que privilegiem as suas necessidades específicas e nem valorizem a sua experiência de vida e de leitor, muitas vezes. Assim, propomos um trabalho em sala de aula que desenvolva a leitura para o educando idoso na perspectiva de sua funçao social, partindo dos gêneros textuais. Iniciando pela leitura dos textos da tradição: fábulas, contos de fada, contos maravilhosos , causos e outros tão presentes no imaginário social, servindo de ponte entre a oralidade e a escrita, bem como, de ponto de partida para a leitura e compreensão de outros enunciados. Neste aspecto, o educando idoso terá a sua experiência e a sua vivência, valorizadas e poderá iniciar um processo de letramento que o levará a estar à insersão no mundo letrado, podendo desenvolver as suas capacidades intelectuais, bem como, exercer a sua cidadania. Poderá também, desenvolver a sua autonomia de leitor, pois partirá daquilo que já é seu conhecido e avançará para outros patamares; desenvolverá estratégias de leitura, por intermédios da mediação do educador.
PALAVRAS-CHAVE: IDOSO, LEITURA, GÊNEROS LITERARIOS

 

TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA: A SALA DE AULA COMO UM ESPAÇO INCLUSIVO
AUTOR(ES): MARIA DO ROSÁRIO DA SILVA MEDEIROS, LOUIZE LIDIANE LIMA DE MOURA
RESUMO:
A leitura e a escrita são práticas sócio-culturais que favorecem a agência humana fora e dentro do contexto escolar. Geram, por isso, a possibilidade de se realizar um trabalho com a linguagem mais eficaz e significativo que promova a mudança e a inclusão de alunos desfavorecidos economicamente. Nesta perspectiva, o objetivo desta comunicação é evidenciar como se pode incluir socialmente, utilizando-se a linguagem como instrumento de agência e mudança social. A abordagem metodológica utilizada é qualitativa de natureza etnográfica com foco no contexto da sala de aula, vista como uma comunidade de aprendizagem que se constitui de forma participativa e colaborativa. Os dados que fundamentam a análise foram gerados em aulas de Língua Portuguesa ministradas numa escola pública da cidade do Natal/RN, desenvolvendo uma prática mais produtiva através dos Projetos de Letramento, entendidos como uma prática social em que a leitura e a escrita devem ser efetivadas a partir de um interesse real da vida dos alunos e não para atender a objetivos circulares como ‘escrever para aprender a escrever’ e ‘ler para aprender a ler’. Os resultados obtidos evidenciam o desejo dos aprendentes pelo conhecimento contextualizado, mesmo em condições sócio-econômicas extremamente desfavoráveis e, também, a valorização de novas alternativas de ensino-aprendizado. Conclui-se, a partir da análise das situações de ensino-aprendizagem construídas e do impacto provocado junto aos professores e alunos envolvidos, que o ensino situado de língua materna por meio dos projetos de letramento promove a agência e, naturalmente, a inclusão social.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETOS DE LETRAMENTO, LEITURA E ESCRITA, INCLUSÃO SOCIAL

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 25
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: A MEDIAÇÃO ALFABETIZADORA NA PRODUÇÃO DE LEITURA E DE ESCRITA DE GÊNEROS E SUPORTES TEXTUAIS: O DESAFIO DE ALFABETIZAR NA PERSPECTIVA DO LETRAMENTO
AUTOR(ES): MARIA ELISA DE ARAÚJO GROSSI
RESUMO:
A comunicação visa compartilhar a pesquisa de Mestrado por mim realizada em 2007, que teve como objetivo analisar a mediação realizada por uma alfabetizadora numa turma de crianças de seis anos de uma escola da Rede Municipal de Belo Horizonte. A prática observada revelou a utilização de textos, de diferentes gêneros textuais (e suportes), durante o processo de alfabetização e letramento das crianças. A investigação mostrou como os gêneros textuais são instrumentos (ROJO,2004) essenciais no processo de apropriação da língua. Foi possível observar como crianças não alfabetizadas foram capazes de ler e de produzir textos autênticos, por meio da mediação da alfabetizadora da turma. Observou-se, também, como as crianças de seis anos possuem conhecimentos prévios sobre os diferentes assuntos tratados nos textos trabalhados em sala de aula, bem como sobre a estrutura composicional dos mesmos.Implícita nos eventos de letramento observados em sala de aula, percebe-se uma concepção de língua como um processo de interação entre sujeitos, em que os participantes vão construindo os sentidos dos textos por meio da interlocução que se estabelece. A prática observada demonstrou que o gênero textual dá forma às ações e às intenções humanas (BAZERMAN,2006). O estudo proporcionou uma compreensão de como a utilização de gêneros textuais ( e suportes) na sala de aula possibilita uma aprendizagem mais significativa, abrindo a porta da escola para a vida que acontece fora dela.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS TEXTUAIS, LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO

TÍTULO: AS MARCAS DE UMA ESCRITA TECIDA NAS TRAMAS COTIDIANAS
AUTOR(ES): MARIA FRANCISCA MENDES
RESUMO:
O trabalho enfatiza a construção de uma professora sobre o aprendizado da língua escrita, ao abordar teoria e prática em diferentes conjunturas históricas e amplitudes de algumas das propostas conceituais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, ao longo de 25 anos de magistério. Ressignificar a ação cotidiana, nas tramas que se tecem no interior da escola, não é um percurso simples e muito menos definitivo. Na vida de estudante e de professora, realidades distintas porém complementares se confrontam e produzem atos de resistência ou desistência, dependendo do contexto histórico e das dimensões sociais e políticas de cada escolha. As memórias reveladas enlaçam momentos decisivos dessa dupla trajetória na construção da identidade profissional. Entendendo a docência como uma aventura diária, elaboro uma visão crítica das questões conflituosas e incoerentes ao ato de educar, desde a interação com cartilhas e manuais de alfabetização - que organizavam e insensibilizavam idéias e procedimentos - até a liberdade de poder ousar e (re)aprender junto com as crianças. As experiências educativas, estruturadas nos embates da prática diária, no diálogo com propostas conceituais da SME, e nas leituras que ampliam o referencial teórico, garantem aprofundar uma compreensão crítica de quem se percebe na ambiguidade entre o fazer de novo e renovar o fazer. Na medida em que passo a interagir com novas concepções teóricas - um encontro tenso entre a possibilidade da mudança e a manutenção da segurança que já não mais satisfaz - surge a necessidade de reconstruir a ação cotidiana à luz das contribuições conceituais, ora concordando, ora comparando, mas sempre interrogando o fazer diário. As lembranças acabam permitindo repensar a complexidade dos fenômenos discursivos que contribuem na construção de um conhecimento individual e coletivo, a partir da concepção de escola como lugar privilegiado de aprendizagens pedagógicas, sociais, culturais.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, PROPOSTAS CONCEITUAIS

 

TÍTULO: HISTÓRIAS DE VIDA DE PROFESSORAS BEM SUCEDIDAS COMO FUNDAMENTO DE ORGANIZAÇÃO DAS POLÍTICAS EDUCATIVAS DE FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES
AUTOR(ES): MARIA IOLANDA MONTEIRO
RESUMO:
Alguns estudos têm contribuído para a organização de políticas educativas de formação, mas há ainda a escassez de pesquisas relacionadas às práticas alfabetizadoras e à formação profissional do professor alfabetizador (André, 2002). Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo a articulação de saberes e práticas de quatro alfabetizadoras bem sucedidas que exerceram a profissão nas décadas de 50 a 80, no Estado de São Paulo, com as características da legislação sobre a formação de professores alfabetizadores no Brasil. Utilizaram-se narrativas orais (Dominicé, 1988; Nóvoa, 1995), análise documental referente às práticas de alfabetização e à formação de alfabetizadores, no período de 1999 a 2006 (Silva Neta, 2008), para o entendimento da formação do professor na atualidade. O fundamento teórico de Cagliari (1999), Lahire (2002) e Tardif (2003) permitiu a investigação dos saberes da infância pré-escolar, da vida escolar, da trajetória no curso de formação, da vida profissional e das características das práticas alfabetizadoras, que ofereceram orientações para o entendimento do sucesso escolar dos alunos e para a organização de políticas educativas de formação de alfabetizadores. A pesquisa identificou que apenas dois documentos apresentaram referências explícitas, a respeito da formação dos professores que irão se dedicar à tarefa de alfabetizar, relacionada ao ensino da leitura e escrita nas séries iniciais do Ensino Fundamental. As questões específicas referentes à alfabetização e seu vínculo com a formação de professores alfabetizadores estão ausentes e as contribuições dos manifestos do “mundo oficial“ para o “mundo real“ não foram significativas. Os resultados revelaram ainda que as histórias de vida de professoras bem sucedidas apontam subsídios para a organização das políticas educativas de formação de alfabetizadores, como saberes e práticas que sustentam o êxito na alfabetização, proposta inovadora de ensino individualizado e de práticas avaliativas, presença de uma ética de trabalho profissional e de autonomia pedagógica.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA DE VIDA, POLÍTICAS EDUCATIVAS, FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES

 

TÍTULO: A PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS: UM ESTUDO NO PORTAL DA AMAZÔNIA - PRÁXIS-ALFA
AUTOR(ES): MARIA IVONETE BARBOSA TAMBORIL, JURACY MACHADO PACÍFICO
RESUMO:
O trabalho apresenta o resultado dos estudos desenvolvidos a partir do projeto “A prática pedagógica de professoras alfabetizadoras: um estudo no Portal da Amazônia”, que teve por objetivo analisar o impacto do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA), no desenvolvimento do trabalho pedagógico das professoras alfabetizadoras que atuam nas classes do Ciclo Básico de Aprendizagem (CBA), nas escolas estaduais, no município de Vilhena. O programa analisado, O PROFA, era destinado a atender prioritariamente professores e professoras que alfabetizavam, tanto crianças, como adultos. A partir de uma abordagem qualitativa e tendo como fonte de coleta dos dados empíricos a pesquisa documental, a observação e o grupo focal, descreve – com base no trabalho pedagógico – saberes mobilizados pelas professoras alfabetizadoras em situações do cotidiano da sala de aula. Com base na observação foi possível desenvolver registros, in loco, sobre as experiências cotidianas das professoras, sujeitos deste estudo, e apreender os significados por elas atribuídos às suas realidades e às suas próprias ações. Os dados mostram que a prática docente exige ação e decisão o tempo todo e que para isso as professoras precisam mobilizar diferentes saberes na tentativa de agir e decidir com maior precisão. Observa que saberes importantes propostos pelo Programa, tais como o planejamento didático que considere os saberes já construídos pelos alunos e alunas, a realidade sócio-cultural real das crianças e a elaboração de uma rotina semanal que equilibre diferentes modalidades organizativas, ainda não estão totalmente presentes no trabalho pedagógico das professoras alfabetizadoras.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DOCENTE, ALFABETIZAÇÃO, ENSINO E APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: “REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA DE ALFABETIZAÇÃO NO TRABALHO DE FORMAÇÃO CONTINUADA”
AUTOR(ES): MARIA JOSÉ PINHEIRO FIGUEIRA DE MELLO, MARIA CRISTINA DE LIMA
RESUMO:
A comunicação pretende apresentar reflexões sobre a formação continuada em leitura e escrita oferecida aos “professores alfabetizadores” no Curso “Refletindo sobre a Prática de Alfabetização”. O trabalho foi desenvolvido, junto a 1000 professores regentes do 1º Ciclo de Formação do Ensino Fundamental da Rede Pública de Educação da Cidade do Rio de Janeiro, tendo como referência teórica a perspectiva histórico–cultural, que concebe a linguagem enquanto constituidora do sujeito. Na tentativa de desvelar aspectos fundamentais das relações de ensino, optou-se por um eixo metodológico de estudo e reflexão sobre o ensino e aprendizagem da linguagem escrita vividas por professores e alunos no cotidiano escolar. Assim, foi possível descobrir indícios de conhecimentos e práticas ausentes na formação do professor alfabetizador. Por compreender o processo de alfabetização numa dimensão discursiva, ao abordar os temas eleitos, “ Alfabetizando com o texto”; “Avaliação: um processo”; “Análise e escolha de livro didático”; “ Produção de texto” e “Linguagem Oral e Linguagem Escrita”, utilizou-se das seguintes indagações - O quê? Como? Quando? Por quê? Para quê? – suscitando reflexões sobre a relação de ensino como espaço de interlocução constante e como “lugar” das diferentes práticas culturais. Para tal, fizemos uso de diversos instrumentos de registro (relatos, produção de material, avaliações,) que revelaram os modos de compreender e realizar o processo de alfabetização, possibilitando a produção de novos saberes pedagógicos.O percurso de estudo se deu a partir de alguns aspectos fundamentais: concepção de linguagem e de alfabetização; sistematização da estrutura da linguagem escrita; metodologia de trabalho; dimensões da linguagem escrita; trabalho com a linguagem oral no processo de apropriação da leitura e da escrita.Assim, buscou-se oportunizar aos professores alfabetizadores um percurso de análise sobre os conhecimentos e concepções que embasam toda e qualquer prática pedagógica
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LINGUAGEM, FORMAÇÃO CONTINUADA

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 26
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: LÍNGUA ESCRITA: REPENSANDO AS HIPÓTESES SOBRE AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): MARIA LETÍCIA CAUTELA DE ALMEIDA MACHADO
RESUMO:
Nas últimas décadas temos acompanhado um número crescente de alunos que, por não seguirem a linearidade curricular da escola, tem recebido o diagnóstico de portadores de uma dificuldade de aprendizagem da língua escrita. Tal dificuldade tem sido atribuída, recorrentemente, a deficiências inerentes ao sujeito. O objetivo deste trabalho é trazer contribuições teóricas que permitam reconsiderar as hipóteses dessa dificuldade de aprendizagem da língua escrita. A noção de dificuldade de aprendizagem da escrita foi desenvolvida pela área médica, distante do contexto escolar, a qual tentou explicar o que consideravam um distúrbio de escrita apoiadas em suposições acerca do aparato biológico do sujeito. Em direção oposta, parto do pressuposto que as chamadas dificuldades de aprendizagem da escrita referem-se a uma problemática de dimensões socioculturais, com base nas quais são constituídas as condições materiais e subjetivas que têm historicamente limitado as possibilidades de diferentes sujeitos fazerem uso efetivo da escrita. Processos de escrita, apresentados por um número expressivo de brasileiros, são desqualificados e avaliados como patológicos a partir de mecanismos de exclusão, assimilação e aculturação. É necessário refletirmos sobre os efeitos que uma visão patologizadora produz sobre os processos de construção da escrita e de constituição de subjetividades. No lugar ainda hoje ocupado pelo conceito de distúrbio deve-se instaurar a categoria “diferença” e nela focar os estudos e as pesquisas.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA ESCRITA , DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM, FRACASSO ESCOLAR

TÍTULO: A INFÂNCIA E A ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL : A CRIANÇA E O DIREITO À CIDADE.
AUTOR(ES): MARIA TEREZA GOUDARD TAVARES
RESUMO:
O presente trabalho é fruto da pesquisa de doutoramento “ Os pequenos e a cidade: O papel da escola na construção de uma alfabetização cidadã”, desenvolvida em parceria com escolas Públicas da cidade de São Gonçalo , na região do Leste Fluminense. Pretendemos com a comunicação em tela reafirmar o papel da metrópole contemporânea na alfabetização Patrimonial(TAVARES,2003)das crianças da educação infantil. Defendemos que a alfabetização patrimonial possibilita a criança a leitura de seu patrimonial cultural, dando ênfase tantos aos “bens de pedra e cal”, quanto ao patrimônio intangível, denominado imaterial da cidade. É uma ferramenta teórico-prática que possibilita a criança (re)fazer a leitura do mundo que a rodeia, ampliando sua compreensão do universo sócio-cultural e da trajetória histórico-temporal em queestá inserida .Ela possui um caráter transversal e de uma política cultural, na qual o conceito de alfabetização éampliado, tomando por base a perspectiva freireana de alfabetização , em que a leitura de mundo antecede, precede e acompanha a leitura da palavra , transformada em “palavramundo”. O trabalho apresenta a cidade como um “livro de espaços”(ALVAREZ,1996 ) potencialmente ensinante de um outro ethos de convivibilidade social, cabendo , portanto, aos sistemas escolares interagir na e com a cidade, com a sua polifonia( CANEVACCI, 1993) e texturologias (CERTEAU, 2000). Reforçamos o papel das escola de Educação infantil em ensinar e garantir o “direito à cidade” ( LEFEBVRE,1991), entendendo que o currículo da educação da infância pode propiciar experiências epistêmicas riquíssimas de fruição e aprendizagens da e na cidade.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA E A CIDADE, ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL, CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): MARIA VITORIA DA SILVA
RESUMO:
O presente trabalho faz parte da minha dissertação de mestrado e tem por objetivo identificar e discutir práticas de leitura desenvolvidas por professores de diferentes disciplinas que ministram aulas nas séries finais do Ensino Fundamental. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas realizadas com cinco professores experientes e analisados a partir de referenciais teóricos da área de leitura – Silva, Chartier, Kleiman, Soares, Abreu, etc. e da área de formação de professores – Candau, Mizukami, Nóvoa, Imbernón, etc. Os dados apresentam, entre outros, pistas sobre as dificuldades enfrentadas por esses professores para desenvolver práticas de leitura em sala de aula, visto que, ao longo da sua formação inicial não tiveram vivências com questões referentes ao campo teórico da leitura. O aluno que ingressa nas séries finais do Ensino Fundamental deve ter o domínio da leitura, mas cabe ao professor que atua nesse nível de ensino contribuir, por meio de práticas de leitura planejadas com objetivos específicos, para que o aluno continue desenvolvendo, de maneira progressiva, suas habilidades de leitor competente e lhe forneça instrumentos para que a leitura se torne um processo efetivo que o ajude no desenvolvimento de novas aprendizagens. Para tanto, faz-se necessário um trabalho coletivo em que todo o professor tome para si a responsabilidade de formar o aluno leitor, discutindo, propondo e planejando práticas de leitura que atendam às reais necessidades dos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: APROPRIAÇÃO DA LÍNGUA ESCRITA:REFLEXÕES DE UMA PROFESSORA ALFABETIZADORA
AUTOR(ES): MARIANA DE MELO E SILVA AMARAL
RESUMO:
A apropriação da linguagem escrita como marco na vida da maioria das crianças da sociedade brasileira é feita na escola. Diferentemente do previsto, nem sempre esta apropriação ocorre, muitas crianças encontram obstáculos em sua caminhada escolar por terem apenas adquirido o código. Consequentemente, não se tornam leitores fluentes tampouco escritores, não podendo desta forma ter acesso a diversidade e a riqueza da linguagem escrita. Na contramão de metodologias que apenas ensinam o código, surgem pesquisas que revelam a criança como sujeito na construção do conhecimento, capazes de expressar e construir seu pensamento e suas hipóteses sobre a linguagem escrita. A pesquisa mostra uma possibilidade de reflexão e teorização da prática onde a autora aponta como as crianças pensam e no processo de alfabetização vão se apropriando da linguagem escrita ocorrendo o que comumente chamamos de letramento. A pesquisa apresentada foi escrita com base no trabalho docente da autora nas escolas da rede municipal de Petrópolis,tendo como base teórica alguns autores como Paulo Freire, Ana Teberosky, Emília Ferreiro, Vygotski. Teve como finalidade observar e refletir sobre a apropriação da linguagem escrita pelas crianças trazendo a prática, a ação das crianças e a teoria para dialogarem nesta reflexão. Possibilidades de construção de conhecimentos se abrem quando o professor não é mais o centro, quando o professor e não apenas ele, mas também o aluno possui saberes e esses saberes podem dialogar e nesta interação o conhecimento é construído. O texto aqui apresentado traz as reflexões sobre a prática alfabetizadora, os saberes infantis sobre a língua escrita assim como reflexões acerca da prática da leitura e da produção textual na escola necessárias para a plena alfabetização do cidadão.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, SABERES, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: LETRAMENTO E TERMOS CHAVES PRESSUPOSTOS E DEFINIÇÕES SEGUNDO STREET E LEFSTEIN
AUTOR(ES): MARISA TERESINHA TEUSCHEL
RESUMO:
O trabalho buscará analisar e compreender um dos capítulos do livro Literacy: an advanced resource book, escrito por Brian Street e Alam Lefstein. O recorte ao qual deterei as análises agrega a Seção B, do referido livro, e desenvolve o tema das palavras-chave, em relação aos entendimentos do termo Letramento. Os autores investem no estudo dos termos educacionais de letramento, termos antropológicos e termos psicológicos, e propõem que o leitor veja as diferenças em tais disciplinas. Embasado e orientado pela Linha de Pesquisa dos Estudos Culturais, o trabalho apresentará as principais idéias dos autores do livro. A pesquisa, igualmente, focará a estrutura e organização do livro e lançará um olhar questionador sobre os questionamentos realizados pelos autores, que acompanham o texto por toda a obra. Após explanação das idéias dos autores serão apresentadas linhas de análise e discussão. A proposta é que pensemos sobre o que considerar sobre o próprio letramento. Haverá uma forma certa de se pensar letramento e o que se leva em consideração sobre ele? Quem está autorizado ou quem se autoriza a fazer tal análise e escolha? O papel da leitura e da escrita faz parte da história, ou até, fazem a história? Em cada época, suas especulações, afirmações... esta será a época em que se procura forjar uma identidade, uma verdade para elementos tão importantes para a sociedade, como a leitura e a escrita? Estas são interrogações que precisamos ter presente caso estejamos engajados na luta contra as padronizações, que acabam por marginalizar indivíduos e privilegiar outros. Temos que escutar as vozes silenciadas que falam dos seus letramentos, principalmente quando falamos em letramento! Ou letramentos?!
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, TERMOS-CHAVES, LEITURA E ESCRITA

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 27
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 01

TÍTULO: JORNAL: UMA POSSIBILIDADE DE LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): MARJA MILENE BELEGANTE COSTA
RESUMO:
O presenta trabalho trata de uma reflexão teótrica e prática acerca do letramento/alfabetização na infância, utilizando como metodogia a sequencia didática. O público envolvido nesta pesquisa foram doze crianças, entre cinco e seis anos, do Centro de Educação Inafantil Eília Piske da Rede Pública Municipal de Ensino, na cidade de Blumenau. O objetivo da pesquisa é discutir quais as implicações do letramento/alfabetização na Educação Infantil, utilizando um planejamento baseado em uma sequncia didatica, focando o gênero capa do jornal. Apartir da divulgação da lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em que as crianças de seis anos devem ser matriculadas na escola tem surgido muitas dúvidas quanto ao trabalho pedagógico, tanto para as crianças de cinco e seis anos que permanecem na Educação Infantil, quanto para as crianças de seis anos que ingressam no Ensino Fundamental. Desta forma, percebe-se a necessidade de aprofundar os conceitos referentes ao letramento/alfabetização. Para tanto, foram desenvolvidos estudos teóricos com base em Soares (2000 e 2001), Scheuwly e Dolz (2004), Sarmento; Cerisara et all. (2004) e Vygotsky (1984 e 1998). O processo metodológico para a coleta de dados deu-se a partir do planejamento da seqüencia didática, tendo como foco o gênero capa de jornal. O recurso utilizado foi a filmagem e a transcrição da mesma, permitindo uma análise mais detalhada de dados. Os resultados da pesquisa apontam a seqüencia didática como uma metodologia apropriada para trabalhar as questões de letramento com gêneros orais ou escrito, neste caso o jornal, que possibilita inserir as crianças nas práticas sociais de leitura e escrita, na Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LETRAMENTO, SEQUENCIA DIDÁTICA

 

TÍTULO: APRENDER A LER E A ESCREVER: NECESSIDADE DE CONSTRUIR OUTRAS VEREDAS
AUTOR(ES): MARTA LIMA DE SOUZA
RESUMO:
A discussão da alfabetização e do letramento reflete as tensões, disputas, conflitos e interesses que atravessam a história do país e da educação brasileira. Neste texto, pretendemos discutir tais conceitos, a partir da constituição do Continente americano, em especial do território latino-americano, do lugar hegemônico que a Europa ocupou/a na produção de subjetividades e intersubjetividades, que têm como pano de fundo a “colonialidade do poder” (Quijano, 2005). A intenção consiste em compreender os sentidos que o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita vão assumindo ao longo desse processo histórico, de forma breve, com base nas subjetividades que vão se formando nessa relação entre colonizadores e colonizados, discussão empreendida no primeiro tópico. No segundo tópico, discutiremos os conceitos de alfabetização e o letramento, visando à revelação dos múltiplos sentidos que assumem nos diferentes tempos e espaços históricos em que são produzidos, principalmente em relação à aprendizagem dos jovens e adultos, concluindo que há muitas alfabetizações e letramentos. O terceiro tópico pretende rever, a partir dos diferentes sentidos apresentados, os paradigmas sobre o ensinar e aprender a ler e a escrever, na proposição de reconstruí-los, significativamente, de modo que possibilitem a construção de outras subjetividades e intersubjetividades emancipatórias e autônomas na utopia de uma sociedade que reconheça o direito às diferenças.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, EJA

 

TÍTULO: LETRAMENTO DIGITAL DOS PROFESSORES E ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS DE CAMPINAS – REGIÃO DOS AMARAIS
AUTOR(ES): MAYARA CRISTINI NOVELETO, PRISCILA CRISTINA CLAUS
RESUMO:
o presente trabalho apresenta os resultados parciais de duas investigações que estão sendo protagonizadas por graduandas do curso de Pedagogia do Unisal e financiadas pelo PIBIC-CNPq (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com prazo de conclusão previsto para junho do corrente ano. As duas pesquisas em andamento aqui relatadas tratam do letramento digital em escolas estaduais na região dos Amarais, em Campinas-SP: E. E. Profª Castinauta B. M. Albuquerque e E. E. Trinta e Um de Março. Um dos projetos tem como foco os professores e o outro os alunos dessas duas escolas públicas. Por meio do levantamento de dados quantitativos e qualitativos, pretende-se mapear a infra-estrutura informática oferecida pelas escolas e identificar o nível de letramento digital de seus professores e alunos, suas causas, conseqüências, obstáculos e contribuições ao processo de ensino-aprendizagem. Além disso, é também intenção de ambas as pesquisas apontar caminhos que possam transformar a prática pedagógica, incluindo o uso da informática. Assim, os dois projetos justificam-se pela tentativa de indicar possíveis alternativas que facilitem o processo educativo mediado pela informática, visando a uma possível transformação da realidade das escolas públicas de periferia. Entre os resultados esperados está a possibilidade de conscientizar professores e alunos da escola pública estadual paulista sobre a importância de hoje em dia ser letrado digitalmente, até mesmo porque tais investigações estão articuladas a uma pesquisa-ação que está sendo realizada pelo Programa de Mestrado em Educação do Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) nesta mesma região Campinas desde 2007.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DIGITAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: FAMÍLIA E ESCOLA MEDIADA POR PRÁTICAS LETRADAS: RELAÇÃO POSSÍVEL?
AUTOR(ES): MAYARA DOS SANTOS ARAUJO
RESUMO:
O presente trabalho está ligado a uma pesquisa mais ampla chamada “Mães, crianças e livros: Investigando as práticas de letramento em meios populares”, que tem como objetivo compreender as práticas de letramento presentes em meios populares, bem como discutir os diferentes modos de ser letrado. Temos como objetivo neste trabalho refletir acerca das relações entre a família e a escola e de que forma as práticas letradas desenvolvidas pelas famílias investigadas interferem nas relações desta com a instituição escolar. Trata-se de uma pesquisa etnográfica que busca investigar os sujeitos de duas famílias participantes e duas famílias que não participam do projeto anteriormente citado, para podermos analisar e compararmos essas quatro famílias. Essa pesquisa vem sendo realizada com sujeitos pertencentes à escola municipal São João do município de Três Lagoas - MS e como fonte para coleta de dados estamos utilizando entrevistas semi-estruturadas com as quatro mães, com as professoras das crianças e com a supervisora da escola. Temos observado com base nas entrevistas feitas até momento que a escola se empenha em trazer as famílias às vivências do cotidiano escolar e apóia esse ato. Assim, nos perguntamos até que ponto as práticas letradas desenvolvidas pelas famílias estudadas interferem no tipo de relações que desenvolvem com a instituição escolar, como as famílias participam da escola e como a escola vê essa relação família e escola.
PALAVRAS-CHAVE: FAMÍLIA, ESCOLA, LETRAMENTO

TÍTULO: A EVASÃO DOS PROFESSORES DAS CLASSES DE ALFABETIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PIRAPORA-MG: UMA ANÁLISE.
AUTOR(ES): MÁRCIO ANTÔNIO SILVA
RESUMO:
O presente texto tem como objetivo discutir e analisar a evasão dos professores de turmas de alfabetização que vem ocorrendo nas escolas da rede municipal de ensino de Pirapora-MG. Neste sentido, foi realizada uma pesquisa exploratória em cinco escolas municipais com 60 professores que atuam nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. Foi solicitado dos professores que manifestassem a sua opinião por escrito destacando os motivos pelos quais de maneira geral, os professores mais experientes não querem atuar em turmas de alfabetização nas respectivas escolas. Com base no material produzido pelos professores foram organizadas quatro categorias de análise: o desgaste físico e emocional dos professores; a falta de apoio de profissionais de outras áreas do conhecimento nas escolas; a desvalorização profissional e a dupla jornada de trabalho e a aposentadoria como expectativa de término da profissão. Os resultados desta pesquisa destacam um conjunto de fatores estruturais na rede que concorrem para que os professores, abandonem as classes de alfabetização. Sinalizam também que são os professores iniciantes e sem experiências que vão assumir o processo de alfabetização, apresentando indícios da origem do fracasso escolar nesta fase do ensino. Aponta também que a discussão do fracasso na alfabetização não passa somente pela questão dos métodos, formação de professores amplamente divulgados na mídia e programas de governo. Conclui, com um alerta, que a alfabetização é questão de política pública, e que, não houver do gestor municipal uma de continuidade nas ações e valorização profissional para que os professores queiram atuar no processo de alfabetização, no futuro os resultados serão drásticos para a qualidade do ensino na rede municipal de Pirapora-MG.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, EVASÃO DE PROFESSORES, POLÍTICAS PÚBLICAS

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 28
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA APROXIMAÇÃO ENTRE A TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL E AS TÉCNICAS FREINET
AUTOR(ES): MICHELLE DE FREITAS BISSOLI
RESUMO:
A inserção da criança da Educação Infantil no universo da cultura escrita demanda um processo reflexivo, por parte dos professores, para que eles possam realizar um trabalho sistematizado e intencional de aproximação significativa entre crianças e textos, tendo respeitadas as especificidades da aprendizagem e do desenvolvimento neste momento da vida. Neste trabalho, buscamos apresentar algumas reflexões sobre as aproximações entre as contribuições teóricas de Lev Semenovich Vigotski e seus colaboradores para o processo de formação de leitores e as técnicas propostas por Célestin Freinet, enfocando, por um lado, a pré-história da linguagem escrita, que se objetiva por intermédio de atividades como o desenho e o faz-de-conta e, por outro, as possibilidades de um trabalho pedagógico que se volte para a ampliação da necessidade de expressão da criança. Além disso, discutimos alguns dados de uma pesquisa crítico-colaborativa em andamento, realizada em um Centro Municipal de Educação Infantil da cidade de Manaus, cujo objeto é a compreensão da prática pedagógica desenvolvida, tendo em vista o brincar, o desenho e a escrita da criança. Os resultados parciais da pesquisa indicam que a aplicação das técnicas Freinet, como o Livro da Vida e o Jornal Escolar, aliadas ao aprofundamento teórico sobre o desenvolvimento da capacidade de representação simbólica, a partir dos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural, têm colaborado para que os professores qualifiquem melhor a sua atuação e para que as crianças percebam a função social da escrita.
PALAVRAS-CHAVE: TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL, TÉCNICAS FREINET, LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

TÍTULO: TUTORIA CENTRADA NA LEITURA DE LIVROS: UMA SEGUNDA CHANCE PARA ALUNOS COM DIFICULDADES EM LEITURA E ESCRITA
AUTOR(ES): MIRYAN CRISTINA BUZETTI
RESUMO:
A literatura indica a importância de alunos com baixo aproveitamento em leitura e escrita terem uma segunda oportunidade de ensino. Estudos internacionais e nacionais tem mostrado que a tutoria centrada na leitura de livros é uma segunda modalidade de ensino eficaz. A tutoria é planejada para estabelecer tanto um conjunto de habilidades mais simples, como possibilitar que a criança aprenda a monitorar sua própria leitura. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de um programa de tutoria individual, sobre as habilidades de leitura e escrita em crianças com histórico de fracasso escolar, na quarta série do ensino fundamental, com dificuldades nas habilidades de leitura e escrita e teve como participantes dois alunos de dez anos. Os participantes foram avaliados nas habilidades de leitura e escrita, antes e após a intervenção, em relação a seis aspectos: noções sobre a escrita, escrita livre de palavras, palavras ditadas, leitura de letras e palavras e leitura de dois textos. As atividades desenvolvidas em cada encontro foram: releitura de um livro familiar, leitura independente do livro no dia seguinte, identificação de letras, composição pela criança de uma história, recortar e construir a história, introdução de um novo livro e leitura de um novo livro. Comparando o desempenho dos participantes nas habilidades avaliadas antes e após a intervenção pode-se dizer que o programa é eficaz em crianças com dificuldades de leitura e escrita que já apresentaram histórico de fracasso escolar, pois os dois participantes apresentaram evolução. Os participantes aprimoraram o uso de algumas estratégias úteis para a leitura, principalmente a auto-correção e busca de significados, melhorando assim as habilidades avaliadas antes e após a intervenção, sendo que algumas habilidades como leitura de palavras e a leitura dos dois textos teve uma melhora significativa nos dois participantes.
PALAVRAS-CHAVE: TUTORIA, LEITURA E ESCRITA, DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES A DISTÂNCIA E USO DE RECURSOS INFORMATIZADOS NO ENSINO DA LEITURA
AUTOR(ES): NARA LUZ CHIERIGHINI SALAMUNES
RESUMO:
A pesquisa teve como objetivo compreender relações entre a formação inicial de alfabetizadores em curso de nível superior, desenvolvida na modalidade a distância, e as ações de ensino da leitura e da escrita com uso de recursos informatizados realizadas por professores egressos de curso Normal Superior com mídias interativas.
Entendendo-se que uma das condições para a superação do analfabetismo funcional e digital observado na população brasileira de hoje é, além da revisão das práticas tradicionais e antidemocráticas de alfabetização, a inserção responsável das tecnologias da informação e da comunicação no ensino da leitura e da escrita, procurou-se compreender, por meio de estudo de quatro casos, como pensam e agem didaticamente professores alfabetizadores formados em cursos em que o uso dessas tecnologias foi intensivo.
A pesquisa, que se constituiu em um estudo de casos múltiplos, está fundada nos conceitos de esquema e de tomada de consciência da epistemologia genética piagetiana. Apóia-se no entendimento de que conhecer é um processo mental ativo e construtivo de busca de solução de problemas, mediado pela incorporação de instrumentos, signos e símbolos culturais, cujo uso transforma a própria atividade de conhecer e o sujeito desta, pelo aprimoramento progressivo da atividade consciente. Os dados foram levantados em análise documental, observações e entrevistas filmadas, as quais seguiram os protocolos do método clínico-crítico. Os resultados indicam aspectos a serem considerados nos currículos de cursos de formação de alfabetizadores a distância; na organização escolar dos anos iniciais do ensino fundamental para a prevenção do analfabetismo funcional e digital e apresenta indícios do impacto da formação de alfabetizadores a distância no ensino fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO , FORMAÇÃO A DISTÂNCIA, LEITURA

 

TÍTULO: O GÊNERO DIÁRIO PESSOAL NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): NATÁLIA DE PAULA DO NASCIMENTO, JOSÉLIA MARTINS DAS NEVES
RESUMO:
A presente comunicação analisa a construção de conhecimentos acerca do gênero diário pessoal, por um grupo de 10 alunos de uma escola pública, na faixa etária de 09 a 13 anos, acompanhados semanalmente por professoras-bolsistas dos cursos de Letras ou Pedagogia, no Laboratório de Alfabetização/UFJF. O trabalho com o gênero diário pessoal foi proposto a partir de alguns eixos: (i) atividades variadas de escuta e leitura de diários (“Diário de um Banana”, “Diário de Serafina”, “Diário de Lúcia Helena” e outros mais.); (ii) exercícios pontuais acerca da estrutura composicional do gênero (data, vocativo, saudação, despedida/temas recorrentes: sentimentos, confissões e fatos cotidianos/a pessoa e o tempo verbal/linguagem coloquial, entre outros.); (iii) atividades de produção e revisão textual em torno dos diários elaborados pelos alunos. Os instrumentos de coleta dos dados foram: anotações em diário de campo, fotografias e gravações em vídeo dos momentos de elaboração textual e os diários pessoais escritos pelas crianças. A análise dos dados revelou que a produção do diário é vista pelos alunos, não apenas como expressão do que sentem/pensam, mas também como um balanço das próprias ações. Esses pequenos autores relataram cronologicamente fatos e acontecimentos do dia-a-dia consignando opiniões e impressões, confissões e/ou meditações. Além disso, os textos indicam o caráter de diálogo aberto e franco do escritor consigo mesmo e a fusão entre locutor/autor e destinatário/leitor, já que, muitas vezes, o diário era o próprio interlocutor do diarista, confundindo-se os interlocutores (BAKHTIN, 1994).
PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO DIÁRIO PESSOAL, PRODUÇÃO TEXTUAL, AUTORIA

 

TÍTULO: CONTAR HISTÓRIAS A PARTIR DO LETRAMENTO LITERÁRIO: CAMINHOS POSSÍVEIS
AUTOR(ES): NATHALIA CORNETO, LOREN DE OLIVEIRA LOPO GENEROSO
RESUMO:
Sabemos que os sistemas de escrita são produtos culturais e que a alfabetização e o letramento são processos de aquisição de um sistema escrito. A alfabetização possui um caráter individual. Já o objetivo do letramento é social, podendo fazer parte de uma sociedade letrada tanto indivíduos alfabetizados, quanto os não alfabetizados. Partindo desse pressuposto, podemos entender que sendo o letramento um agente de transformação social e não individual, a instituição escola deve atuar como agente social de difusão da literatura infantil, para que se crie estados mais avançados de letramento, pois é através do domínio aprofundado desses gêneros que o letramento se constitui e o indivíduo nele inserido se humaniza. Disponibilizar o contato com as histórias da literatura infantil para as crianças, nas escolas, faz parte das condições de letramento. Mas não basta oferecer os livros ou apenas ler as histórias no começo ou no final das aulas, são necessárias discussões sobre o assunto de que trata o livro e reflexões para que os alunos tenham condições de fazer inferências, antecipações, e estabelecer, assim, conexões entre seu conhecimento prévio e as informações novas. Devemos propiciar aos alunos muito mais do que apenas ler. É necessário ir além da leitura simples. A leitura literária tem a função de ajudar-nos a ler melhor, pois fornece os instrumentos necessários para conhecer e articular com proficiência o mundo feito linguagem. Nesse âmbito, o professor atua como mediador do processo, mostrando aos alunos os caminhos para abordar o texto literário e, consequentemente, contribuir para a ampliação do letramento literário no Brasil. O trabalho pretende, portanto, mostrar um panorama mais geral do que é o letramento literário e de como os professores podem ser os mediadores desse processo, ajudando a formar alunos letrados, críticos e proficientes no uso da linguagem.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, LETRAMENTO LITERÁRIO, LEITURA

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 29
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 02

TÍTULO: O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA NOS ANOS DE 1960 NO MUNICÍPIO DE LINHARES/ES
AUTOR(ES): NEUSA BALBINA DE SOUZA
RESUMO:
Este artigo apresenta as práticas de ensino de leitura e de escrita desenvolvidas em turmas de alfabetização, com uso dos métodos sintéticos de soletração e de silabação e do método Global de Contos, ambos difundidos pela cartilha ‘Caminho Suave’, pelo método ‘Dom Bosco’ de base e pela série ‘As mais Belas histórias’ nos anos de 1960, no município de Linhares/ES. O recorte foi feito da pesquisa de mestrado que objetivou investigar as práticas de alfabetização na fase inicial da escolarização, desenvolvidas, na década de 1960, no Município de Linhares/ES. Pautada na concepção bakhtiniana de linguagem, sobretudo em sua noção de texto, a análise documental possibilita constatar que as políticas educacionais, engendradas na esfera do ensino primário, sobretudo na primeira série, visava atender as exigências do setor econômico de base industrial em desenvolvimento no Estado, pautada na concepção produtivista da escola. Com relação ao ensino da leitura e da escrita verifica-se ter se sustentado nos tradicionais métodos sintético e analítico-sintético propagados nas cartilhas, livros de leitura e pré-livros utilizados nas escolas. Em função disso a linguagem é tomada como sistema fechado de normas imutáveis a ser adquirida pelos sujeitos do processo ensino-aprendizagem (professor e aluno) num processo mecânico de assimilação, decifração e decodificação. Considera a alfabetização, a leitura e a escrita, como resultado da atividade de linguagem humana desenvolvida sócio e historicamente em contextos reais de produção e de interação verbal.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM ESCRITA, MÉTODOS DE ENSINO, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E ALFABETIZAÇÃO: INVESTIGANDO O CAMPO TEÓRICO E OS EFEITOS DE UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO
AUTOR(ES): NEUSA LOPES BISPO DINIZ
RESUMO:
A literatura especializada tem concebido a consciência fonológica como uma reflexão intencional sobre a fala, constituindo-se de diferentes níveis perceptivos: a percepção de palavras curtas e compridas, o reconhecimento da repetição do conjunto dos mesmos sons no início de palavras (aliteração), ou no final dessas (rima); e finalmente a decomposição da linguagem oral em palavras, sílabas e fonemas. Não são poucas as pesquisas preocupadas em clarificar o papel e a relevância dessa temática para a alfabetização, mas ainda assim, há, entre os estudos na área, divergência de opiniões sobre a precedência ou não de certos aspectos ou níveis de consciência fonológica sobre a aquisição da leitura e da escrita. Uma comunalidade entre os resultados encontrados por diferentes pesquisadores, é a de que há melhoras significativas no desempenho em linguagem escrita, quando há procedimento de treino em consciência fonológica. Não se podendo ignorar tal evidência, este trabalho propõe-se a apresentar e discutir aspectos teóricos sobre o conceito e a relevância do treino em consciência fonológica, bem como apresentar a proposta e os efeitos de um programa de intervenção realizado em situação real de sala de aula, baseado na referida habilidade metalingüística, para recuperação de crianças do ensino fundamental que enfrentam dificuldades na aprendizagem da linguagem escrita.
PALAVRAS-CHAVE: PSICOLOGIA, METALINGUAGEM, CONSCIÊNCIA FONOLÓGIA

TÍTULO: LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO EM PORTUGUÊS
AUTOR(ES): NOEMIA FUMI SAKAGUCHI
RESUMO:
Os termos Letramento e Alfabetização – e sua intrínseca relação – estão em voga e, felizmente, cada vez mais difundidos, ultrapassando os muros da academia e chegando aos contextos escolares, principalmente em virtude dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Entretanto, a questão do Letramento e da Alfabetização de crianças estrangeiras permanece relegada à marginalidade tanto no meio acadêmico como no meio escolar, forçando-as a recorrerem a aulas particulares improvisadas com professores que, sem alternativas no mercado, utilizam o tradicional ‘método da cartilha’. No presente trabalho, apresentaremos algumas reflexões sobre o processo de Letramento e Alfabetização em Português de um grupo de crianças coreanas que frequentaram aulas de apoio de língua portuguesa (doravante LP) no transcorrer do ano letivo de 2007. A submissão desses alunos à alfabetização “cartilhesca” resultou em um primeiro contato com a LP alicerçado em cópias passivas e na memorização de palavras descontextualizadas, recursos estes justificados pela “necessidade da escrita perfeita”. Os resultados são aqueles já explorados pela literatura em língua materna: a aversão à escrita e a formação de alunos copiadores. No caso de nosso contexto estrangeiro, é preciso ressaltar ainda a intricada combinação de backgrounds educacionais, sociais e culturais muitas vezes distintos aos nossos, além da óbvia barreira linguística. No intuito de reverter este quadro, visamos à alteração da relação das crianças coreanas com a LP, transformando-os em sujeitos que refletem e atuam sobre o objeto linguístico, capazes de atribuir uma função social à leitura/escrita. Acreditamos que só será possível “transver” o mundo de fato, se lançarmos um olhar privilegiado àqueles que por tanto tempo foram deliberadamente negligenciados.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO , ALFABETIZAÇÃO, PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS

TÍTULO: O ALUNO SURDO E O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA, NA MODALIDADE ESCRITA, EM UM CONTEXTO DE UMA EDUCAÇÃO BILINGUE
AUTOR(ES): NORIKO LÚCIA SABANAI
RESUMO:
A presente pesquisa é de cunho microetnográfico, de natureza qualitativa e seguiu o paradigma da pesquisa interpretativista com observação participante. Conforme Almeida Filho & Cunha (2003), uma metodologia qualitativo-interpretativista leva em conta a visão do pesquisador e as vozes dos participantes da pesquisa. Portanto, os dados foram coletados durante um período de aproximadamente 10 meses (2006) em uma turma de alunos surdos profundos bilaterais pré lingüísticos de uma escola pública do Distrito Federal (DF), onde a pesquisadora foi também professora regente. A investigação foi parte de um processo onde o intuito principal não é chegar-se simplesmente a determinadas conclusões e sim, promover um processo, acompanhá-lo, compreendê-lo, aprender com ele e, ao mesmo tempo, promover crescimento intelectual e aprendizagem. O trabalho foi desenvolvido com base no contato com os surdos matriculados em uma escola pública do Distrito Federal. Os dados foram coletados em vídeo, produções escritas individuais dos surdos, notas de campo, entrevista, relatos informais e questionários. Os resultados da análise evidenciaram a importância da língua de sinais no processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e do uso de uma metodologia adequada (GRANNIER, 2007), com aplicações de técnicas de ensino e aprendizagem de segunda língua, baseada na capacidade inata do ser humano para adquirir línguas (Chomsky, 1965) e na interação entre a mente do aprendiz e o contato com contextos significativos da língua-alvo, com a utilização de um rico input visual e com a aprendizagem centrada no aluno surdo, não só em termos de conteúdo, mas também de técnicas usadas em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: SURDEZ, EDUCAÇÃO BILINGUE, ENSINO DE PORTUGUES COMO L2

 

TÍTULO: A EFICIÊNCIA DO MÉTODO SOCIOLINGÜÍSTICO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): ONAIDE SCHWARTZ MENDONÇA
RESUMO:
Neste trabalho apresento resultados de pesquisa realizada através da aplicação e comparação de duas propostas de alfabetização. A primeira foi desenvolvida em 2006, por professores de rede municipal e não contava com metodologia definida, pois era composta da leitura diária de textos infantis aos alunos, seguida da aplicação de atividades dos níveis pré-silábico e alfabético, descritos na Psicogênese da língua escrita por Emília Ferreiro. Não havia sistematização nem seqüência de conteúdos a serem desenvolvidos, nem gradação de dificuldades e não eram realizadas estratégias de nível silábico. A segunda proposta foi desenvolvida em 2008 por professores de rede municipal e estadual a partir do Método Sociolingüístico (MENDONÇA e MENDONÇA, 2007). Este “método” propõe uma sistematização do trabalho docente, parte da realidade do aluno através de uma palavra ou tema gerador, traz a leitura de diferentes suportes de textos para a sala de aula, desenvolve o diálogo e atividades lingüísticas de análise e síntese, seguidas de atividades dos níveis silábico e alfabético. Ao final, os resultados da aplicação das duas propostas mostraram que o desenvolvimento de uma alfabetização organizada e sistemática, com objetivos definidos e metodologia adequada, que concilie teoria e prática é determinante para o sucesso da aprendizagem. Esta experiência mostrou que é possível não só alfabetizar os alunos em um ano, mas ainda levá-los, através do diálogo, a avançar no domínio dos usos sociais da leitura e da escrita e no desenvolvimento de sua consciência crítica e social.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, MÉTODO SOCIOLINGÜÍSTICO, CONSCIENTIZAÇÃO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 30
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: DO DECIFRADO À LEITURA DAS INTENÇÕES: MODELO PRAGMÁTICO INTEGRADO DE COMPREENSÃO/INTERPRETAÇÃO LEITORA
AUTOR(ES): ONICI CLARO FLÔRES, LILIAN CRISTINE SCHERER
RESUMO:
A presente comunicação versa sobre um instrumento de pesquisa desenhado para avaliar a compreensão leitora, o qual enfoca especificamente a passagem da etapa do decifrado à apreensão da intencionalidade. A proposta se ancora no modelo pragmático integrado de interpretação e compreensão leitora proposto por Dascal (2006). Do estudo irão participar crianças frequentadoras da escola regular, das redes pública e particular, cursando um dos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental, na faixa etária entre 6 e 12 anos de idade, de ambos os sexos. O instrumento contém dez situações interativas usuais no cotidiano infantil. Cada cena interativa se compõe de imagem(ns) e falas de personagens seguidas de perguntas relativas, sobretudo, aos implícitos textuais. As questões elaboradas para cada uma das cenas consideradas exigem a mobilização de informações contextuais importantes sobre personagens, espaço e tempo que, se presume, sejam entendidas paulatinamente ao longo dos cinco primeiros anos de ensino sistemático, questão que nos propomos a averiguar durante a implementação da pesquisa. O trabalho explicita teoricamente o ponto de vista assumido, abordando o emergir das operações metalinguísticas e as consequências linguístico-cognitivas da alfabetização, com base na diferença entre sentido literal e sentido intencional, tal como discutida por Torrance e Olson (1999) e Olson (1997).
PALAVRAS-CHAVE: MODELO PRAGMÁTICO INTEGRADO, ALFABETIZAÇÃO, IMPLÍCITOS TEXTUAIS

 

TÍTULO: OS SENTIDOS NA ORALIDADE E NA ESCRITA: A AUTORIA NA PRODUÇÃO INFANTIL
AUTOR(ES): PAMELA ALINE TIZIOTO
RESUMO:
Nossa experiência como estagiárias em instituições de Educação Infantil e os estudos feitos sobre esta modalidade de ensino, tem-nos possibilitado perceber que a alfabetização ainda é o principal foco do ensino em escolas de Educação Infantil. Para alcançar este objetivo, tende-se à valorização da língua escrita e ao esquecimento de que a língua oral é tão importante quanto a escrita para o desenvolvimento e aquisição da linguagem (oral e escrita) por parte das crianças. Ou seja, no ambiente escolar ocorre uma desvalorização das produções orais diante das produções escritas. Além disso, na escola prevalecem as leituras parafrásticas e a autoria não é trabalhada, pois a função-autor não é atribuída a textos orais, somente aos escritos. Diante disso e com base em nossa experiência na Educação Infantil, julgamos necessária a realização de um trabalho que tem por objetivo demonstrar que a autoria se faz presente tanto na produção de textos orais quanto na produção de textos escritos e que existe uma relação de interdependência entre estas duas formas de linguagem. Todo o trabalho será fundamentado na Análise do Discurso (AD) de ‘linha francesa’ e nas teorias do letramento. Os sujeitos da pesquisa serão crianças de 5 a 6 anos que freqüentam uma Escola Municipal de Educação Infantil, na cidade de Ribeirão Preto-SP. Nosso corpus será constituído pelos textos produzidos pelos sujeitos, por meio da escrita, ou da transcrição da oralidade. Pretendemos observar como as crianças ocupam, ou não, a posição de autor nas produções textuais orais ou escritas.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, AUTORIA, ORALIDADE

TÍTULO: FORMAÇÃO DE ALUNOS LEITORES E ESCRITORES COMPETENTES NA LÍNGUA: MAGIA OU APRENDIZAGEM DE UMA TÉCNICA?
AUTOR(ES): PATRICIA CARNEIRO OLMEDO
RESUMO:
Linguagem e liberdade, assim como, criação e responsabilidade, são as palavras de ordem na escola, uma escola que busca aprender e ensinar a escrita em diálogo com a palavra e com a leitura de mundo do aluno, que vive submerso a uma cultura letrada, em busca de uma constante interação. A formação de leitores e escritores competentes na língua é papel principal deste estudo, buscando considerar a aprendizagem da escrita como uma magia cognitivamente desafiante e não como a aprendizagem de uma técnica. Assim, a escrita é um sistema simbólico que tem um papel mediador na relação entre sujeito e objeto de conhecimento, um objeto cultural que amplia a capacidade humana. Desta forma, ela seria uma espécie de ferramenta simbólica, ampliando a capacidade do ser humano de registro, memória e comunicação. Por ser um objeto cultural, não é apenas um código de transcrição da língua oral, mas um processo de domínio progressivo desse sistema, processo esse que se inicia muito antes da criança entrar na escola e de ser alfabetizada, pois ela vive e está submersa em um mundo de cultura letrada, em que os estímulos devem ser constantes. Entender o processo de escrita é antes de tudo, compreender que a criança é um ser ativo; é entender esse processo como construtivo, os estímulos e a mediação do professor leitor como imprescindíveis para a formação de sujeitos pensantes, que dominem a língua e façam dessa aprendizagem um verdadeiro encontro.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, FORMAÇÃO DE ALUNOS LEITORES E ESCRITORES

TÍTULO: LIVROS DIDÁTICOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE PROPÕEM COMO ATIVIDADE PARA O LETRAMENTO?
AUTOR(ES): PATRÍCIA BATISTA BEZERRA
RESUMO:
Esta pesquisa teve por objetivo investigar se os livros didáticos de Língua Portuguesa voltados para a Educação Infantil contribuem para o desenvolvimento do letramento com a justificativa de que é importante desde a Educação Infantil um trabalho efetivo no qual a criança possa refletir sobre os usos e as funções sociais da Língua. Nesta pesquisa, assumimos a definição de letramento proposto por Soares (1998) como “estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita” Realizamos este estudo através de uma pesquisa documental em que foram analisadas duas coleções ( coleção A, ano 2006 e coleção B ano 2005), com três volumes cada uma, através de uma abordagem qualitativa, na qual analisamos as atividades e em que elas podem contribuir para o trabalho do letramento e quantitativa, organizando em tabelas os gêneros textuais encontrados nas coleções e em que quantidade eles apareciam. Analisando os resultados encontramos uma variedade de gêneros, oito em cada coleção, aparecendo em maior quantidade a cantiga popular e o poema. Porém, constatamos que mesmo com a presença dos gêneros textuais, não observamos um trabalho na perspectiva de levar a reflexão sobre os usos e as funções sociais da escrita constatando que os gêneros aparecem como introdução para início de uma atividade ou com função ilustrativa das atividades.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, EDUCAÇÃO INFANTIL, LIVRO DIDÁTICO

TÍTULO: MEMÓRIAS DE ADOLESCENTES: UM PROJETO DE ESCRITA COM ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): PATRÍCIA CAPPUCCIO DE RESENDE, MARCELO GUIMARÃES BELGA, MARCIA BASILIA DE ARAUJO
RESUMO:
Trata-se de um projeto de trabalho desenvolvido nas turmas de 1os anos do Ensino Médio, na Fundação de Ensino de Contagem, por professores de diferentes áreas. Nosso objetivo principal foi propiciar aos alunos momentos de reflexão sobre sua vida cotidiana, sua história e o meio em que vivem, a partir de observações e de relatos de seus cotidianos. A intenção foi, ainda, compor com essas escritas um livro de memórias de cada turma. Para isso, os professores propuseram e acompanharam a escrita dos alunos sobre: seus cotidianos, permanências e mudanças nos modos de vida, mudanças no meio ambiente na cidade de Contagem, perfil da turma, etc. O professor de Arte colaborou na criação das capas e na montagem do livro. As pedagogas e a direção auxiliaram no desenvolvimento de cada etapa, oferecendo apoio e sugestões. Vale ressaltar que o processo foi instigado com a apresentação (no cinema!) do belíssimo filme Vida de Menina. Alunos e educadores puderam aprender com o trabalho custoso “de contar as coisas com a pena” (como diz Helena Morley), ou “de contar as coisas com a caneta ou com o teclado do computador” (para nos referirmos ao mundo contemporâneo). Para terem seus textos presentes nos livros, os alunos tiveram que ler, reler, escrever novamente e, com isso, aprenderam que o ato de escrita é um constante reescrever. Ao mesmo tempo, o trabalho foi acompanhado de prazer e alegria em ver as histórias registradas e, quem sabe, “eternizadas” pela escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, ENSINO MÉDIO, MEMÓRIA

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 31
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 04

TÍTULO: LETRAMENTO NO PRIMEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: MITOS E MEDOS
AUTOR(ES): PATRÍCIA MACHADO DIAS
RESUMO:
Este Trabalho Insere-Se Em Uma Pesquisa Mais Ampla Que Tem Como Objetivo Contribuir Para Uma Melhor Compreensão Das Práticas De Letramento Presentes Em Meios Populares Bem Como Discutir Os Diferentes Modos De Ser Letrado. Assim, Temos Como Objetivo Discutir Qual O Papel Desempenhado Pela Escola Para A Constituição De Sujeitos Letrados – Especialmente Aqueles Oriundos Das Camadas Populares - Observando As Estratégias De Letramento Presentes Na Sala De Aula Dirigidas Às Crianças De 5/6 Anos. Para A Obtenção Dos Dados Vimos Utilizando Entrevistas Semi-Estruturadas Com As Professoras E Observações Nas Salas De Aula Escolhidas. As Entrevistas Têm Como Objetivo Compreender De Que Maneira As Professoras Têm Se Apropriado Do Conceito De Letramento E Como Elas Acreditam Que Letram Seus Alunos. As Observações Tentam Detectar Momentos Em Que A Preocupação Com O Letramento Das Crianças Faça-Se Presente E Não Apenas A Preocupação Com A Alfabetização. Os Dados Até O Momento Analisados Referentes Às Observações Desenvolvidas Durante O Ano De 2008 Nos Indicam A Presença Forte De Práticas De Letramento Desenvolvidas Pela Professora No Sentido De Evidenciar Usos E Práticas Sociais Da Língua Escrita E Não Apenas Seus Usos Escolares.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ENSINO FUNDAMENTAL, ALFABETIZAÇÃO

TÍTULO: LETRANDO COM FÁBULAS
AUTOR(ES): PATRÍCIA RAFAELA OTONI RIBEIRO, MOEMA ROSA FEITAL
RESUMO:
Este trabalho descreve estratégias didáticas utilizadas numa pesquisa-ação, dentro do projeto de extensão “Auxiliando a alfabetização”, desenvolvido na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, com alunos do quinto, sexto e sétimo anos de uma escola pública, com histórico de fracasso escolar. Partindo da concepção de língua como fenômeno histórico (BAKHTIN, 1992/ 2003) cuja substância está na interação verbal, que fundamenta a proposta de trabalho escolar com a língua materna, foi possível, através do trabalho com gêneros textuais (DOLZ; SCHNEUWLY, 2004), ordenar atividades comunicativas para o desenvolvimento de competências de leitura e de escrita. Uma sequência didática baseada no gênero fábula, envolvendo atividades de leitura e produção textual, possibilitou exercitar a criticidade dos alunos e destacar seu papel como modificadores da sociedade. Através de significativa prática de intertextualidade, realizou-se, efetivamente, uma ação de letramento. Estratégias didáticas, como a prática da leitura expressiva, pouco vista nas escolas, e a criação do livro de fábulas produzidas pelos alunos, foram utilizadas, o que tornou as aulas mais prazerosas e permitiu reflexões lingüísticas importantes para a superação de dificuldades no uso de estruturas próprias da variedade culta. Como resultado, constatou-se não apenas a aquisição de habilidades que sinalizam progresso na leitura e na escrita, mas também a apropriação dessas práticas pelos sujeitos, como construtores de conhecimento, através da interação estabelecida em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: SEQÜÊNCIA DIDÁTICA, AÇÕES DE LETRAMENTO, GÊNERO TEXTUAL

 

TÍTULO: O “ERRO“ NA ESCRITA E AS PRÁTICAS EM ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): PAULA DA SILVA VIDAL CID LOPES
RESUMO:
O presente texto trata essencialmente da compreensão dos estados de escrita no processo de alfabetização e da superação do reducionismo subjacente à noção de erro produtivo, sendo estas duas as idéias centrais de motivação do estudo. Identificamos que a concepção de erro produtivo carece de uma fenomenologia que lhe dê caráter empírico, algo, portanto, que possa definir algum tipo de material observável na produção escrita do sujeito em processo de letramento. O que pretendemos acrescer com este estudo é que, além de analisar a carência fenomenológica, descrevamos um conjunto de estados de escrita que permitam ao professor de hoje: discriminar comportamentos associados a diferentes etapas de alfabetização e caracterizar tais comportamentos, tanto lingüisticamente quanto os fatores concorrentes para sua ocorrência na produção escrita. Neste estudo, fizemos uso de pesquisa conceitual que elegeu algumas concepções de erro na escrita que muito influenciam as práticas alfabetizadoras em nosso país. A elaboração deste tem origem nas observações cotidianas de salas de aula de alfabetização, especialmente de escolas públicas cariocas, que trabalham com o desafio constante de alfabetizar garantindo a identidade de seus alunos sem furtar o conhecimento formal da escrita tão exigido na sociedade. A diferenciação dos conceitos de alfabetização e de letramento faz-se também presente neste estudo.
PALAVRAS-CHAVE: ERRO NA ESCRITA, ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: EM BUSCA DE NOVOS OLHARES RUMO A DEMOCRATIZAÇÃO.
AUTOR(ES): PRISCILA DE MORAES MENDES
RESUMO:
O presente texto tem como objetivo tecer questionamentos e reflexões acerca de certas concepções referentes à alfabetização, tendo como ponto de partida algumas impressões que tive no início de minha pesquisa de campo, realizada em decorrência do mestrado em educação do qual passei a fazer parte este ano. A referida pesquisa de campo ocorre em sala de aula localizada em uma escola pública da cidade do Rio de Janeiro numa turma de alfabetização. Após uma reunião realizada no grupo de pesquisa do qual faço parte, durante uma fala minha sobre o que estava achando dos estudos de campo, fui sinalizada pela minha orientadora, que meu relato dava pistas de como existem em mim concepções equivocadas sobre o ensino e em especial sobre alfabetização, e a partir daí começamos a refletir que isto ocorre por conta da formação positivista a que fomos submetidos durante nossa vida discente e docente e que certos conceitos ainda estão muito fortes em nós professoras/es e pesquisadoras/es. Esta formação a que fomos submetidos, nos leva mesmo sem que percebamos, a quantificar, dicotomizar, padronizar e excluir o que não se enquadra no que acreditamos ser um padrão de escola e alunos ideais. Buscarei no referido trabalho tecer alguns questionamentos sobre: o que entendemos por alfabetização? Como percebemos os diferentes processos de aquisição de conhecimentos de nossos alunos? Como trabalhar com as diferenças sem que elas se tornem desigualdades? Esses são os fios condutores que iremos usar para tecer algumas reflexões sobre como vemos a alfabetização e de que maneira essa visão determina nossas atitudes no cotidiano escolar, vislumbrando na formação continuada das professoras alfabetizadoras, pautada em um movimento prática/teoria/prática, uma possibilidade de mudança de “olhares”e na busca da democratização do ensino tendo como base a alfabetização.
PALAVRAS-CHAVE: COTIDIANO ESCOLAR, ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO DA PROFESSORA ALFABETIZADORA

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, AFETIVIDADE NAS SÉRIES INICIAIS (1ª. A 4ª.) COMO EVENTOS INTERDISCURSIVOS: PRÁTICAS TEÓRICO-METODOLÓGICAS EM SALA DE AULA.
AUTOR(ES): RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA FALABELO
RESUMO:
A finalidade desta comunicação é apresentar um recorte discursivo de uma pesquisa sobre alfabetização e letramento, realizada numa turma de 1ª série do ensino fundamental, caracterizada pela grave defasagem idade/série. Como embasamento teórico, assume-se que o indivíduo singulariza-se nas relações intersubjetivas, mediadas pela cultura e pela linguagem; estas sendo vividas como processo de interação e de constituição de nossa subjetividade. Trabalhar a relação das crianças com a leitura e a escrita significa compreender o contexto social e histórico nos quais as mesmas estão inseridas, considerando suas necessidades reais e suas capacidades emergentes. Instaurou-se situações didático-pedagógicas e culturais e, enquanto eventos de pesquisa e docência, investigou-se como professora e crianças viviam e compartilhavam práticas de leitura e escrita em sala de aula, objetivando evidenciar: a) a mediação afetiva na apropriação e no desenvolvimento da leitura e da escrita como práticas sociais e culturais; b) possíveis mudanças de atitudes das crianças em sua inserção nas práticas de leitura e escrita ricas, diversificadas e diferenciadas; c) em relação à professora, os indícios de re-significação de seu fazer docente. À medida que as práticas de linguagem foram acontecendo, vividas e experimentadas enquanto práticas sociais e culturais, observou-se graduais mudanças na configuração afetiva e cognitiva da sala de aula, provocando alterações e novos modos de relação das crianças com os conhecimentos a elas disponibilizados. E, igualmente, mudanças nas atitudes da professora em relação às crianças e as suas práticas de letramento. Ao compreender-se aprendendo e se apropriando das práticas de leitura e escrita, as crianças modificaram suas atitudes em relação à aprendizagem da linguagem.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, AFETIVIDADE

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 32
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: SACOLA DA LEITURA - UMA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA ENRIQUECEDORA NA UTILIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS CIRCULANTES COM CRIANÇAS
AUTOR(ES): REGIANE IBANHEZ GIMENES BERNI
RESUMO:
Trabalho numa escola de Educação Infantil que a partir de 2009 abarcou o 1º ano do Ensino Fundamental. Mas foi em 2003, quando ainda era coordenadora, que levei a proposta de instituir uma biblioteca circulante , o que foi feito em conjunto com a equipe da escola. Porém este ano surgiu a idéia de enriquecer o trabalho e minimizar questões relativas a falta de envolvimento de muitas famílias. A Sacola da Leitura foi uma sugestão criativa que surgiu de uma reunião de HTPC, a partir de experiências já vividas. No entanto, o objetivo deste trabalho é mostrar como sua utilização contextulizada e organizada metodologicamente a partir da realidade de cada contexto escolar, considerando-se uma proposta que visa lalfabetizar letrando, pode contribuir significtivamente com a formação de pequenos leitores. O envolvimento das famílias neste novo projeto, que na verdade iria integrar o projeto da biblioteca circulante já existente, foi o primeiro passo na concretização da idéia. Três mães se prontificaram a produzir as sacolas e a coordenadora doou os mascotes que dela fariam parte. A expectativa dos alunos a respeito do início do trabalho foi surpreendente, pois apesar de já estarem acostumados a levar um livro para casa todas as semanas, parecia que algo muito diferente ia acontecer. Na verdade teriam um lugar especial para levar os mesmos livros que já levavam, mas aí estimulamos a dimensão da fantasia ou imaginação que fez toda a diferença. Agora, além dos pais contarem a história para os alunos, a criança teria a responsabilidade de contar ao mascote e depois teria a oportunidade de contar aos colegas. A experiência mostrou que idéias aparentemente simples, se implantadas com cuidado metodológico, planejamento e o maior envolvimento possível dos pais, contribui enormemente ao processo de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITUA, PRAZER, IMAGINAÇÃO

TÍTULO: AQUISIÇÃO DA ESCRITA: UM ESTUDO LONGITUDINAL COM CRIANÇAS DE 1ª A 4ª SÉRIE
AUTOR(ES): ROGERIA APARECIDA CRUZ GUTTIER
RESUMO:
Recorte da pesquisa “Aquisição da escrita e letramento: A linguagem e suas representações nas relações de pertencimento à escola” (CNPq Nº 480865/2004-3). No trabalho apresentamos resultados sobre a aquisição da escrita de um grupo de crianças que ingressou na escola no ano de 2005 e concluiu a 4ª série em dezembro de 2008. O foco de nosso olhar esteve voltado para a compatibilidade entre o nível de aquisição e a aprovação nas séries iniciais do Ensino Fundamental, ou seja, buscamos estabelecer relações entre o processo de aquisição da escrita e a aprovação/reprovação de 130 crianças de seis a quatorze anos que frequentaram a 1ª série em 2005, a 2ª em 2006, a 3ª em 2007 e a 4ª 2008. Empreendida em uma escola da rede estadual da periferia urbana de Pelotas/RS, a investigação está inserida no campo da análise qualitativa (LÜDKE E ANDRÉ, 1986) embora possua um banco de informações que permite diversas análises quantitativas. Como procedimento inicial traçamos o perfil das crianças a partir das informações contidas nos Registros de Matrículas e nas Fichas de Entrevistas de Matrícula. Logo depois, realizamos testes (três anuais) de aquisição da escrita (FERREIRO e TEBEROSKY, 1995) e, ao mesmo tempo, observamos a metodologia de alfabetização que as professoras empregavam. Por fim, agregamos à análise os resultados alcançados pelas crianças publicados nas Atas dos Resultados Finais. Os resultados indicaram alto grau de reprovação escolar na primeira série, aprovação compatível com os níveis de aquisição além de incompatibilidade entre metodologias de ensino e processo de aquisição da escrita. Conhecer esses dados e disponibilizá-los para a escola contribuiu para que essa se articulasse na busca de mudanças estruturais, novas concepções metodológicas e pedagógicas nas práticas da alfabetização, agora com ênfase no letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, FORMAÇÃO DOCENTE

 

TÍTULO: AS PRÁTICAS DE LEITURA E AS NOÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E DE LETRAMENTO: O DIZER DE PROFESSORES DE SÉRIES INICIAIS
AUTOR(ES): ROSANA MARA KOERNER
RESUMO:
As discussões que aqui se apresentam foram feitas com base em dados de uma pesquisa, de cunho etnográfico, desenvolvida ao longo de 2008, na cidade de Joinville – SC. A pesquisa teve como principal objetivo contribuir para as reflexões acerca da efetividade da formação continuada de professores. Com base em uma capacitação oferecida aos professores dos 1º s e 2º s anos do Ensino Fundamental da Rede Estadual de Ensino, na qual foram discutidas questões relacionadas às práticas de letramento, alfabetização e o trabalho envolvendo gêneros discursivos, pretendeu-se verificar o quanto tais discussões contribuiriam para a ressignificação de suas práticas pedagógicas. Foram envolvidos 20 professores, atuantes em escolas de diferentes bairros, algumas atendendo crianças provenientes de famílias carentes. Os dados selecionados para o presente artigo foram obtidos mediante sondagens feitas com os referidos professores, acerca de suas práticas de leitura (pessoais e em sala de aula) e suas concepções sobre alfabetização e letramento. Entende-se que tais práticas possam servir como indicadoras de uma ação pedagógica que encontra no letramento a sua centralidade. Relacionando as respostas dadas às diferentes questões, percebem-se marcas de uma prática ainda muito baseada em materiais tipicamente escolares e uma certa falta de clareza quanto ao escopo dos conceitos de alfabetização e de letramento. Depoimentos sobre a contribuição das discussões mantidas no curso também foram solicitados. Percebem-se nestes dados as lacunas ainda presentes no dizer dos professores, especialmente no que refere às noções de letramento e de gêneros discursivos. Autores que sustentam o trabalho são: Corrêa (In Signorini, 2001), Garcia (1996), Castro e Silva (2006), entre outros.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES, LEITURA, LETRAMENTO

 

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A MEMÓRIA DAS PROFESSORAS ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): ROSANE CARNEIRO SARTURI
RESUMO:
Este estudo apresenta uma análise das memórias das professoras alfabetizadoras que participaram da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores, promovida pelo convênio Interinstitucional- GEPFICA/UFSM e CEALE/UFMG, através da utilização pelos tutores da UFSM da Coleção “Instrumentos de Alfabetização”, no município de São Pedro no Sul, Rio Grande do Sul. O objetivo foi reconhecer a importância que a história de vida das alfabetizadoras possui sobre as suas práticas pedagógicas, sem perder de vista os fatores sociais - históricos - culturais e políticos que perpassam o cotidiano das escolas nas quais atuam como docentes. A metodologia adotada foi pautada em um enfoque qualitativo, que durante o período do desenvolvimento do curso de capacitação de quarenta horas, no segundo semestre de 2008, possibilitou um espaço de diálogo com os professores, quando eles realizaram as narrativas escritas e orais da sua experiência de alfabetização. O problema de pesquisa que deu vazão ao movimento deste estudo foi: Qual a relevância que a experiência de alfabetização das professoras alfabetizadoras pode ter sobre a prática docente? Conclui-se que as memórias das professoras alfabetizadoras do município estão muito vivas, inclusive provocando a emoção no relato, o que denota a relevância que tal experiência possui sobre a sua prática docente, seja para manter determinadas ações, seja para rechaçar certas práticas que marcaram negativamente. Destaca-se que a atividade promoveu a reflexão acerca dos conceitos de alfabetização e letramento, reportando para a necessidade de aprimorar a epistemologia do professor nas suas práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: A CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS
AUTOR(ES): ROSANGELA HANEL DIAS
RESUMO:
Este trabalho investigativo se enquadra nos estudos sobre alfabetização e letramento e tem como objetivo principal compreender em que medida a incorporação a um novo conceito ou a uma nova concepção pedagógica auxilia na elaboração de saberes, pelos professores, que permita a compreensão do processo pedagógico, a organização da transposição didática e a implementação das inovações no contexto da sala de aula . Tem-se por hipótese que os mapas conceituais desenhados no âmbito acadêmico mais concorrem com os saberes docentes provenientes da prática do que para uma reflexão mais profunda sobre os alcances, fragilidades e potencialidades dessa mesma prática. Para desenvolver esta pesquisa , é realizado um estudo empírico pautado na formação de um grupo focal, composto por nove professoras alfabetizadoras da rede pública estadual e municipal de um município no interior do Rio Grande do Sul. Os dados foram analisados com base em duas categorias: concepção de alfabetização e letramento e conhecimento científico e conhecimento prático. A primeira possibilitou verificar quais as concepções de ensino de leitura e de escrita presentes entre os sujeitos da pesquisa e a segunda explicitou as expectativas dos professores no que se refere ao conhecimento acadêmico em contraposição aos saberes elaborados pelos docentes a partir de sua experiência cotidiana. A recomposição da dinâmica interlocutiva estabelecida no grupo possibilitou localizar algumas fragilidades na relação entre o mundo acadêmico e o mundo da escola e colocar em questão as possibilidades que proposições pedagógicas oriundas do mundo acadêmico e desarticuladas das práticas de ensino vividas nas escolas têm de desencadear inovações significativas na reflexão sobre o trabalho pedagógico e mais precisamente nas ações educacionais tocantes ao processo de aquisição da língua escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 33
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 05

TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DA COMPREENSÃO LEITORA: POR UM ENSINO ESTRATÉGICO E EFETIVO DA LEITURA.
AUTOR(ES): ROSÂNGELA MARIA COUTO, PAULO LEANDRO DE CARVALHO
RESUMO:
Neste mundo globalizado, é preciso que se estimule o sujeito a desenvolver continuamente conhecimentos, capacidades e atitudes desafiando-o a incluir-se socialmente e a operar com competência no mundo moderno. Isto torna imprescindível o domínio da leitura competente e eficaz. No entanto, resultados de avaliações nacionais revelam o fracasso dos estudantes brasileiros nas habilidades de leitura. Mesmo que nossos alunos saibam ler, percebe-se que são incapazes de atribuir sentido ao que lêem, é o que chamamos de analfabetismo funcional. Isso os impede de utilizar a leitura como meio de aprender, como objeto de conhecimento. Diante dessa realidade, de que forma a prática pedagógica do professor em sala de aula no ensino da leitura pode ser reorientada para que haja um ensino/aprendizagem efetivo e estratégico da leitura, que os estudantes superem a simples decodificação e sejam capazes de ler, analisar, comparar, contrastar e compreender situações do cotidiano no mundo globalizado? O desenvolvimento desta pesquisa justifica-se pela urgente criação de novos paradigmas que incentivem e ressignifiquem a leitura como ferramenta com a qual o aluno possa desenvolver-se, exercer plenamente sua cidadania e refletir a importância dos procedimentos de leitura que vão além da simples decodificação. A população da pesquisa é formada por alunos do Ensino Fundamental da EM Professor João de Abreu Salgado - Três Pontas – MG - que fazem parte do projeto “Acelerar para Vencer” (PAV). O Projeto destina-se a alunos do Ensino Fundamental, com distorção idade/ ano de escolaridade de pelo menos dois anos, que poderão constituir grupos diferenciados de atendimento conforme o nível de alfabetização e etapa do Ensino Fundamental. Participam desta pesquisa alunos do Projeto Acelerar para Vencer dos anos finais (6º e 7º).
PALAVRAS-CHAVE: COMPETÊNCIAS LEITORAS, PARADIGMAS, RESSIGNIFICAÇÃO

 

TÍTULO: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: UMA PERSPECTIVA MULTIDISCIPLINAR
AUTOR(ES): ROSSANA REGINA GUIMARÃES RAMOS HENZ
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo apresentar práticas de escrita e leitura (alfabetização) e letramento elaboradas por meio de uma perspectiva multidisciplinar que envolve as áreas de Literatura, Artes e História aplicadas em projeto de extensão em uma escola da periferia de Petrolina - PE. O plano de trabalho se constitui em buscar no meio sociocultural da comunidade escolar as fontes literárias, históricas e artísticas e priorizá-las como ponto de partida para a leitura e produção dos textos a serem produzidos por professores e alunos envolvidos no projeto de leitura, escrita e letramento. Além das propostas de atividades multidisciplinares, este trabalho inclui a apresentação resultados de avanços produzidos por alunos do 4⁰ ao 9⁰ ano do Ensino Fundamental, em defasagem de idade, apresentando níveis de escrita e leitura pré-silábicas. As bases teóricas do projeto e das ações aplicadas encontram-se na psicogênese da escrita e da leitura e no processo sócio-psicológico de construção do sujeito a partir de sua interação e identificação com o meio que habita. Na prática, utilizam-se elementos da cultura local como histórias – lendas do Rio São Francisco e Literatura de Cordel -; artes visuais – escultura de carrancas e barcos em barro e madeira; música – Samba de Véio da Ilha do Massangano, forró pé-de-serra. O projeto envolve as etapas de (a)pesquisa e coleta do material, (b)as múltiplas leituras dos elementos coletados, (c)a re-produção desses elementos e (d)a introdução de elementos externos à cultura local. O processo de aquisição da leitura e escrita (alfabetização) obedece aos critérios de desenvolvimento das hipóteses dos alunos, sendo feitas as devidas intervenções com vistas para o nível alfabético ortográfico da escrita e a fluência da leitura.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, MULTIDISCIPLINARIDADE

 

TÍTULO: PERSPECTIVAS METODOLÓGICAS NO ENSINO DA LEITURA E ESCRITA NAS SÉRIES INICIAIS: O CARÁTER FUNDAMENTAL DA LEITURA E REFLEXÃO DOS TEXTOS PARA ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): ROWANA QUADROS AVANTE
RESUMO:
O presente relato tem por objetivo descrever a experiência desenvolvida em 2008, numa sala de 1ª série do Ensino Fundamental (atual 2º ano) de uma EMEF da cidade de Marília, na qual leciono. Este projeto de pesquisa centra-se na formação de crianças leitoras e produtoras de textos na perspectiva da teoria histórico-cultural. Nessa perspectiva, busca-se envolver o aluno no processo de seu desenvolvimento, através da interação com o meio no qual está inserido, tendo o professor como mediador do processo. Experiências vivenciadas enquanto educadora têm demonstrado que a realidade das escolas públicas ainda é desanimadora quando se diz respeito à alfabetização. Têm-se constatado que pouca atenção é dada aos textos produzidos pelos alunos das primeiras séries, em fase de alfabetização, que acabam guardados em pastas e servem a fim de mera verificação, por parte do professor, do nível de escrita em que os alunos se encontram, sem discussão sobre sua estrutura, função lingüística ou social. No entanto, estes alunos carregam hipóteses sobre o que é a leitura e a escrita, e ao produzir um texto, mesmo que não esteja grafado de acordo às convenções da língua portuguesa, ele consegue exprimir ali suas hipóteses sobre a escrita que, se não confrontadas posteriormente (lidas, revistas e repensadas), dificilmente perceberá as falhas em suas hipóteses e passará a se desenvolver cognitivamente, enquanto aluno alfabetizado. Com base em uma pesquisa-ação, busca-se demonstrar que, ao proporcionar a reflexão sobre textos escritos e conduzir o aluno a ler e reescrever o seu próprio texto, a partir destas reflexões, este incorpora, à sua produção, os saberes adquiridos nesse processo, ou seja, o aluno produz um discurso inserido numa situação de comunicação, em que sabe o que está fazendo, para que e para quem o faz, desenvolvendo-se, dessa forma, enquanto aluno alfabetizado, leitor e produtor de textos.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRODUÇÃO DE TEXTOS, LEITURA E ESCRITA

 

TÍTULO: O DESENHO COMO EXPERIÊNCIA DE POETIZAR O MUNDO
AUTOR(ES): SABRINA DA ROSA
RESUMO:
Como bolsista do projeto Experiência poética e aprendizagem na infância, desenvolvido no grupo Estudos Poéticos (UNISC/CNPq), tenho acompanhado o processo de inserção escolar de um grupo de crianças que freqüentam o 1º ano (2007) e o 2º ano (2008) do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública estadual no município de Santa Cruz do Sul. O estudo da relação entre a imaginação criadora (BACHELARD) e processos de aprender a significar a convivência, através do ato de desenhar e de escrever, parte do conceito de experiência poética como ato de aprender a dar outro curso às coisas através do esforço corporal integrado ao intelectual, ou seja, enquanto pensamento em ato (VALÉRY, LAROSSA). Estudar e investigar a relação entre as diferentes linguagens e os processos de alfabetização, permite destacar que uma das características das crianças é a insistência lúdica em repetir algo que lhes interessa. Porém, na escola dificilmente são oportunizados espaços e tempos necessários para a experiência temporal de explorar, imitar, brincar com as linhas, os traços, as cores, as formas, as palavras, pois prioriza resultados passíveis de serem julgados como “certos” ou “errados” através dos modelos prévios ou das cópias “corretas”, reduzindo o poder investigativo das crianças operarem diferentes linguagens. Acompanhar e proporcionar intencionalmente experiências nas quais as crianças possam desenhar com encantamento, “sem medo“, confiando no adulto e no mundo, favorecendo opções que permitam criar outras realidades além das existentes (LAROSSA, 2002), é destacar o ato de desenhar como testemunho do vivido e não informação acumulada. Supõe compreender que o tempo acontece no corpo e o modifica (MERLEAU-PONTY); que a aprendizagem está intimamente ligada ao movimento, ao ato de agir: “mexer-se para criança, é pensar. Fazer é já pensar.” (FRONCKOWIAK; RICHTER, 2005). Trata-se de animar o mundo ao poetizar o vivido através do desenho.
PALAVRAS-CHAVE: DESENHO, APRENDIZAGEM, IMAGINAÇÃO POÉTICA

 

TÍTULO: A INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO INTEGRAL NO ÂMBITO DA LEITURA E ESCRITA: UMA EXPERIÊNCIA PAUTADA NO EMPODERAMENTO DE SUJEITOS LETRADOS
AUTOR(ES): SHEILA CRISTINA MONTEIRO MATOS
RESUMO:
O trabalho tem como finalidade apresentar uma experiência sobre letramento, com ênfase nos preceitos da Educação Integral. Essa experiência foi vivida em uma comunidade ribeirinha da Amazônia, que é atendida pelo Projeto Riacho Doce (PRD), projeto de extensão da Universidade Federal do Pará. O estudo investigou crianças e adolescentes de 6 a 13 anos, alunos de escolas públicas, que complementam o turno escolar no Projeto Riacho Doce. Esses sujeitos são moradores de áreas de alto risco social em Belém do Pará, que, antes da complementação do tempo escolar, apresentavam alto índices de evasão, repetência e desinteresse pela aprendizagem. No Projeto Riacho Doce, as crianças são submetidas a práticas pedagógicas de leitura e escrita com atividades diversificadas, tais como: roda de leitura, subprojetos didáticos e de letramento, produção textual com temáticas da Amazônia, ações da Gibiteca itinerante sobre o meio ambiente, dentre outras. Todas as atividades vivenciadas eram norteadas na participação sociocultural. O referencial teórico parte dos estudos de Coelho e Cavaliere (2002), Magda Soares (2003), Banks (1999), entre outros. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: a análise de subprojetos sobre letramento, observação das práticas pedagógicas e entrevistas com roteiros semi-estruturados. Os resultados sinalizam que a maior cooperação e responsabilidade no trato entre os sujeitos, bem como melhoria da leitura, da linguagem oral e escrita. Portanto, verificou-se que as ações implementadas no âmbito do letramento são relevantes e significativas para o empoderamento de sujeitos letrados.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INTEGRAL, EMPODERAMENTO, LETRAMENTO

 

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 34
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: O ESTUDO DAS RELAÇÕES SONS E LETRAS, LETRAS E SONS A PARTIR DE UM LIVRO DIDÁTICO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): SHENIA D’ARC VENTURIM CORNÉLIO
RESUMO:
O estudo tem por finalidade expor resultados de uma formação realizada no ano de 2008 com professoras das séries iniciais do ensino fundamental da rede Municipal de São Mateus, Estado do Espírito Santo. Focaliza as relações de ensino aprendizagem a partir do contexto da alfabetização relatado nas práticas desenvolvidas pelas professoras. Visa análise dessas práticas a partir do livro didático de alfabetização adotado e utilizado pelas professoras alfabetizadoras através da dimensão das relações sons e letras, letras e sons e o processo de aprendizagem subjacente a essas práticas. Para compreender essa dimensão, este estudo recorre às contribuições da Psicologia Histórico-Cultural e da Perspectiva Bakhtiniana de Linguagem, dialogando ainda com teóricos que propõem reflexões acerca das relações sons e letras, letras e sons. A metodologia utilizada se caracteriza por um estudo de caso, de caráter qualitativo envolvendo aspecto teórico-prático da alfabetização. O estudo permitiu concluir que as práticas de alfabetização desenvolvidas em sala de aula através das relações sons e letras, letras e sons, são conformadas em muitos casos pelas propostas subjacentes aos livros didáticos adotados que mantém propostas de ensino ainda voltada para a codificação e decodificação e, por falta de formação adequada, o professor não dispõe de alternativa teórico-prática para romper com esse processo.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, RELAÇÃO SONS/LETRAS E LETRAS/SONS, LIVRO DIDÁTICO

TÍTULO: POR ENTRE O BRINCAR E A ESCOLA
AUTOR(ES): SIBELE APARECIDA RIBEIRO
RESUMO:
Esta comunicação apresenta um recorte de uma pesquisa mais ampla, cujo objetivo foi mapear e registrar as experiências culturais de crianças de primeira série de uma escola pública, buscando identificar, dentre aquelas, as que se relacionam com a atividade do brincar e com a cultura escrita. Este trabalho que ora apresento evidencia alguns elementos de como o ato de brincar pode ser mediador para buscar compreender as experiências que essas crianças trazem e as experiências que a escola, enquanto lugar do ensino formal, pode possibilitar. O ato de brincar assim entendido, pode contribuir trazendo novos, outros olhares para o processo de construção do conhecimento sistematizado. Como aportes teórico-metodológicos que fomos delineando para a construção da pesquisa, reportamos, sobretudo, a Vigotski, Leontiev e a Benjamin. A criança em suas falas, em seus jogos, em suas brincadeiras, em suas formas de brincar, nas diversas expressões do cotidiano, descobre, extrapola, inventa mais e mais possibilidades de ser criança. Entre os atos de “brincar” e “estudar”, para além de uma visão de “ação dominante” ou de um “estágio de transição”, as crianças acompanhadas por essa pesquisa revelaram-se atores de suas ações e revelaram-nos um estágio de ações criativas, criadoras que vai além do comumente pensado pela escola.
PALAVRAS-CHAVE: BRINCAR, ESCOLA, INVENTAR

 

TÍTULO: PRÁTICAS DE LETRAMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL II: O CONTEXTO DA EJA SESC DE CASA AMARELA
AUTOR(ES): SIDNEY ALEXANDRE DA COSTA ALVES
RESUMO: Este trabalho resulta de um artigo escrito como exigência à conclusão de estágio na área pedagógica (EJA) do SESC em 2008. Durante este ano letivo, realizei trabalho de leitura e produção textual, com o objetivo de expandir a capacidade de letramento dos alunos da terceira fase do ensino fundamental II, na Unidade Executiva do SESC Casa Amarela. Inicialmente, os citados alunos possuiam dificuldade de produção textual,caracterizada pelo conhecimento de poucos gêneros e prática de escrita restrita à produção em apenas estes gêneros e com muita precariedade. A partir do desenvolvimento e realização de atividades, com ênfase na leitura de textos, em diversos gêneros e tipologias, os alunos puderam entrar em contato com várias formas textuais, analisar suas características, estilos e intencionalidades. Com tal análise, puderam ampliar sua capacidade de produção e compreensão textual, que se refletiu na melhora em outras disciplinas do currículo. Ao mesmo tempo em que as atividades foram desenvolvidas, revelou-se algumas curiosidades referentes à didática realizada pelo professor da disciplina de língua portuguesa desta turma de Fundamental II, a qual se restringia à atividades mais sistemáticas, com ênfase na normatividade gramatical. Ao mesmo tempo em que estes fatos vieram à tona, a coordenação, durante os planejamentos coletivos, sugeriu mudança na abordagem da disciplina de língua portuguesa, cujo objetivo passou a ser o letramento ligado à sistematica linguística. Os resultados com maiores detalhes poderá ser conhecido com a leitura do texto integral.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, LEITURA, ESCRITA

 

TÍTULO: A LEITURA PARA ALÉM DA DECODIFICAÇÃO
AUTOR(ES): SILVIA DE MATTOS GASPARIAN COLELLO
RESUMO:
Quase trinta anos já se passaram desde que Paulo Freire proferiu a frase que, pelo seu teor fundamental, tornou-se célebre entre os estudiosos da linguagem: “A leitura de mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele.” (COLE, 1981). Não obstante, a língua escrita prevalece na escola como um bem em si mesmo, um instrumental para a transmissão de conteúdos que, alheios à realidade do sujeito aprendiz, tornam-se simultaneamente alienados e alienantes, favorecendo o fracasso escolar. Tratada como código de transcrição da fala (ou de recuperação dela a partir das marcas gráficas), a escrita aparece na prática da alfabetização como processo de codificação e decodificação, procedimentos insensíveis ao contexto ou à condição dos interlocutores. Quando a leitura é concebida como o inverso da escrita, a língua é tomada como simples articulação entre fonemas e grafemas e, assim, fica mascarada a sua natureza dialógica tão bem estudada por Bakhtin. Com o propósito de favorecer a compreensão dos complexos mecanismos de leitura, o presente trabalho pretende fazer uma análise dos diferentes planos inerentes à possibilidade de se ler com autonomia. Para tanto investe na busca de textos - correntes na vida social ou mesmo literários - que, pela sua natureza, exercem diferentes apelos ao sujeito leitor: ora privilegiando o reconhecimento da língua e da dimensão fonética próprias do código, ora evidenciando o papel do gênero, da “arquitetura” na progressão temática e a importância do contexto nas práticas de leitura. Por fim, discute as implicações pedagógicas, propondo uma reflexão sobre os mitos que, ainda hoje e com tanta freqüência, sustentam a abordagem escolar reducionista para o ensino da leitura e para o estímulo da prática leitora entre os estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, DECODIFICAÇÃO, MECANISMOS DE LEITURA

 

TÍTULO: “O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE”: TRILHAS DE UMA INFÂNCIA ENTRE A ESCOLA E O LIXÃO
AUTOR(ES): SIMONE DE OLIVEIRA DA SILVA SANTOS
RESUMO:
Esta comunicação apresenta uma pesquisa, em andamento no programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal Fluminense, que tem como objetivo compreender como algumas crianças que trabalham no Lixão de Niterói se apropriam da linguagem escrita e como elas percebem essa aprendizagem. O referencial teórico da pesquisa divide-se em duas partes, na primeira são apresentados os conceitos de infância, cultura, alfabetização e letramento, que ajudarão a compreender a realidade pesquisada. Na segunda parte são explicitados os conceitos bakhtinianos de linguagem, polifonia, subjetividade e alteridade que guiarão a análise dos dados coletados no campo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, através do estudo de caso, utilizando como coleta de dados a observação participante e a entrevista semi-estruturada. Os sujeitos pesquisados são quatro crianças, alunos da Escola Municipal José de Anchieta, cuja faixa etária oscila entre os dez e doze anos de idade, que têm em comum o fato de chegarem ao final do primeiro ciclo sem ler e escrever convencionalmente e de trabalharem como catadores no Lixão. A realização da pesquisa proposta contribuirá para que, ouvindo os alunos, se possa repensar as práticas da escola, tornando-a um espaço a favor das crianças das classes populares, para que tenham acesso e permaneçam na escola com sucesso.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO, SUBJETIVIDADE

 


SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 35
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 06

TÍTULO: ENSINO DE ANÁLISE LINGÜÍSTICA: O QUE É MESMO? COMO SE FAZ?
AUTOR(ES): SIRLENE BARBOSA DE SOUZA
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo analisar como os professores têm-se apropriado das novas orientações teórico-metodológicas no que diz respeito ao trabalho com análise e reflexão da língua e como tais saberes têm, ou não, influenciado suas práticas na sala de aula. A pesquisa corresponde a um estudo de caso, que se caracteriza pelo desenvolvimento de observações de aulas de uma professora que ensina no 2º ano do 2o ciclo (antiga 4ª série) em uma escola da Prefeitura da cidade do Recife. Numa abordagem qualitativa, interessamo-nos em saber que concepções a docente tem acerca do trabalho com a análise lingüística, como ela o desenvolve e o por quê de sua prática. A análise da observação de aulas e da entrevista realizada com a professora revelou-nos que a gramática normativa ainda parece ser o objeto de ensino privilegiado das aulas de Língua Portuguesa e seu ensino, na maioria das vezes, encontra-se desarticulado do trabalho com a leitura e produção de textos. Os dados obtidos revelaram ainda as constantes angústias e conflitos vividos pelo professor, naturais em um momento de transição, em aliar essa nova perspectiva de ensino da gramática com a forma de ensiná-la já conhecida por ele e que os saberes efetivamente ensinados na prática são frutos, sobretudo, do “ver fazer e ouvir dizer” entre os professores (CHARTIER, 2007).
PALAVRAS-CHAVE: GRAMÁTICA, ANÁLISE LINGÜÍSTICA, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR ALFABETIZADOR: PRÁTICAS DE LETRAMENTO EM MEIOS POPULARES
AUTOR(ES): SONIA FÁTIMA LEAL DE SOUZA
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo discutir a formação do professor alfabetizador e as implicações desta formação nas práticas de letramento desenvolvidas nos anos iniciais de uma escola pública de periferia urbana, na cidade de Três Lagoas, MS. Para dar conta de tal objetivo temos usado como instrumentos para coleta de dados, entrevistas com os professores dos três primeiros anos da educação básica, observação e participação nas aulas ministradas por esses professores e análise documental, tais como: planejamentos de aulas, regimento interno, proposta didática e proposta pedagógica da escola. Esta investigação de pesquisa pode contribuir para explicar novos referenciais teóricos- metodológicos que nos possibilitem avançar nos debates e nas práticas de formação inicial e continuada do professor alfabetizador, de modo que se concretize como papel da escola a promoção de estudos reflexivos e construção de saberes no coletivo de seus sujeitos atuando diretamente no exercício dos direitos de cidadania aos menos favorecidos. Acreditamos que a formação do professor alfabetizador pode fazer parte de um amplo projeto escolar, nos quais as reflexões são voltadas ao contexto escolar e não somente ao professor de forma isolada. Acreditamos ainda, que uma investigação mais promissora deve contemplar a escola como objeto de pesquisa, de trabalho e de análise, pois é neste ambiente concreto onde ocorrem as práticas de letramento.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LETRAMENTO, FORMAÇÃO DO ALFABETIZADOR, PAPEL DA ESCOLA

 

TÍTULO: OS SENTIDOS/SIGNIFICADOS SOBRE ALFABETIZAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES COORDENADORES
AUTOR(ES): SONIA MARIA NOLASCO
RESUMO:
Esta comunicação tem como objetivo compartilhar os resultados do trabalho realizado na Diretoria de Ensino Leste 2, a partir da implantação do Programa Ler e Escrever, da Secretaria do Estado da Educação de São Paulo, no ano de 2008. Esse trabalho foi realizado com 57 professores coordenadores de 53 escolas dessa diretoria, situadas nos bairros de São Miguel Paulista e Itaim Paulista. As análises partem dos dados obtidos nas discussões dos encontros de formação com os professores coordenadores ,realizados semanalmente e associadas a dados estatísticos coletados em primeira instância nas escolas. Esses dados foram obtidos a partir de sondagem de escrita realizada com os alunos; posteriormente coletados, observados e quantificados pelos professores coordenadores , depois analisados pela equipe pedagógica de ciclo I da diretoria de ensino e finalmente computados e organizados pela Secretaria de Estado da Educação, configurando-se dessa forma em uma rede dialética de atividades que por meio da formação contínua e organização de dados colabora para a realização da alfabetização das crianças matriculadas no ensino fundamental I. Seu enfoque especial está nas dificuldades de aprendizagem. A discussão desse trabalho fundamenta-se em uma perspectiva discursiva e sócio-histórico-cultural, na condução da formação contínua de profesores coordenadores como profissionais críticos e reflexivos e da participação da equipe gestora no processo em que alfabetização deixe de ser fundamentalmente objeto de ensino passe a se constituir como objeto de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PAPEL DO PROFESSOR COORDENADOR, EQUIPE GESTORA

TÍTULO: LETRAMENTO: UMA ESTRATÉGIA SOCIOINTERACIONISTA AO ALCANCE DO PROFESSOR PARA INCLUIR OS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.
AUTOR(ES): SÔNIA MARIA DA SILVA VALÉRIO
RESUMO:
Letramento, como estratégia para incluir os alunos com NEE (necessidades educacionais especiais), é sempre um meio, nunca um fim. Nesse sentido, a nossa pesquisa tem como objetivo propor reflexões a respeito da aceitação da linguagem destes alunos dentro e fora do seu contexto escolar sob uma ótica específica: o paradigma da inclusão, ou, seja, a inclusão como problema do indivíduo “patologia” ou “déficit” do aluno, sem considerar seus determinantes escolares, culturais, sócio-econômicos e políticos. Dentro deste contexto, pensamos em nossos alunos como sujeitos participativos e buscamos investigar outros caminhos que levem o professor a refletir a respeito de práticas descontextualizadas, que muitas vezes, caracterizam o aluno como “objeto defeituoso” e não como sujeito capaz de construir seu conhecimento e aprender na relação com outro. É preciso reconhecer que, embora as pesquisas a respeito da inclusão dos alunos com NEE venham sendo, no Brasil, motivo de preocupação dos educadores, constatamos que por falta de informações professores se atem a investir e insistir no processo descontextualizado de apenas alfabetização, que leva o aluno a uma tremenda alienação, condenando-o a ficar segregado da sociedade letrada. É com base nessas questões que discutiremos o processo de letramento como forma de inclusão. O processo de inclusão a qual nos referimos pressupõe, além do acesso a matricula e à participação em todas as atividades escolares, a possibilidade de êxito fora do contexto escolar. Foram selecionadas várias gravações de programações do interesse do aluno, com a síntese de jornais e revistas aplicamos atividades numa 5 série de ensino fundamental. O resultado foi positivo, o aluno oportunizou o contato da língua culta por intermédio da mídia e o professor compreendeu a necessidade de levar o aluno a interagir com a sociedade letrada.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, INCLUSÃO

 

TÍTULO: ESTUDANDO O TEXTO NARRATIVO ATRAVÉS DAS TEORIAS DE PROPP, BREMOND E LARIVAILLE: UM TRABALHO COM 1ª E 2ª SÉRIES PARA A CONSTRUÇÃO DE TEXTOS MAIS COERENTES
AUTOR(ES): SUELEN SANTOS MONTEIRO, MELINA ALTAVINI DE ABREU MAIOLI
RESUMO:
Vemos atualmente que um dos gêneros mais trabalhados na escola é o texto narrativo, no entanto, devido a este grande uso é possível notar alguns problemas decorrentes dessa grande utilização, entre eles a dificuldade por parte dos alunos na elaboração de texto narrativos coesos e coerentes. Deste modo, se o aluno tiver um embasamento sobre a estrutura de um texto narrativo ele poderá escrever textos mais coerentes e coesos. (GILLIG, 1999). Portanto, o presente trabalho visa apresentar um recorte de uma pesquisa realizada em duas escolas municipais de Presidente Prudente/SP, financiada pelo Núcleo de Ensino/UNESP e pelo PIBIC/CNPq, tendo como principal objetivo oferecer a alunos de 1ªs e 2ªs séries um ensino diferenciado da estrutura do texto narrativo, baseado nas teorias de Vladimir Propp, Claude Bremond e Paul Larivaille, afim de que possam contribuir para a melhora na produção de textos dos alunos envolvidos. Assim, realizamos uma série de atividades divididas em três semanas abarcando a analise estrutural do texto narrativo, como posto na teoria de Propp (partes-todo). A primeira semana teve como objetivo apresentar detalhadamente os itens do texto narrativo. Já na segunda semana o trabalho se propôs a estudar a partir de um vídeo infantil o estudo detalhado das partes do texto narrativo. Por fim, na ultima semana foi realizado um estudo do próprio texto literário, em que, os alunos puderam analisar de forma clara as funções narrativas. Analisamos os resultados de forma quantitativa e qualitativa, sendo que na primeira conseguimos alcançar um resultado de aproximadamente 60% de resultados positivos entre todos os alunos, já na segunda análise notamos textos mais coerentes e respeitando uma estrutura de início, desenvolvimento e desfecho. Sendo assim, acreditamos que um trabalho diferenciado pode auxiliar na formação de alunos mais preparados para o uso da escrita, capazes de elaborar melhores textos.
PALAVRAS-CHAVE: ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO, PRODUÇÃO, INTERPRETAÇÃO

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 36
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: A SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO GÊNERO HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
AUTOR(ES): SUZANA LIMA VARGAS, ANDREZA DE SOUZA FERNANDES, ROSIANE THEODORA DE OLIVEIRA SOUZA
RESUMO:
A presente comunicação discute a Sequência Didática (SD) do gênero Histórias em Quadrinhos (HQ), desenvolvida com alunos de escolas públicas de Juiz de Fora, na faixa etária de 07 aos 10 anos de idade, matriculados no 2° e 3° ano do ensino fundamental. Os alunos são atendidos no Laboratório de Alfabetização, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, em dois encontros semanais, de 01:30h cada um, coordenados por uma professora-bolsista dos cursos de Letras ou Pedagogia. A SD do gênero Histórias em Quadrinhos priorizou atividades sistemáticas em torno da compreensão e da produção do gênero, quais sejam: os elementos da narrativa; os formatos dos balões, o uso das onomatopéias; a ordenação dos quadrinhos de acordo com a seqüência lógico-temporal; as diferenças entre a linguagem verbal e não verbal; a construção de uma HQ, considerando seus elementos estruturais. As HQ’s produzidas pelas crianças na fase inicial da SD indicaram suas dificuldades de criarem os quadros numa sequência de eventos ordenados e elaborarem os desenhos relacionando linguagem verbal e não-verbal. As dificuldades das crianças fizeram com que as professoras-bolsistas propusessem outros recursos didáticos como motivadores da aprendizagem, o que favoreceu a criação de personagens, a definição do número de quadros e a associação de imagens e palavras para a produção de sentidos. Por outro lado, mostrou-lhes também que apesar da SD apresentar riqueza nas atividades propostas nem tudo pôde ser previsto. Portanto, mais vale adaptar o trabalho a realidade dos alunos do que, forçosamente, dar lugar a uma aprendizagem tão sistemática quanto a que se tem em vista na SD. Os módulos da SD só assumiram seu sentido completo no instante em que as atividades foram redefinidas em função das dificuldades encontradas pelos alunos na realização das tarefas.
PALAVRAS-CHAVE: SEQUÊNCIA DIDÁTICA, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, PRODUÇÃO TEXTUAL

 

TÍTULO: A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS NO MUNICÍPIO DE SÃO LOURENÇO DO SUL (RS): PRÁTICAS DE UMA ALFABETIZADORA NA CLASSE DO 1º ANO
AUTOR(ES): SYLVIA TAVARES BARUM
RESUMO:
O presente trabalho tem como foco a implantação do ensino fundamental de nove anos no município de São Lourenço do Sul (SLS), localizado no sul do Rio Grande do Sul. O estudo faz parte de uma investigação mais ampla realizada pelo grupo de pesquisa HISALES (FaE/UFPel), financiada pelo CNPq e denominada “A Implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos em Municípios da Região Sul do Rio Grande do Sul”. No caso de SLS foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com coordenadoras pedagógicas, professoras e a diretora de uma escola. Também foram feitas observações em uma escola municipal no período 2008/2009. O objetivo principal foi o de estabelecer relações entre as orientações gerais elaboradas pelo MEC, em 2004 e 2006, e as práticas de alfabetização de uma professora de 1º ano da rede municipal de ensino, buscando entender o impacto de tal mudança em uma classe de alfabetização.
Com o acompanhamento dessa classe de 1º ano, foi possível concluir que as práticas da professora aproximam as crianças do mundo letrado, despertando nelas o prazer pela leitura já no início do processo de alfabetização, a partir dos momentos de leitura de contos infantis com o grupo e elaboração de textos partindo das idéias dos alunos. A professora demonstra tranqüilidade em relação à implantação do ensino fundamental de nove anos, desenvolvendo uma prática pedagógica mais próxima do “mundo infantil” para que o ato de aprender seja prazeroso.
O trabalho tem como embasamento teórico, entre outros, Soares (2003), Kramer (2006) e Goulart (2006).
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS, LETRAMENTO

 

TÍTULO: O PROGRAMA DA ESCOLA BRASILEIRA: O FRACASSO ESCOLAR E A CULTURA ESCRITA NO CONTEXTO CIENTÍFICO HEGEMÔNICO
AUTOR(ES): TATIANA BEZERRA FAGUNDES
RESUMO:
Este trabalho é parte dos estudos do grupo de pesquisa Linguagem, Cognição Humana e Processos Educacionais (PropEd-UERJ) e focaliza centralmente o fracasso escolar contextualizando-o no âmbito sócio-político-educacional. Apresenta as abordagens pelas quais historicamente se desenvolveram as explicações sobre o fracasso e destaca a apropriação da obra de Bourdieu e Passeron (1975) para explicar o não sucesso dos alunos na escola. A partir disso, faz um apontamento para um estudo que se pretende desenvolver sobre a natureza e a forma de construção do conhecimento e da escrita do sujeito aluno presente nos bancos escolares do Brasil. Em que pesem as contínuas discussões sobre o fracasso escolar, compreendê-lo é uma condição para fomentar uma escola que possibilite a aprendizagem da pluralidade de alunos que nela se encontram (MOREIRA; CANDAU, 2003). Esta aprendizagem consiste, fundamentalmente, em o aluno construir a escrita de modo a comunicar-se de maneira eficiente no contexto da cultura científica hegemônica, sem, contudo, abdicar de sua cultura cuja base é predominantemente narrativa (SENNA, 2008). Para isso, toma-se o conceito de letramento (SENNA, 2007a) e apresenta-se a hipótese de um sujeito escolar que possui uma mente e um aparelho psicomotor indicadores de um processo de aprendizagem que ainda não se sabe qual é, e que, portanto, faz-se necessário conhecer.
PALAVRAS-CHAVE: FRACASSO ESCOLAR , APRENDIZAGEM, CULTURA ESCRITA

 

TÍTULO: INTERAÇÕES GRUPAIS: O PORCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA ATRAVÉS DE ATIVIDADES DIVERSIFICADAS EM SALA DE AULA.
AUTOR(ES): TÁSIA FERNANDA WISCH
RESUMO:
O presente artigo é um desdobramento dos estudos realizados através da pesquisa intitulada: “Atividades diversificadas na sala de aula: compartilhando e reconstruindo saberes e fazeres sobre leitura e escrita”, o qual visa compreender a repercussão das atividades diversificadas que envolvem a ludicidade e a interação entre pares, no processo de construção da leitura e da escrita de crianças em fase inicial de alfabetização. Dessa forma, para a efetivação da pesquisa, utilizamos como estratégia de trabalho a montagem de circuitos com a elaboração de atividades variadas envolvendo a leitura e a escrita, nas quais os alunos vivenciaram diversas experiências de jogo. Destaca-se ainda, que partimos do pressuposto de que em uma sala de aula as crianças encontram-se em diferentes níveis de compreensão da escrita, logo, a partir do trabalho coletivo, propicia-se a evolução do processo de construção e compreensão da lecto-escrita desses educandos. Ao desenvolver tal pesquisa, foi possível corroborar a hipótese de que as atividades colaborativas propiciadas através das interações entre os alunos tiveram grande destaque nas produções acerca da lecto-escrita, constituindo assim, construções coletivas. Nesse sentido, a partir das atividades realizadas entre os pares, concluiu-se que as interações grupais, estabelecidas no transcorrer das atividades, foram fundamentais para a estimulação da construção das aprendizagens, bem como, favoreceram a socialização dos conhecimentos. Com isso, do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, podemos mencionar que a interação é percebida como uma situação privilegiada e fundamental, principalmente, pela oportunidade de possibilitar aos alunos momentos para que possam construir conceitos, estabelecer trocas e apropriar-se de novos conhecimentos.
PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADES DIVERSIFICADAS, LEITURA E ESCRITA, INTERAÇÕES GRUPAIS

 

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE ALFABETIZADORES: ELEMENTOS DA EXPERIÊNCIA DE CURITIBA.
AUTOR(ES): TERESINHA DA SILVA MEDEIROS, ELAINE DOROTEIA HELLWIG BRAZ, KARIN HEMANN HORN, POLIANA DE ARAUJO RODRIGUES
RESUMO:
A Secretaria Municipal da Educação de Curitiba publicou, em 2006, as atuais Diretrizes Curriculares para a Educação Municipal de Curitiba, que foram elaboradas por meio de construção coletiva, envolvendo profissionais da Secretaria da Educação, dos Núcleos Regionais e das escolas, no ano de 2005. Com relação ao ensino da Língua Portuguesa, o documento baseia-se na concepção interacionista de linguagem e propõe a abordagem textual e fônica para a efetivação dos processos de alfabetização e letramento. Nesse sentido, a sistematização dos conteúdos relativos à língua necessita ser pautada na perspectiva do eixo USO-REFLEXÃO-USO, tendo o texto como objeto de estudo. A sistematização das unidades menores da língua deve ser realizada contextualizadamente, visando à compreensão dos conteúdos. Nessa perspectiva, é que foi desenvolvido o Caderno Pedagógico de Alfabetização, material paradidático que busca unir a teoria presente nas Diretrizes com encaminhamentos práticos para os professores. O Caderno foi produzido em 2006 pela equipe de Alfabetizadoras dos Núcleos Regionais da Educação e da Secretaria Municipal da Educação e faz parte do conjunto de Cadernos Pedagógicos elaborados pelas equipes das diferentes áreas do conhecimento. A implementação desse Caderno iniciou em 2007, com um programa de formação continuada organizado pela equipe de alfabetização. Essa equipe trabalha com a formação continuada dos professores por meio de cursos e acompanhamento às escolas, para os professores regentes e corregentes do ciclo I, além de pedagogos. Nessa formação, os professores têm a oportunidade de tratar de questões teóricas relativas aos conteúdos de Língua Portuguesa e receber orientações de como trabalhar esses conteúdos na prática escolar. Desde o início da formação, mais de 3000 profissionais já realizaram o curso que obteve alto índice de aprovação, verificado por meio de avaliações realizadas pelos participantes.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO CONTINUADA, PROFESSORES, MATERIAL PARADIDÁTICO

 


SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 37
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 07

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM LÍNGUA PORTUGUESA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: A EXPERIÊNCIA DE CURITIBA
AUTOR(ES): TEREZINHA DAS GRAÇAS LAGUARDIA OLIVEIRA, CRISTIANE MALMEGRIN ELIAS, GISELI MARZALEK GUMIELA, SANDRA MARA CASTRO DOS SANTOS
RESUMO:
O presente trabalho relata a experiência pedagógica de Curitiba na formação continuada, em Língua Portuguesa, com apoio de material paradidático, que vem sendo desenvolvida nos últimos dois anos, para professores e pedagogos, de 174 escolas da Rede Municipal de Ensino. Com a construção de Diretrizes Curriculares para a Educação de Curitiba, percebeu-se a dificuldade dos docentes das escolas em pôr em prática os conteúdos de Língua Portuguesa propostos nesse documento. Surgiu, então, a necessidade de orientar práticas pedagógicas para o trabalho com essa área do conhecimento, com o objetivo de superar tais obstáculos, o que levou à idealização e à produção do Caderno Pedagógico de Língua Portuguesa – um material paradidático, elaborado com o propósito de orientar metodologicamente as práticas docentes relativas a essa área, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para um melhor aproveitamento desse material, aos professores é ofertado um curso que os subsidia teoricamente e orienta para o uso e adequação dos encaminhamentos à sua realidade de sala de aula. Os conteúdos estudados nesse momento são baseados nas necessidades de aprendizagem de Língua Portuguesa dos docentes, levantadas também nos resultados das produções textuais realizadas por ocasião do ingresso na rede municipal. São sete encontros presenciais de quatro horas, destinados aos professores que atuam no Ciclo II (4º e 5º ano) do Ensino Fundamental de 9 anos, ministrados pelas Alfabetizadoras dos Núcleos Regionais de Educação, de modo a atingir docentes de todas as escolas. Essa equipe recebe assessoramento nas questões teóricas e práticas referentes aos temas e conteúdos presentes em cada capítulo do caderno, e contribui na escolha e elaboração dos materiais a serem apresentados.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES, FORMAÇÃO CONTINUADA , LÍNGUA PORTUGUESA

 

TÍTULO: LIVROS DIDÁTICOS DE ALFABETIZAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: CRITÉRIOS 2010 EM ANÁLISE
AUTOR(ES): THAISE DA SILVA
RESUMO:
Este estudo pretende colocar em suspeição os discursos e as representações referentes à alfabetização e ao letramento apresentados nos critérios definidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Tais critérios visam à avaliação dos materiais produzidos pelas editoras para serem aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) e distribuídos a partir do ano letivo de 2010, nas turmas de alfabetização do Ensino Fundamental de Nove Anos (EFNA). Para a realização de tal estudo, contou-se com os aportes teóricos dos Estudos Culturais, em suas perspectivas pós-estruturalista e pós-moderna, fazendo uso de uma análise textual e discursiva. Os documentos referentes aos critérios que servem de base para a elaboração dos livros didáticos, foram divulgados na página do MEC, sendo que aqueles que forem aprovados pelo MEC, farão parte do catálogo daqueles que posteriormente poderão ser escolhidos e distribuídos às escolas de todo o Brasil. Assim sendo, esse documento, referente aos critérios de produção e escolha dos livros didásticos de alfabetização, definidos para a nova estrutura do ensino fundamental, permite examinar como os discursos que envolvem as práticas de aquisição e uso da leitura, da escrita e da oralidade são constituídos e se tornam hegemônicos a ponto de produzirem o que é tido como verdade durante um momento histórico definido, subjetivando professores, alunos e práticas escolares e constituindo, assim, uma certa representação de sujeito alfabetizado e letrado.
PALAVRAS-CHAVE: CRITÉRIOS DO PNLD, LIVROS DIDÁTICOS DE ALFABETIZAÇÃO, EFNA

 

TÍTULO: LEITURA E ENSINO FUNDAMENTAL: QUESTÕES E CONCEITUAÇÕES
AUTOR(ES): THAMARA DA SILVA FIGUEIREDO
RESUMO:
O grupo de pesquisa Linguagem, Cognição Humana e Educação Inclusiva realiza estudos no campo da lingüística aplicada à alfabetização e ao letramento, sendo constituído por mestrandos e doutorandos orientados pelo professor Senna. Ali, utilizando-se de diversos referenciais teóricos, desenvolve-se uma pesquisa centrada no conceito de letramento e no cotidiano da escola, pra onde convergem todos os olhares, principalmente porque o grupo de pesquisa entende que a pesquisa não tem um fim em si mesma. Foi nesse contexto que esse trabalho teve seu ponto de partida. Visto que a escola contemporânea, especialmente a escola pública brasileira, apresenta questões ligadas ao ensino da leitura e da escrita. Será que as crianças advindas das camadas populares, a massa freqüente no ensino público, não apresentam as estruturas necessárias para esse aprendizado? Se apresentam, porque não conseguem atingir do objetivo da escolarização? Diante dessa dificuldade, o que se pode dizer sobre o valor da leitura se transforma um pouco. Uma parte da sociedade defende a grande importância que ela tem para a vida em geral, é preciso “saber ler” para se alcançar determinadas patamares, não apenas de status social, mas também de saber. Por outro lado, existe uma parcela da sociedade que pensa e age de outro modo. Então, o que esse trabalho também tem por intuito responder é se a prática da leitura é imprescindível para a sobrevivência do sujeito no mundo de hoje. E, além disso, procura discorrer sobre como é possível trabalhar o conceito de leitura e a sua prática na escola lidando com esses indivíduos que não têm nesse exercício algo fundamental para sua vida e satisfação. Isto é, que tipo de abordagem a escola deve realizar a fim de desenvolver o processo de leiturização de maneira que ele tenha um resultado final bem sucedido.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, LETRAMENTO

TÍTULO: O LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUES E A PRÁTICA DE TEXTUALIZAÇÃO: O QUE SE ESCREVE NA ESCOLA?
AUTOR(ES): THATYANA ANGÉLICA DOS SANTOS SILVA
RESUMO:
O livro didático (LD) ocupa importante espaço nas políticas públicas da educação brasileira e tem sido alvo de diversas pesquisas em todo país. No entanto, algumas críticas acerca da qualidade deste material didático são realizadas por vários estudiosos. Esta pesquisa tem o objetivo de analisar o uso que o professor faz das propostas de produção de texto do livro didático de português, doravante LDP de 3ª série do Ensino Fundamental e as condições de produção oferecidas ao aluno para produzir textos. Vale destacar, que esse estudo é um recorte de uma pesquisa desenvolvida no curso de mestrado, do Centro de Educação (CEDU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) no período de 2006 a 2008. Consideramos os fundamentos advogados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que orientam o processo de escritura e constatamos de que forma a prática do professor contribui para a formação de escritores competentes na escola. Constatamos que, as propostas de produção de textos desenvolvidas nas escolas pesquisadas, a partir do livro didático, são raras e atrela-se a uma prática tradicional que pouco favorece à formação de escritores. Além disso, as oportunidades que os alunos encontram para produzir textos são insuficientes para a compreensão da complexa tarefa de produzir textos.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO DE TEXTO, LIVRO DIDÁTICO, ENSINO DE LÍNGUA

TÍTULO: PRODUÇÃO DE IDENTIDADES EM PRÁTICAS DE LETRAMENTO ESCOLAR: A ESCRITA DE SI EM NARRATIVAS FOTOGRÁFICAS
AUTOR(ES): VALÉRIA BASTELLI PAGNAN
RESUMO:
Este texto apresenta a pesquisa Produção de identidades em práticas de letramento escolar: a escrita de si em narrativas fotográficas, que visa investigar as identidades constituintes a partir de práticas de letramento escolar. Ao olhar para a constituição dos sujeitos que perpassam a prática pedagógica, procuramos problematizar os efeitos de sentido produzidos dentro de uma proposta pedagógica orientada para a formação de sujeitos críticos na sociedade contemporânea. Para tanto, partimos da questão “Como é a escrita de si dentro de uma prática escolar?”. Desenvolvida durante as aulas de Língua Portuguesa em salas do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola pública em Amparo (SP), o corpus desta pesquisa é formado pelo conjunto das narrativas produzidas para acompanhar as fotos do tradicional álbum de fotos familiar, o qual, nesta prática, é (re)organizado pelos alunos, a partir de suas escolhas. A partir das representações sociais discutidas por Fairclough (1997, 2001a, 2003 a), cuja referência teórica está em Bakhtin (1997) e em Foucault (1979), nossos referenciais para a análise dos processos de subjetivação destes sujeitos são as perspectivas de Hall (2005) que abarcam as identidades culturais na contemporaneidade, bem como a concepção de identidade líquido-moderna defendida por Bauman (1999; 2005). Contempla-se também o estudo de como as práticas de letramento escolar abarcam os sujeitos da sociedade atual (Kleiman, 2005; Street, 1984).
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LETRAMENTO, NARRATIVAS FOTOGRÁFICAS, IDENTIDADES

 

SESSÃO - LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO 38
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09

TÍTULO: GÊNERO DO DISCURSO E ATIVIDADE: ELEMENTOS PARA A CONSTITUIÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): VANESSA ALVES DO PRADO
RESUMO:
O trabalho analisa a situação de leitura de dois textos de divulgação científica, por alunos da terceira série de uma escola estadual pertencente à Diretoria de Ensino da Região de Marília - SP, com o objetivo de verificar a reação dos alunos diante de duas propostas de leitura: a primeira proposta caracterizada como uma tarefa a cumprir sem objetivos prévios e explícitos aos alunos e a segunda, coordenada de forma que antecipasse o objetivo da leitura, proporcionando ao leitor um comportamento ativo perante o texto, com a finalidade de ler para encontrar respostas e ter condições de apropriar-se do conhecimento científico veiculado pelo texto. A investigação fundamenta-se nos estudos de Vygotski e Leontiev, com destaque para os conceitos de atividade, relações interpsíquicas e ensino, Bakhtin, no que se refere ao gênero do discurso, interação verbal, tema e significação, Foucambert e Smith, dentre outros que tratam sobre a leitura como produção do sentido. As conclusões indicam que a situação de leitura não orientada inibiu a interação entre os alunos, por se sentirem inseguros em relação ao tema e provocou lacunas na compreensão do texto. Entretanto, na leitura dirigida, com o gênero definido e o tema lançado, os alunos puderam elaborar hipóteses a partir dos conhecimentos cotidianos e na interação com os outros interlocutores, o conhecimento cientifico ganhou forma e foi concretizado mediante a leitura do texto.
PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADE DE LEITURA, TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTIFICA, INTERAÇÃO

 

TÍTULO: O CIRCO (RE)CRIADO POR CRIANÇAS DA 2ª SÉRIE
AUTOR(ES): VANESSA CRISTINA SCARINGI
RESUMO:
O tema central deste projeto diz respeito a inserção e interação de um aluno circense numa sala de aula, por meio da proposta sócio- construtivista da Pedagogia por Projetos de Jolibert (1994, 2006). Em setembro de 2008, numa classe de 2° série (7-8 anos) de escola pública, a chegada de um aluno, advindo de circo, instigou a turma a elaborar um projeto sobre a vida no circo, com vistas a conhecê-lo melhor. Foi feito o planejamento do projeto, especificando o contrato individual e coletivo dos acontecimentos. A primeira etapa consistiu na elaboração, em conjunto com os alunos, das perguntas para a entrevista ao aluno circense, as quais foram selecionadas com o auxílio do professor e executadas em formato talk show. A partir disso foi possível construir uma nova ferramenta de apoio, tal como, as fichas de sinônimos. Outras ferramentas, como dicionários e a superestrutura textual foram consultadas. Inspirados pelas descobertas que fizeram, os alunos acrescentaram uma nova etapa ao projeto: “Tarde do Palhaço”, onde propuseram vivenciar o papel do artista na sala de aula, fazendo o uso de diversas ferramentas de trabalho, incluindo: piadas pesquisadas na internet; consulta de livros para a escolha das mágicas; figurinos requisitados à coordenação da escola através de requerimento; cartaz, convites e maquiagem do circo trazidos pelo palhacinho, etc. Como encerramento, foi realizada uma roda da conversa onde todos puderam fazer suas colocações, expondo os aspectos positivos e negativos, dentro da auto e co-avaliação, como sugere Jolibert (2006). Os resultados indicaram um aumento na participação dos alunos em todas as etapas, tais como, na leitura, na escrita, na expressão corporal, além da construção do respeito mútuo entre o grupo, e entre o grupo e o aluno advindo do circo, por meio da construção de novas regras como por exemplo do como tratar as diferenças.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, ENSINO FUNDAMENTAL, PEDAGOGIA POR PROJETOS

 

TÍTULO: LEITURAS E ESCRITAS NO COTIDIANO DO TRABALHADOR
AUTOR(ES): VANESSA DE ABREU CAMASMIE
RESUMO:
Esta comunicação apresentará o projeto “Leituras e escritas no cotidiano do trabalhador” desenvolvido no ano de 2008 e realizado pelo Programa de Alfabetização, Documentação e Informação (PROALFA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Diretoria de Administração do Campus (DIRAC) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O projeto foi desenvolvido em uma classe de adultos trabalhadores terceirizados da Fundação em processo de alfabetização e letramento. O objetivo geral foi propiciar situações de ensino e aprendizagem que aprimorassem a leitura e a produção de textos orais e escritos, desenvolvessem o pensamento crítico e colaborassem na releitura do mundo de trabalho dos alunos. A organização didático-pedagógica do projeto se deu pela metodologia de projetos de trabalho: ao fim do projeto foi produzido o livro ‘Nunca é tarde para aprender’ com as histórias de vida dos alunos, composto, basicamente, de três partes: relatos de amor, relatos de trabalho e relatos sobre os passeios pedagógicos realizados pela classe. Para tal projeto foi criada uma rotina, ou seja, um conjunto de atividades didático-pedagógicas que ocorrem com freqüência, previamente, estipulada. A rotina foi organizada da seguinte forma: para cada dia da semana, houve um tipo de aula diferente, como: segunda-feira, roda de notícias; terça-feira, produção textual; quarta-feira, tema do projeto; quinta-feira, análise lingüística e sexta-feira, oficina de leitura. Ao longo do trabalho, foram produzidos diferentes materiais, realizadas visitas a espaços culturais, participações a eventos da instituição e assistidos filmes brasileiros. Esta comunicação será dividida em dois momentos: apresentação do projeto pedagógico e relato do processo de produção do livro.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA, PRODUÇÃO TEXTUAL, ALUNOS TRABALHADORES

 

TÍTULO: AS RASURAS EM TEXTOS DE ALUNOS CONSIDERADOS ANALFABETOS FUNCIONAIS
AUTOR(ES): VERA LUCIA PIRES
RESUMO:
Esta pesquisa buscará refletir sobre as rasuras na escrita de crianças com problemas no processo de alfabetização. As perguntas, norteadoras do trabalho são: No que se concebe como analfabetismo funcional, há ocorrência de rasuras?; Quando encontradas, como as rasuras têm sido interpretadas (caso sejam)?; O que a rasura ou sua ausência permitem dizer sobre o que se entende por “analfabetismo funcional”?; Qual a função das rasuras no processo de alfabetização? Nos textos das crianças há sempre incorporação de pedaços de textos, esses restos se inscrevem em sua escrita como um “corpo estranho” (PERRRONI, 1992). Deve-se assumir que, dada sua presença nas escritas de crianças, que esses “pedaços de textos”, têm função constitutiva no processo de alfabetização. As rasuras incidirão sobre esses textos estranhos em momento particular de seu processo de entrada na escrita. Para tratar da rasura no texto escrito infantil, recorro ao Interacionismo, conforme proposta de De Lemos (1992), particularmente às “três posições” da criança, que, segundo ela, respondem pelas mudanças no processo de aquisição da linguagem: na primeira posição, predomina, na produção da criança, a presença de pedaços de enunciados do outro; na segunda posição, as produções das crianças são perpassadas por erros, indicativos do distanciamento do outro e do movimento da língua em suas produções; e na terceira posição, emergem rasuras e reformulações, que são indicativas de presença de uma “escuta” para a própria fala ou escrita. Segundo De Lemos (2002), na terceira posição a criança se divide entre aquele que fala e aquele que escuta a própria fala/escrita e a do outro. Considerando-se a natureza da pesquisa, as rasuras em escritas de crianças com problemas na alfabetização serão assumidas como índices de escuta da própria escrita que merecem ser investigadas já que essa escuta não parece impulsionar o movimento na direção da escrita constituída.
PALAVRAS-CHAVE: ANALFABETISMO FUNCIONAL, RASURAS, ESCUTA DA PRÓPRIA ESCRITA

TÍTULO: ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE AS CONCEPÇÕES TEÓRICAS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES.
AUTOR(ES): VIVIANE DO ROCIO BARBOSA
RESUMO:
Estudo que discute convergências e divergências observadas no discurso e na prática pedagógica de professores alfabetizadores, a partir da análise dos encaminhamentos metodológicos utilizados e da fala proferida pelas participantes investigadas em relação aos pressupostos teóricos do processo de alfabetização. Participaram da pesquisa cinco professoras alfabetizadoras, atuantes no 2º ano do Ensino Fundamental, da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, sendo estas divididas em dois grupos: duas com menos de cinco anos de atuação na alfabetização e três com mais de cinco anos de experiência nesta área. A coleta de dados pautou-se em oito dias de observação em sala de aula e entrevistas individuais. Após este procedimento verificou-se que há pontos de convergência e divergência entre os discursos e as práticas desenvolvidas pelas professoras. Revela que, independentemente do tempo de experiência das professoras, existe carência de uma formação mais sólida que melhor as respalde para o trabalho na alfabetização (domínio das teorias sobre a linguagem escrita - enquanto objeto de conhecimento, e conteúdo didático-metodológico para trabalhar com este objeto). Evidencia que as professoras participantes buscam, em seu discurso, formar leitores e escritores ativos, porém a prática não retrata isso. A prática analisada demonstra preocupação maior com o desenvolvimento de aspectos fonológicos da linguagem, sendo praticamente inexistente a dinâmica com ênfase nas habilidades pragmáticas, sintáticas e semânticas. O presente estudo considera relevante a revisão dos conteúdos curriculares desenvolvidos nos cursos de formação inicial de professores que atuarão na alfabetização numa nova investigação mais apurada com este foco, bem como aponta a importância de se proporcionar aos alfabetizadores uma formação continuada voltada para questões teóricas e práticas do processo de ensino/aprendizagem da linguagem escrita.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, PRÁTICA PEDAGÓGICA NA ALFABETIZAÇÃO, CONCEPÇÃO TEÓRICA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES

 

TÍTULO: A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS E LETRAMENTO LITERÁRIO: POSSÍVEIS CAMINHOS.
EIXO TEMÁTICO: LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): VIVIANE SILVA COENTRO
RESUMO:
Pesquisa de mestrado cujo objetivo foi investigar o impacto de vivências com contos da tradição oral como elemento de apropriação do letramento literário. A hipótese adotada é que os contos de tradição oral incentivam a leitura dos livros em que as histórias estão escritas. A pesquisa buscou responder às questões: 1) Quais os letramentos locais dos participantes da pesquisa, que estão entremeados às experiências de (re)contagem de histórias no espaço escolar?; 2) Nos eventos de letramentos de (re)contagem de histórias em espaço escolar, como se relacionam culturas locais e cultura valorizada escolar?; 3) Que tipos de narrativas emergem nestes eventos?; 4) O que propõe o contador de histórias neste contexto?; 5) Qual a recepção dos alunos em relação a essas narrativas e eventos de letramento? e 6) O que os resultados apontam em relação à formação do leitor literário? A metodologia adotada foi pesquisa bibliográfica por observação participante na coleta, e pesquisa interpretativa na análise. Foram 4 encontros em sala de aula, 1 hora cada, com alunos entre 8 e 9 anos, da 3ª série de uma escola municipal situada na cidade de Campinas. Os resultados apontaram para um conhecimento da tradição oral proveniente do âmbito familiar (pais e TV) e da escola por meio do livro didático. As culturas locais e valorizadas hibridizam-se nas práticas letradas locais e escolares. As narrativas que emergem nestes eventos provêm da cultura midiática na qual os alunos estão inseridos. O contador de histórias neste contexto pode ser mediador nas práticas letradas que envolvem a contagem e leitura de histórias. As experiências da contagem de histórias trouxeram sensações e sentimentos, e proporcionaram aos alunos certo acesso à obra literária. Dessa forma, a contagem de histórias constituída no hibridismo entre as culturas escolar, de massa e vernacular, apontou um caminho à obra literária.
PALAVRAS-CHAVE: A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS, LETRAMENTO, LETRAMENTO LITERÁRIO

TÍTULO: LÍNGUA(GEM), ESCRITA E CRIANÇA NA ESCOLA
EIXO TEMÁTICO: LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): ZELMA REGINA BOSCO
RESUMO:
Estamos em tempos de discussão curricular nas escolas, respondendo ao movimento provocado em âmbito nacional pela reorganização do Ensino Fundamental em 9 anos. O tema “aquisição da linguagem escrita” surge nos debates entre educadores da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e neles identificamos a concepção de língua como um código a ser apropriado por partes pela criança; noção esta que, alimentada pela interlocução com a psicologia do desenvolvimento, permeia também a formação do professor e os livros didáticos em geral. O olhar sobre a língua, localizado sob a disciplina de “língua portuguesa”, permite circunscrever a leitura e a escrita no contexto das ações pedagógicas voltadas para alfabetização, nas quais se enfatizam o reconhecimento do sistema alfabético para, depois, expor as relações entre os fragmentos da pauta gráfica e os da pauta sonora. Sabemos que a linguagem escrita está presente nos espaços culturais ligados à infância, e que a criança, de alguma maneira, encontra-se afetada por ela. Os efeitos dessa realização de língua são verificados inclusive nos traçados indiferenciados que a criança de início realiza, em resposta à solicitação de escrita pelo professor. As manifestações gráficas infantis iniciais expõem a singularidade da relação da criança com os diferentes textos que atravessam seu cotidiano e possibilitam interrogar uma noção de língua como código e de escrita como representação da fala. Com base em episódios de escritas infantis, neste trabalho empreenderemos uma reflexão sobre a língua(gem) a partir do referencial teórico interacionista (De Lemos, 2002; Pereira de Castro, 2003; Mota, 1995; Bosco, 2005), que busca apontar para um funcionamento simbólico que inclui a língua como um sistema em funcionamento pela metáfora e pela metonímia (Jakobson, 1989; Saussure,1974). O intuito é deslocar o olhar sobre a leitura e a escrita e apontar para novas possibilidades de práticas pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM ESCRITA, ALFABETIZAÇÃO, INTERACIONISMO